Traços de judeu...
Papo de MSN às vezes é pior que papo de bêbado. Ontem descobri, num papo desses, com uma pessoa que não conheço, que judeu tem traços específicos, como os brasileiros, os italianos, os poloneses e os norte-americanos, algo assim. Fiquei com cara de ponto de interrogação. Sabe, cara de ponto de interrogação? Assim!
Vejá lá...
- Há quanto tempo vc está aí em Jerusalém?
- Um ano e meio
- Mas, vai ficar ainda mais?
- Sim, em outubro começo o mestrado
- Hum...
- Nossa, mas, por que você quis ir bem pra Israel?
- Por que não?
- Sei lá... Acho que eu não iria.
- Por que não?
- Ah, sei lá... Acho que não tem nada a ver comigo...
- Comigo tem. Sou judeu [digamos que ser judeu, só isso, é uma boa razão]
E então veio a revelação...
- Você parece mesmo ser judeu.
- Pareço? Como é um judeu?! hahaha [só rindo, mesmo!]
- Eu tenho descendência italiana, portuguesa e espanhola... Estritamente européia. [vejam bem: estritamente européia!] Um judeu é assim, como você é... Você tem traços de judeu... Pareço ser européia ou brasileira mesmo?
- Traços de judeu? Isso não existe!!! Cada judeu vem de um lugar diferente do mundo!
- Ah, sei lá... Desculpe, não foi minha intenção te ofender... Mas, você parece com judeus... Pelo menos os que eu já vi na vida...
Não que tenha ofendido... Na verdade, foi bom descobrir que eu tenho cara de judeu. Achei que judeu fosse aquele sujeito de nariz grande, sabe? Aquele das charges...!
Ai, ai...
Baseado em fatos reais...
Diretamente de 31.78/35.22, mais conhecida como Jerusalém, escrevo para quem quiser ler - um pouco da vida e do dia-a-dia de um sujeito perdido em Israel.
28.2.06
27.2.06
Sol, areia e Carnaval na soleira
A Fox é uma das marcas de roupa mais populares de Israel. Uma espécie de M. Officer daqui, pra explicar em poucas palavras. Bom, eles resolveram fazer uma campanha de lançamento da nova coleção bem interessante. Fotografaram no Brasil os modelos com as roupas - bem verão - e usaram motivos bem brasileiros. Pense em alguns... Eu ajudo: cerveja Skol, Carnaval, mulatas, praia, favela, capoeira...
As fotos ficaram sensacionais. Uma mostra um modelo deitado no colo de duas senhoras negras dando uma risada bem marota, e uma delas tirando a roupa dele. Em outra, os modelos lêem jornais brasileiros - sobre futebol - esperando na fila para cortar o cabelo, em uma barbearia tipicamente brasileira. Tem até roda de samba com direito a cerveja e muita cor. As revistas foram entregues em cada porta israelense.
Em uma outra, um pivete sem camisa faz bolhas de sabão sob o olhar dos modelos que desfilam as roupas como se estivessem (e estão!) em casa, em ruas com paredes descascadas. Tem uma partida de vôlei de praia, rodas de capoeira, beijos apaixonados nas areias do Atlântico e verde, muito verde. Tem até explicações, em hebraico, sobre o que é açaí, rodízio, restaurantes a quilo, feijoada, arroz com feijão, pão de queijo, guaraná...
O resultado é uma revista linda, colorida, brasileira. Nem precisava dizer que em Israel amam o Brasil. Nem precisava dizer que a seleção canarinho é favorita para os jogos na Alemanha - dos quais Israel chegou perto, mas não vai participar. Nem precisava dizer, mas os caras da Fox pensaram nisso tudo - a fórmula deve funcionar. Basta o verão chegar! Espero só que não demore!
PS.: é, resolvi colocar em dia minha vida virtual. Tava na hora.

A Fox é uma das marcas de roupa mais populares de Israel. Uma espécie de M. Officer daqui, pra explicar em poucas palavras. Bom, eles resolveram fazer uma campanha de lançamento da nova coleção bem interessante. Fotografaram no Brasil os modelos com as roupas - bem verão - e usaram motivos bem brasileiros. Pense em alguns... Eu ajudo: cerveja Skol, Carnaval, mulatas, praia, favela, capoeira...
As fotos ficaram sensacionais. Uma mostra um modelo deitado no colo de duas senhoras negras dando uma risada bem marota, e uma delas tirando a roupa dele. Em outra, os modelos lêem jornais brasileiros - sobre futebol - esperando na fila para cortar o cabelo, em uma barbearia tipicamente brasileira. Tem até roda de samba com direito a cerveja e muita cor. As revistas foram entregues em cada porta israelense.
Em uma outra, um pivete sem camisa faz bolhas de sabão sob o olhar dos modelos que desfilam as roupas como se estivessem (e estão!) em casa, em ruas com paredes descascadas. Tem uma partida de vôlei de praia, rodas de capoeira, beijos apaixonados nas areias do Atlântico e verde, muito verde. Tem até explicações, em hebraico, sobre o que é açaí, rodízio, restaurantes a quilo, feijoada, arroz com feijão, pão de queijo, guaraná...
O resultado é uma revista linda, colorida, brasileira. Nem precisava dizer que em Israel amam o Brasil. Nem precisava dizer que a seleção canarinho é favorita para os jogos na Alemanha - dos quais Israel chegou perto, mas não vai participar. Nem precisava dizer, mas os caras da Fox pensaram nisso tudo - a fórmula deve funcionar. Basta o verão chegar! Espero só que não demore!
PS.: é, resolvi colocar em dia minha vida virtual. Tava na hora.
26.2.06
Dividido
Trouxe do Brasil uma bandeira gigante verde-amarela-azul-e-branca, para fazer concorrência com a israelense, pendurada em uma das paredes do meu quarto em Jerusalém, onde já estou de volta desde sexta. Concorrência desleal, porque a brasileira é bem maior, quase duas vezes a israelense. Quando acordo, é a primeira coisa que vejo - as bandeiras.
Nada. Só pra me deixar mais dividido.
Trouxe do Brasil uma bandeira gigante verde-amarela-azul-e-branca, para fazer concorrência com a israelense, pendurada em uma das paredes do meu quarto em Jerusalém, onde já estou de volta desde sexta. Concorrência desleal, porque a brasileira é bem maior, quase duas vezes a israelense. Quando acordo, é a primeira coisa que vejo - as bandeiras.
Nada. Só pra me deixar mais dividido.
30.1.06
Febre surfistinha
Coisas do Brasil, mas que brasileiro que está longe deixa passar despercebido. A tal Bruna Surfistinha, garota de programa aposentada que criou blog, escreveu livro (redigido, na realidade, por um dos meus mais queridos professores da graduação, Jorge Tarquini), posou para fotos em uma cacetada de revistas, apareceu em um monte de programas de televisão...
Comprei o livro, confesso. Foi o primeiro de um monte de livros que comprei e li, todos em português, em terras brasilis. Li e gostei. Não ia comprar pela Bruna Surfistinha - embora o tema muito me atraia, porque quis fazer um livro-reportagem como trabalho de conclusão de curso censurado pela igreja metodista que reina a minha ex-uiversidade... Comprei quando vi o nome do Tarquini lá.
Virou febre, como o casamento... Outra nova febre de brasileiro é o orkut. Tem até música (sertaneja, mas vá lá!) em que cantam o orkut. Num dia de caminhada pela Paulista, sentei no Bob's para comer um sanduíche e vi um banner: "faça aqui seu happy hour e encontre seus amigos fora do orkut". Febre mesmo. Paquera não rende telefone - se a garota gosta de você, provavelmente ela vai dizer "tô no orkut, me acha lá".
Febres de Brasil...
Coisas do Brasil, mas que brasileiro que está longe deixa passar despercebido. A tal Bruna Surfistinha, garota de programa aposentada que criou blog, escreveu livro (redigido, na realidade, por um dos meus mais queridos professores da graduação, Jorge Tarquini), posou para fotos em uma cacetada de revistas, apareceu em um monte de programas de televisão...
Comprei o livro, confesso. Foi o primeiro de um monte de livros que comprei e li, todos em português, em terras brasilis. Li e gostei. Não ia comprar pela Bruna Surfistinha - embora o tema muito me atraia, porque quis fazer um livro-reportagem como trabalho de conclusão de curso censurado pela igreja metodista que reina a minha ex-uiversidade... Comprei quando vi o nome do Tarquini lá.
Virou febre, como o casamento... Outra nova febre de brasileiro é o orkut. Tem até música (sertaneja, mas vá lá!) em que cantam o orkut. Num dia de caminhada pela Paulista, sentei no Bob's para comer um sanduíche e vi um banner: "faça aqui seu happy hour e encontre seus amigos fora do orkut". Febre mesmo. Paquera não rende telefone - se a garota gosta de você, provavelmente ela vai dizer "tô no orkut, me acha lá".
Febres de Brasil...
28.1.06
Ficar solteiro é bom...
Brasil. Meu primeiro post depois de 18 dias por aqui. Dias de matar saudade de gente, de muita gente, de comida (muita comida), dos lugares, de ser turista onde nasci. E dias de ficar assustado com essa nova mania nacional, a de casar... O que está acontecendo, minha gente? As pessoas da minhda idade - só 19 anos! - casando, casadas, com filhos... Assustador, mesmo.
A propósito da minha idade, 19 anos, completados no último domingo, quero propor uma campanha: "Ajude o Gabo a convencer as pessoas de que tem 19 anos". Poucos acreditam! Pensam que tenho vinte e sete, vejam só que besteira...!
Feliz ano novo, já que esse é o primeiro post também de 2006.
Brasil. Meu primeiro post depois de 18 dias por aqui. Dias de matar saudade de gente, de muita gente, de comida (muita comida), dos lugares, de ser turista onde nasci. E dias de ficar assustado com essa nova mania nacional, a de casar... O que está acontecendo, minha gente? As pessoas da minhda idade - só 19 anos! - casando, casadas, com filhos... Assustador, mesmo.
A propósito da minha idade, 19 anos, completados no último domingo, quero propor uma campanha: "Ajude o Gabo a convencer as pessoas de que tem 19 anos". Poucos acreditam! Pensam que tenho vinte e sete, vejam só que besteira...!
Feliz ano novo, já que esse é o primeiro post também de 2006.
31.12.05
Ano novo, né?
Por essas e outras coisas da vida, ano novo é daquelas datas que pensamos que nela tudo tem que dar certo, todas as pessoas têm que estar felizes, juntas e comemorando. Não é sempre assim. Dores de cabeça acontecem, namorados brigam e até mesmo pessoas morrem no dia 31. E para quem está longe, até esquecem do fuso... E não ligam.
Enfim, é ano novo. Aqui já é 2006, já se passaram 16 minutos desde a meia-noite. Ano novo, ano dos meus 27, ano de tomar vergonha na cara e colocar esse blog como ele já foi um dia. Ano em que amigos se casam, ano em que eu visitarei o Brasil, ano de definições, como todos os anos.
Tô com aquele meu ar nostálgico, triste, mas não é isso. Não é bem isso. Sei lá. Uma coisa estranha acontece quando você passa duas viradas de ano seguidos longe da maioria das pessoas que ama, do lugar que ama (ou de um dos lugares que ama!), das músicas que falam ao coração, dos cheiros...
Feliz ano novo a todos. Bom 2006.
E, pra dar um toque especial na minha tristeza nostálgica, a música que está tocando agora no computador que eu estou usando para escrever essas linhas nos primeiros 22 minutos de janeiro...
Vem, vamos embora, esperar não é saber...
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Por essas e outras coisas da vida, ano novo é daquelas datas que pensamos que nela tudo tem que dar certo, todas as pessoas têm que estar felizes, juntas e comemorando. Não é sempre assim. Dores de cabeça acontecem, namorados brigam e até mesmo pessoas morrem no dia 31. E para quem está longe, até esquecem do fuso... E não ligam.
Enfim, é ano novo. Aqui já é 2006, já se passaram 16 minutos desde a meia-noite. Ano novo, ano dos meus 27, ano de tomar vergonha na cara e colocar esse blog como ele já foi um dia. Ano em que amigos se casam, ano em que eu visitarei o Brasil, ano de definições, como todos os anos.
Tô com aquele meu ar nostálgico, triste, mas não é isso. Não é bem isso. Sei lá. Uma coisa estranha acontece quando você passa duas viradas de ano seguidos longe da maioria das pessoas que ama, do lugar que ama (ou de um dos lugares que ama!), das músicas que falam ao coração, dos cheiros...
Feliz ano novo a todos. Bom 2006.
E, pra dar um toque especial na minha tristeza nostálgica, a música que está tocando agora no computador que eu estou usando para escrever essas linhas nos primeiros 22 minutos de janeiro...
Vem, vamos embora, esperar não é saber...
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
5.12.05
Outra vez Netania
Um atentado ocorreu hoje de manhã em Netania, de novo. Cinco meses depois que um outro ataque terrorista matou cinco pessoas no mesmo lugar. O de hoje deixou de novo cinco pessoas mortas e dezenas de feridos. Reportes no Haaretz, no Jerusalem Post e no YNet.
Um atentado ocorreu hoje de manhã em Netania, de novo. Cinco meses depois que um outro ataque terrorista matou cinco pessoas no mesmo lugar. O de hoje deixou de novo cinco pessoas mortas e dezenas de feridos. Reportes no Haaretz, no Jerusalem Post e no YNet.
30.11.05
Qualquer semelhança é mera coincidência
Traficantes explodem ônibus no Rio, morreram 5 pessoas 09:15 5 pessoas morreram carbonizadas no final desta noite na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, depois que um ônibus foi incendiado por traficantes e explodiu. Entre as vítimas estao 1 criança de 2 anos e sua mae. Segundo a polícia, o ônibus foi incendiado com coquetéis Molotov lançados por um grupo de 10 homens, que seriam de uma favela da regiao. Em seguida, o ônibus explodiu com vários passageiros a bordo - "As pessoas ficaram desesperadas, tentavam escapar pela janela, mas o ônibus explodiu com muita gente dentro, foi uma grande tragédia. Parecia aquelas guerras que a gente vê lá fora", disse uma passageira em depoimento a Reuters. 30/11 Blue Bus
Não acreditei quando li. Ainda acham que morar no Brasil é melhor do que morar aqui?
Traficantes explodem ônibus no Rio, morreram 5 pessoas 09:15 5 pessoas morreram carbonizadas no final desta noite na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, depois que um ônibus foi incendiado por traficantes e explodiu. Entre as vítimas estao 1 criança de 2 anos e sua mae. Segundo a polícia, o ônibus foi incendiado com coquetéis Molotov lançados por um grupo de 10 homens, que seriam de uma favela da regiao. Em seguida, o ônibus explodiu com vários passageiros a bordo - "As pessoas ficaram desesperadas, tentavam escapar pela janela, mas o ônibus explodiu com muita gente dentro, foi uma grande tragédia. Parecia aquelas guerras que a gente vê lá fora", disse uma passageira em depoimento a Reuters. 30/11 Blue Bus
Não acreditei quando li. Ainda acham que morar no Brasil é melhor do que morar aqui?
23.11.05
Vento norte....
Patético demais pra ser verdade, mas é verdade. Um cara israelense da minha idade voou em um pára-quedas hoje no norte do país (onde, há dois dias, o Hizbolah e o Exército entraram em pesados confrontos, obrigando as populacoes das cidades próximas a se meter nos abrigos anti-bomba) e caiu 50 metros pra lá da fronteira, em território libanes. Nao fosse a acao dos soldados israelenses, a história dele poderia ser trágica. Mas é patética, embora verdadeira.
Para ler a respeito, em ingles: Haaretz, Jerusalem Post, Yediot Acharonot.
Patético demais pra ser verdade, mas é verdade. Um cara israelense da minha idade voou em um pára-quedas hoje no norte do país (onde, há dois dias, o Hizbolah e o Exército entraram em pesados confrontos, obrigando as populacoes das cidades próximas a se meter nos abrigos anti-bomba) e caiu 50 metros pra lá da fronteira, em território libanes. Nao fosse a acao dos soldados israelenses, a história dele poderia ser trágica. Mas é patética, embora verdadeira.
Para ler a respeito, em ingles: Haaretz, Jerusalem Post, Yediot Acharonot.
21.11.05
Reviravolta política
Está um caos a política em Israel com a saída do Sharon do Likud, o partido que ajudou a fundar. O primeiro-ministro vai criar outra legenda, cujo nome é bem sugestivo: Responsabilidade Nacional. Falei a respeito na edicao matutina de hoje da RFI, a partir do 5'18.
Está um caos a política em Israel com a saída do Sharon do Likud, o partido que ajudou a fundar. O primeiro-ministro vai criar outra legenda, cujo nome é bem sugestivo: Responsabilidade Nacional. Falei a respeito na edicao matutina de hoje da RFI, a partir do 5'18.
20.11.05
Umas linhas durante o intervalo
Do excelente Jeremy, amigo meu de outras epocas, la dos EUA, que agora (e desde julho do ano passado, como eu) vive em Israel:
What if Israel was one big Jewish prison? Can?t you just imagine that?
A Jew from the States lives in Israel a few years, comes back to his local synagogue, and someone asks him 'Where've you been all this time?' And then the guy would say, 'Doin' time in Israel.' Sympathetically, the questioner would say, 'What'd they get you for?' And the guy would then say, 'Aliya'.
Ha ha HA.
Pior eh que ele tem razao ao fazer a comparacao! De vez em quando da pra se sentir meio numa prisao aqui. Em janeiro, quando eu voltar pro Brasil, vou contar por ai como tem sido a minha sentenca!
Noticias do dia que valem duas linhas:
Index ranks Middle East freedom, da BBC, comentando que Israel ficou em primeiro lugar entre os paises do Oriente Medio no quesito "liberdade". O Libano, ha, vem logo atras...
E, do Jerusalem Post, The First Word: A miscarriage of justice analise, mais que noticia, sobre o rolo do Jonathan Pollard, o americano que espionou para Israel e passou pra ca informacoes confidenciais sobre os inimigos arabes do Estado judeu - e que, por causa disso, estah preso ha vinte anos.
Ainda do Jeremy: You know you've been in Israel for too long a stretch of time when you look forward to going on vacation to an Arab country that more than once tried to destroy Israel.
Do excelente Jeremy, amigo meu de outras epocas, la dos EUA, que agora (e desde julho do ano passado, como eu) vive em Israel:
What if Israel was one big Jewish prison? Can?t you just imagine that?
A Jew from the States lives in Israel a few years, comes back to his local synagogue, and someone asks him 'Where've you been all this time?' And then the guy would say, 'Doin' time in Israel.' Sympathetically, the questioner would say, 'What'd they get you for?' And the guy would then say, 'Aliya'.
Ha ha HA.
Pior eh que ele tem razao ao fazer a comparacao! De vez em quando da pra se sentir meio numa prisao aqui. Em janeiro, quando eu voltar pro Brasil, vou contar por ai como tem sido a minha sentenca!
Noticias do dia que valem duas linhas:
Index ranks Middle East freedom, da BBC, comentando que Israel ficou em primeiro lugar entre os paises do Oriente Medio no quesito "liberdade". O Libano, ha, vem logo atras...
E, do Jerusalem Post, The First Word: A miscarriage of justice analise, mais que noticia, sobre o rolo do Jonathan Pollard, o americano que espionou para Israel e passou pra ca informacoes confidenciais sobre os inimigos arabes do Estado judeu - e que, por causa disso, estah preso ha vinte anos.
Ainda do Jeremy: You know you've been in Israel for too long a stretch of time when you look forward to going on vacation to an Arab country that more than once tried to destroy Israel.
14.11.05
Um ato, dez anos, duas semanas, um trabalho
Quem nao se lembrou, antes de ler ou de ouvir na imprensa, que o Arafat bateu as botas militares dele faz um ano, nao deve se culpar. Por aqui, diferente do que se esperava, a repercussao foi quase nula. Comentou-se em poucas linhas e com raros minutos na televisao sobre a comemoracao (!) do primeiro ano sem o terrorista-mor da AP. A verdade eh que nada mudou desde entao!
Os dez anos desde o assassinato do Rabin, contudo, nao passaram em brancas nuvens. Teve um ato, que foi gigante. Adiado em uma semana porque o Clinton queria participar. Participou, falou bonito e tem causado congestionamentos do tamanho de sua importancia para Israel aqui em Jerusalem, onde estah hospedado antes de seguir viagem para outros paises do Oriente Medio.
Fui no ato do Rabin, em Tel Aviv. Foi emocionante, sim. Uma multidao. Quando a praca foi ficando cheia, abarrotada, me lembrei das imagens que vi ha dez anos pela TV, quando ainda tinha 16 e nao entendia muito bem isso tudo: as faixas, os cartazes, as pessoas. Depois, as cancoes, os discursos...
So que dez anos depois, na mesma praca, as mesmas faixas e os cartazes com dizeres bem parecidos, a gente relembrou a morte do cara que deu o tom de esperanca naquele ato de novembro de 1995. Minha sensacao eu ja contei no flog - a morte do idealismo... Foi por acaso que vi o bate-boca entre os "do contra" e os jovens que nem tinham nascido dez anos atras.
Quem estava por dentro do que se passava aqui ha dez anos sabe e disse que nada mudou. O Clinton disse que o Rabin, se vivo hoje, acharia a mesma coisa. Muita coisa mudou (para pior) mas nada mudou. E fiquei com a sensacao de que nada mudou depois de ver Paradise Now e conversar com um dos atores. Terrorista no filme, nao titubeou ao me dizer que se pudesse, faria o mesmo fora da tela.
Disse que ia mudar de vida e mudei! Estou na segunda semana de trabalho e amando! Ja estamos no ar desde ontem. Podem conferir, no servico em espanhol...
Quem nao se lembrou, antes de ler ou de ouvir na imprensa, que o Arafat bateu as botas militares dele faz um ano, nao deve se culpar. Por aqui, diferente do que se esperava, a repercussao foi quase nula. Comentou-se em poucas linhas e com raros minutos na televisao sobre a comemoracao (!) do primeiro ano sem o terrorista-mor da AP. A verdade eh que nada mudou desde entao!
Os dez anos desde o assassinato do Rabin, contudo, nao passaram em brancas nuvens. Teve um ato, que foi gigante. Adiado em uma semana porque o Clinton queria participar. Participou, falou bonito e tem causado congestionamentos do tamanho de sua importancia para Israel aqui em Jerusalem, onde estah hospedado antes de seguir viagem para outros paises do Oriente Medio.
Fui no ato do Rabin, em Tel Aviv. Foi emocionante, sim. Uma multidao. Quando a praca foi ficando cheia, abarrotada, me lembrei das imagens que vi ha dez anos pela TV, quando ainda tinha 16 e nao entendia muito bem isso tudo: as faixas, os cartazes, as pessoas. Depois, as cancoes, os discursos...
So que dez anos depois, na mesma praca, as mesmas faixas e os cartazes com dizeres bem parecidos, a gente relembrou a morte do cara que deu o tom de esperanca naquele ato de novembro de 1995. Minha sensacao eu ja contei no flog - a morte do idealismo... Foi por acaso que vi o bate-boca entre os "do contra" e os jovens que nem tinham nascido dez anos atras.
Quem estava por dentro do que se passava aqui ha dez anos sabe e disse que nada mudou. O Clinton disse que o Rabin, se vivo hoje, acharia a mesma coisa. Muita coisa mudou (para pior) mas nada mudou. E fiquei com a sensacao de que nada mudou depois de ver Paradise Now e conversar com um dos atores. Terrorista no filme, nao titubeou ao me dizer que se pudesse, faria o mesmo fora da tela.
Disse que ia mudar de vida e mudei! Estou na segunda semana de trabalho e amando! Ja estamos no ar desde ontem. Podem conferir, no servico em espanhol...
6.11.05
Ferias? Bem... Quase isso
O Fabio, que comentou no ultimo post, estah coberto de razao. Alias, duplamente coberto de razao, porque ele contastou, "com todo o respeito", que meus textos ja foram melhores e porque ele acha que eu preciso "relaxar um pouco, talvez tirar umas ferias..."
Cara, voce nao colocou o ovo de pe, mas estah certissimo. Quem trabalha durante seis longos meses durante a madrugada, seis dias por semana, ligando para casas nos EUA para fazer pesquisas sobre listas telefonicas, com um fone preso ao ouvido durante sete horas noturnas nao pode ser feliz!
E nao eh a toa que as pessoas tem dito, recentemente, que eu pareco meio tristao, meio depre. Eu devo estar parecendo um velho (e nao so pela dor que sinto nas costas, que me deixou uma semana de molho!), com olhos se escondendo atras das olheiras. Ta. Entendam, por favor. Estou estressado. Males da modernidade.
Mas, isso tem data para acabar. Na verdade, faltam longos 58 minutos para colocar o ponto final nessa historia. Vou deixar o telemarketing e voltar a ser jornalista, em uma empresa cujo escritorio, aqui em Jerusalem, fica ao lado do QG da Al Jazeera, a TV arabe.
Ainda vou fazer aquele misterio para contar onde vai ser, porque a parte da qual vou cuidar, um dos quatro idiomas (arabe, espanhol, frances e ingles) para o qual o material vai ser traduzido a partir do hebraico, vai demorar um pouco para inaugurar. Mas eu conto.
Por enquanto, peco desculpas ao Fabio que disse e aos que nao disseram que meu blog e meus escritos estao decadentes. Vou tentar, mudando de vida, de horarios, de profissao e de ares, me inspirar em coisas mais divertidas do que a quantidade de listas telefonicas que os americanos tem ou de anos que eles estudaram.
Aguardem!
O Fabio, que comentou no ultimo post, estah coberto de razao. Alias, duplamente coberto de razao, porque ele contastou, "com todo o respeito", que meus textos ja foram melhores e porque ele acha que eu preciso "relaxar um pouco, talvez tirar umas ferias..."
Cara, voce nao colocou o ovo de pe, mas estah certissimo. Quem trabalha durante seis longos meses durante a madrugada, seis dias por semana, ligando para casas nos EUA para fazer pesquisas sobre listas telefonicas, com um fone preso ao ouvido durante sete horas noturnas nao pode ser feliz!
E nao eh a toa que as pessoas tem dito, recentemente, que eu pareco meio tristao, meio depre. Eu devo estar parecendo um velho (e nao so pela dor que sinto nas costas, que me deixou uma semana de molho!), com olhos se escondendo atras das olheiras. Ta. Entendam, por favor. Estou estressado. Males da modernidade.
Mas, isso tem data para acabar. Na verdade, faltam longos 58 minutos para colocar o ponto final nessa historia. Vou deixar o telemarketing e voltar a ser jornalista, em uma empresa cujo escritorio, aqui em Jerusalem, fica ao lado do QG da Al Jazeera, a TV arabe.
Ainda vou fazer aquele misterio para contar onde vai ser, porque a parte da qual vou cuidar, um dos quatro idiomas (arabe, espanhol, frances e ingles) para o qual o material vai ser traduzido a partir do hebraico, vai demorar um pouco para inaugurar. Mas eu conto.
Por enquanto, peco desculpas ao Fabio que disse e aos que nao disseram que meu blog e meus escritos estao decadentes. Vou tentar, mudando de vida, de horarios, de profissao e de ares, me inspirar em coisas mais divertidas do que a quantidade de listas telefonicas que os americanos tem ou de anos que eles estudaram.
Aguardem!
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