13.12.03

Am echad
[UPDATE DO CARMEL]
Sempre quis aprender dança folclórica israeli. Sempre não! Na verdade, faz pouco tempo que eu me identifico a ponto de querer dançar. Houve épocas em que eu só ia para o Carmel para assistir. Nessas épocas, meu pai queria, ele sim, que eu dançasse -até chegou a oferecer mil dólares para me ver no palco!

Eu nunca aprendi. Mas hoje, com ajuda de alguns harkadoidos pacientes, o Marcus e a Silvia, eu arrisquei alguns passos (e errei muitos) no Carmel. Foi divertido.

Mas o ponto alto do dia foi assistir a uma dança que o grupo gaúcho Kadima trouxe, contando a trajetória do povo judeu e a saída dos judeus escravos do Egito, chamada "Moisés". No meio da apresentação, de 18 minutos, eu já estava chorando. Muito emocionante, tanto pela beleza dos cenários, como pela maneira como a lehaká retratou as passagens -como as pragas, o mar se abrindo...

Enfim, fico arrepiado só de me lembrar. São essas coisas que me dão a exata sensação do significado da expressão "Am echad".

[GLOSSÁRIO]
(*) "Am echad" significa "um povo", em referência ao povo judeu, que mesmo disperso e vivendo em muitas partes do mundo, é um só. "Harkadoidos" é uma expressão criada para designar os viciados em "harkadá", dança folclórica israeli de roda. "Kadima", além de ser o nome do grupo de Porto Alegre, significa "adiante". "Lehaká" é o nome que se dá para um grupo de dança.

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