9.7.03

Trégua, atentado, renúncia...
(Da série "capítulos de um conflito israelo-palestino")
A foto fala por si: é o marido de uma das vítimas do último atentado terrorista ocorrido em Israel, em Kfar Saba. A Jihad Islâmica assumiu hoje a autoria...

No embrulho, o premiê palestino, Abu Mazen, apresentou sua renúncia. Pudera: o sujeito, que botou a cara pra bater e assinou uma trégua (que já começou a não funcionar), deve ter sido muito ameaçado (em todos os sentidos) pelos palestinos radicais... Não deve ter tido outra alternativa senão abrir mão do cargo...

Enquanto isso, nada muda por lá...

Mesmo assim, eu ainda acho que Israel é o meu lugar. Estou com uma vontade louca de largar tudo, pegar o primeiro vôo pra Tel Aviv e me mandar pa lá. Pode parecer, eu sei, mas não é escapismo. Quem me conhece bem sabe que não é...

8.7.03

Felicity
Adoro seriados. Quando eu morava com o meu pai, até quatro meses atrás, vivia na TV e, como não suporto os canais abertos, ia quase invariavelmente só para a Sony ou para a Warner. É claro que eu também curto muitos outros canais, mas esses dois ganhavam! Pena que eu (ainda) não tenho TV aqui no meu apê -muito menos dinheiro pra assinar TV a cabo...!

Enfim... Se não fossem as risadas embutidas, as séries seriam perfeitas... Além de ser uma opção de entretenimento fácil (eu sinto falta, às vezes, de poder ligar a TV e me jogar no sofá diante dela!), as séries de vez em quando têm umas mensagens legais para a vida.

Hoje estava atirado no sofá, antes de ajudar meu pai na revisão de uns textos. Liguei a TV e vi Felicity. E não é que a problemática mocinha universitária norte-americana me deu uma lição de vida?! Nada que, claro, eu não poderia viver sem...

Mas o jantar de Thanksgiving (alguém pode me explicar exatamente o que é esse feriado?) dela me inspirou a dar um abraço (ainda que virtual e pelo blog!) nos meus amigos que, desde o começo dessa minha "fase avestruz" estão me dando uma puta força! Valeu!

Aliás, hoje estava uma comédia dramática meu pai tentando me animar! Bem ele, que também está cheio de problemas! Como se costuma dizer, é o roto falando do esfarrapado! Nesse caso, o deprimido tentando animar o desanimado! Ai, ai... Pensamos até em uma solução radical para os meus problemas, mas eu acho que não vai dar certo...
Os links da minha vida
Revi todos os links que estão nesse blog. Há de tudo: dicas culturais, blogs diversos, colunas e colunistas, fotos, cidadania, os sites para os quais escrevo, os comentários dos filmes que eu vi, fontes de notícias, sites de imprensa... A quem nunca fez, sugiro passear pela coluna da esquerda para, se quiser, saber um pouco mais de mim, por meio dos meus links!

Ainda estou triste...
Teste inútil

Quão inútil você é?

Sou inútil, mas não posso ser considerado insano...!


Você é louco?

7.7.03

Sozinho
Tô querendo ver ninguém, não...
Nem atender telefone.
Vou até o supermercado.
Vou comprar umas coisinhas...
E vou comer ouvindo bossa nova:

É melhor ser alegre que ser triste/ Alegria é a melhor coisa que existe/ É assim como a luz no coração

Tô triste...
Rio de Janeiro, Garotinho, corrupção e outras histórias
Saiu no Estadão agorinha: o coronel João Carlos Rodrigues Ferreira, um corregedor recém-nomeado para um cargo na secretaria de Anthony Garotinho, no Rio, foi exonerado por mencionar Hitler em uma reunião e chamá-lo de "exemplo de grande líder"...

O detalhe está em outro ponto da história: embora exonerado do cargo de corregedor-geral unificado das polícias civil e militar, criado por Garotinho, o cara foi mantido no primeiro escalão do governo.

No texto do jornal, pode-se ler que "no mesmo dia em que sua exoneração foi publicada no Diário Oficial do Estado, sexta-feira, a secretaria criou a Inspetoria-Geral de Polícia, cargo até então inexistente, para o qual o coronel foi nomeado pelo secretário da Segurança". Que absurdo...!

O secretário estadual de Direitos Humanos, João Luís Duboc Pinaud, que ocupava interinamente a corregedoria unificada antes da nomeação de Ferreira, procurou a governadora do Rio e pediu a cabeça do coronel. Aplausos para ele -embora não se saiba se ele só o fez por conta da disputa política... Vaias para Garotinho, que manteve o cara na secretaria...
Ela
Uma moça bonita de olhar agateado
Deixou em pedaços o meu coração
Uma onça pintada e seu tiro certeiro
Deixou os meus nervos de aço no chão
Lar, doce lar
Estou de volta em casa, mas muito cansado pra contar agora como foi o meu fim-de-semana em Angra dos Reis, no Hotel do Frade. Resumindo bem: fiz muitas fotos e não vendi quase nenhuma! Mas as fotos ficaram muito boas e vão sair na próxima edição da revista Messibá. Já recebi uma graninha e acho que amanhã vou passar o dia no banco pagando algumas das minhas contas atrasadas! Agora quero dormir, não faço isso direito há três dias!

Shavua tov (boa semana)!

4.7.03

Hoje é sexta-feira...
E eu ainda estou quebrando a cabeça com meu trabalho de economia e amargando a minha nota de história contemporânea (para cuja prova eu tanto estudei)...

Bom, pelo menos hoje é sexta-feira. E eu já recebi os perfumes dos meus primeiros compradores (gente, ainda estou vendendo os perfumes, escolham o que querem aqui e façam suas encomendas!).

E vou viajar, ainda que seja pra trabalhar... Bom, hoje é sexta-feira...

Shabat Shalom

Telefones
Se você é contra o aumento das tarifas de telefone (ou simplesmente se você, como eu, não agüenta mais pagar exageros para as empresas teleafônicas), junte-se a essa campanha, que está sendo proposta pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec): desligar os telefones e usar os fixos apenas em emergências durante o fim-de-semana. Outro "caladão" deve ser realizado no dia 10 de julho, com os aparelhos fora do gancho de 12h às 14h.

Forró
Todo o tempo que eu tiver
Pra mim é pouco
Pra dançar com meu benzinho
Numa casa de reboco
Pizzas, das requentadas
Pizza é uma delícia, de quase qualquer jeito. Eu prefiro, é verdade, aquelas que a gente pede e chegam em casa quentinhas, espalhando uma fumaça com gosto de água na boca no elevador.

Mas tem também as famosas requentadas, e essas são uma tragédia... É que não importa se você usa microondas ou forno (a menos que seja forno a lenha...): elas nunca vão ficar iguais. Então eu desenvolvi aqui em casa uma técnica (que não é minha, claro, mas eu uso!): pizza frita. É na frigideira que a pizza volta a ter a crocrância que tinha e onde os queijos derretem devidamente! Experimente!

Ah! E pizza tem que ser com guaraná. Normal, sem gelo e sem laranja. Qualquer coisa diferente disso não combina com o triângulo de sabores.

Comer me deixa mais animadinho. Até voltei a colocar imagens no blog... Ele andava muito preto-e-branco!

3.7.03

Azar
Quer saber o que é uma maré de azar? Pode me perguntar: eu estou bem no meio de uma... Poeticamente, só tenho uma coisa a dizer: merda.

2.7.03

Se arrependimento matasse...
Costumo dizer que vale mais a pena nos arrepender pelas coisas que fazemos do que por aquelas que deixamos de fazer. Clichê puro, mas quem é que não usa clichês puros? Eu estou morrendo de arrependimento por algo que fiz. "Melhor assim", tento pensar. Mas a verdade é que não é melhor coisa nenhuma...

Explico: em 2000 eu trabalhava 18 horas por dia. Gostava (não amava, só gostava) do que fazia. Mesmo trabalhando feito um camelo (ainda que fosse um camelo feliz), eu ainda estudava à noite em São Bernardo, na mesma faculdade em que estou amargando meus dias hoje. Tudo parecia perfeito até aí.

Mas eu tive a idéia, junto com meu sócio à época, o Allan (que hoje dirige o site Zupi), de fazer uma revista. Depois de formatações e muitas reuniões, chegamos ao plano final: seria um veículo voltado a jovens judeus: a Aleinu. A idéia já estava formatada bem antes de eu começar naquele emprego.

Na verdade, eu me lembro agora, comecei naquele emprego porque convidei o cara que depois seria meu chefe para escrever para a revista. Ele topou. E tudo ia bem por lá, apesar da falta de tempo para tocar trabalho e faculdade.

Como eu sou um cara empreendedor e idealista, resolvi fazer a revista mesmo assim. Mas não dava! De uma das três coisas eu teria que abrir mão: do emprego, que me sustentava, da faculdade, que me daria formação, ou da revista, que poderia me trazer não apenas reconhecimento profissional mas (eu pensava...), grana. E assim eu fiz: depois de ouvir conselhos, tranquei a faculdade. Faltavam seis meses (nem isso) para me formar...

E lancei a revista, em dezembro daquele ano, semanas antes da "minha" festa de formatura... E a revista (ainda) não deu certo. Fiz o que fiz porque queria lançar uma revista que eu pensava que daria certo. Não deu, ainda estou nesse país, cheio de dívidas, desempregado e querendo me formar (e longe de chegar a isso).

Se eu não tivesse trancado, teria me formado em 2000, no máximo no 1º semestre de 2001. Depois, teria viajado pra Israel, antes mesmo de quando eu fui (abril de 2002), e hoje provavelmente seria um novo cidadão israelense. Estaria provavelmente no fim da minha pós-graduação em história do Oriente Médio, depois de já ter aprendido perfeitamente o hebraico... Tudo hoje é diferente do que poderia ter sido se eu não tivesse feito aquela merda.

Por isso me arrependo, e me arrependo amargamente. Mesmo que tenha sido por algo que eu fiz...

1.7.03

Fotos
O MSN fez o favor de apagar todas as minhas fotos de lá... Como sou um cara prevenido, tenho todas as fotos guardadas, e as republiquei nos meus álbuns do OFoto. Algumas, dos amigos, estão aqui. Outras são de Israel e eu coloquei em um novo álbum, com muitas fotos da minha viagem!
Chegou
Minha irmã chegou em Israel há pouco e estava indo pra Jerusalém. Acabou de ligar!
Saudade, essa palavra nossa
Certamente a dimensão do que é a saudade é bem maior para quem fica. Quem vai se diverte, vê outras coisas, se distrai. Quem fica, fica com a lembrança. Só. É esquisito o que eu sinto. Não moro com a minha irmã, que daqui a poucas horas deve estar chegando em Madrid, há anos. Nos falamos muito pouco porque ela mora e estuda (Medicina, vale dizer) em Campinas...

Mas quando voltei hoje para casa e fui comer, depois de cozinhar, senti que gostaria que ela estivesse do outro lado da mesa, contando sobre as coisas que conta quando vem para Sampa e fica aqui. Na verdade não sei se é ela (ou ela) que eu gostaria de ver sentada ali. Eu não sei sobre quem estou escrevendo... Estou numa daquelas fases avestruz da vida: dá vontade de enfiar a cabeça no chão e ficar ali uns dias...

"Tenho duas mãos e o sentimento do mundo" (Drummond)

Revivo na minha mente os passos que dei em Jerusalém, por exemplo, e fico imaginando minha irmã por lá. Choro. Só consigo fazer isso. Não entendo meu sentimento. Não paro de chorar há três dias: chorei ontem em casa, com ela, chorei hoje de manhã, chorei no carro, chorei no aeroporto... Pareço o mesmo bebê chorão de quando embarquei em janeiro de volta ao Brasil, depois do sétimo mês em Israel...

Preciso mudar.

Somos quem podemos ser
Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos às vezes erram a direção


E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para um coração


A vida imita o vídeo
Garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez


Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter


Um dia me disseram
Quem eram os donos da situação
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem essa prisão


E tudo ficou tão claro
O que era raro ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia, um dia comum


A vida imita o vídeo
Garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez


Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter


Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem essa prisão


Quem ocupa o trono tem culpa
Quem oculta o crime também
Quem duvida da vida tem culpa
Quem evita a dúvida também tem


Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter