Amor? Que amor?
O amor é uma coisa engraçada... Nasce forte, intenso, nos dá vontade de dedicar a vida ao outro...
E morre num fundo de gaveta, em lembranças guardadas em envelopes decorados e perfumados...
Baseado em fatos reais...
Diretamente de 31.78/35.22, mais conhecida como Jerusalém, escrevo para quem quiser ler - um pouco da vida e do dia-a-dia de um sujeito perdido em Israel.
2.11.02
Lula-lá... Lá longe!
Acho que eu ainda não li algo tão verdadeiro e bem colocado, embora seja uma fábula (adoro fábulas e adoro metáforas bem feitas!) sobre o Lula (ou "a" Lula) desde sua eleição... Segue, então, chupado do Página/18, Pequena Fábula Marítima... Divirtam-se! E entendam como quiserem!
A Lula convenceu o polvo de que o polvo devia seguir a Lula. Lula também é polvo, disse a Lula. A Lula sabe do que o polvo precisa. Os outros não. Os outros são tubarão (a Lula não era muito boa no uso do plural). A Lula disse que o oceano era um aquário, uma prisão dos tubarão, e que o céu estava longe também por culpa dos tubarão. A Lula prometeu que colaria o céu na superfície do oceano, e que as estrelas seriam de todos. A Lula até usava um pequeno broche, muito singelo, com uma estrelinha desenhada.
O polvo não teve medo de ser feliz ("a coragem venceu o medo") e seguiu a Lula até a praia. Aqui é o céu e aqui não é molhado, disse a Lula. Olha que bonito. Olha que mundo. Tem flores, montanhas e arco-íris. E tudo isso é de você. O polvo chorou de emoção. Contou até quatro e pulou fora d’água. Arrastou-se pela areia tão maravilhado que demorou alguns minutos pra perceber que não conseguia respirar. Que era impossível viver naquele mundo tão lindo. E morreu na praia.
Acho que eu ainda não li algo tão verdadeiro e bem colocado, embora seja uma fábula (adoro fábulas e adoro metáforas bem feitas!) sobre o Lula (ou "a" Lula) desde sua eleição... Segue, então, chupado do Página/18, Pequena Fábula Marítima... Divirtam-se! E entendam como quiserem!
A Lula convenceu o polvo de que o polvo devia seguir a Lula. Lula também é polvo, disse a Lula. A Lula sabe do que o polvo precisa. Os outros não. Os outros são tubarão (a Lula não era muito boa no uso do plural). A Lula disse que o oceano era um aquário, uma prisão dos tubarão, e que o céu estava longe também por culpa dos tubarão. A Lula prometeu que colaria o céu na superfície do oceano, e que as estrelas seriam de todos. A Lula até usava um pequeno broche, muito singelo, com uma estrelinha desenhada.
O polvo não teve medo de ser feliz ("a coragem venceu o medo") e seguiu a Lula até a praia. Aqui é o céu e aqui não é molhado, disse a Lula. Olha que bonito. Olha que mundo. Tem flores, montanhas e arco-íris. E tudo isso é de você. O polvo chorou de emoção. Contou até quatro e pulou fora d’água. Arrastou-se pela areia tão maravilhado que demorou alguns minutos pra perceber que não conseguia respirar. Que era impossível viver naquele mundo tão lindo. E morreu na praia.
Semana no cinema
Antes de dormir, só mais um postzinho... A programação da 26ª Mostra BR de Cinema está imperdível. Está nos últimos dias, é verdade, mas ainda dá tempo de aproveitar! Assistimos "Ônibus 174" sobre o mal-sucedido seqüestro do coletivo no Jardim Botânico (Rio) em junho do ano passado. Recomendo. Mas prepare-se para sair com stress! E confira as próximas sessões. Vou passar a semana no cinema!
Antes de dormir, só mais um postzinho... A programação da 26ª Mostra BR de Cinema está imperdível. Está nos últimos dias, é verdade, mas ainda dá tempo de aproveitar! Assistimos "Ônibus 174" sobre o mal-sucedido seqüestro do coletivo no Jardim Botânico (Rio) em junho do ano passado. Recomendo. Mas prepare-se para sair com stress! E confira as próximas sessões. Vou passar a semana no cinema!
Tem gente que sabe se divertir!
Recentemente um amigo meu -carioca, é claro!- me mandou texto enaltecendo a qualidade dos conterrâneos dele de saberem se divertir. Concordo com cada linha! Acho mesmo que o carioca tem uma facilidade imensa de, sem muito drama, sair e se esbaldar! Falei disso e de muito mais "ontem-hoje", com a Dê, pessoa que também não faz drama pra se divertir! Divido o texto com vocês antes de cair na cama... Já está claro lá fora! PUTZ!!!
O RIO DE JANEIRO CONTINUA LOUCO
por Fernanda Young
Estive dois dias no Rio e, chegando de volta a São Paulo, isso me fez pensar. O fato é que não consigo ir ao Rio sem retornar contundida, resfriada, ressacada. Mas a sensação é sempre de que valeu a pena, porque lá você se diverte, e se diverte muito, mesmo que não seja essa a sua intenção. O divertimento persegue você pelas ruas cariocas, e não há como se esconder dele. Porque não existe cidade no mundo com tanta alegria de viver por metro quadrado.
No Rio, você sai para comprar um cigarro e na esquina, subitamente o cigarro se transforma num chope, subitamente a esquina se transforma numa pizzaria no Leblon, e quando você se da conta está contando confidências para uma pessoa que você nunca tinha visto antes, com a bolsa cheia de números de telefone.
E mesmo os cariocas dizem que São Paulo tem muito mais opções de divertimento. Ok, aqui o número de lugares para se ir impressiona, a quantidade de gente que freqüenta a noite também, mas a questão é que, no Rio, não é necessário ser de noite nem se estar em algum "lugar" para se divertir. O perigo pode estar em qualquer calçada, banca de jornal ou farmácia. Basta você encontrar um conhecido que outro já aparece, e daqui a pouco alguém vem com a idéia de se tomar alguma coisa logo ali; e a próxima vez que você olha no relógio já são quatro da manhã e você está num galpão dançando funk.
Comigo, pelo menos, é sempre assim: vou a trabalho e o trabalho já é uma curtição, pois a reunião de negócios tem vista para o mar. Depois sempre tem alguma festinha já que, no Rio, basta alguém levar uma bebida e ligar o rádio para se ter uma festinha. E, como há o hábito de cada um levar a sua garrafa, todo mundo acaba se esbaldando junto. Na hipótese bastante provável da festinha virar festa porque um chama o outro e o outro sempre chama mais um prepare-se para atingir índices inéditos de divertimento. Porque, no Rio, uma festa só acaba quando dá policia. Sendo que a música só abaixa mesmo quando o aniversariante -no Rio sempre tem um aniversariante-, para justificar a algazarra, é quase levado em cana.
Sou do Rio, moro em São Paulo, e amo São Paulo. Mas, desculpem-me, os paulistas têm muito o que aprender com os cariocas em matéria de divertimento. No Rio, não tem VIP nem famoso, não tem "in" nem "out", não tem cafonas nem bem-vestidos. Lá, está todo mundo igual, nu nas praias, seminu ao redor delas. Sem pudor de se divertir e sem vergonha de se exceder. Os cariocas sabem pagar mico com categoria. Porque todo mundo é da malandragem.
Recentemente um amigo meu -carioca, é claro!- me mandou texto enaltecendo a qualidade dos conterrâneos dele de saberem se divertir. Concordo com cada linha! Acho mesmo que o carioca tem uma facilidade imensa de, sem muito drama, sair e se esbaldar! Falei disso e de muito mais "ontem-hoje", com a Dê, pessoa que também não faz drama pra se divertir! Divido o texto com vocês antes de cair na cama... Já está claro lá fora! PUTZ!!!
O RIO DE JANEIRO CONTINUA LOUCO
por Fernanda Young
Estive dois dias no Rio e, chegando de volta a São Paulo, isso me fez pensar. O fato é que não consigo ir ao Rio sem retornar contundida, resfriada, ressacada. Mas a sensação é sempre de que valeu a pena, porque lá você se diverte, e se diverte muito, mesmo que não seja essa a sua intenção. O divertimento persegue você pelas ruas cariocas, e não há como se esconder dele. Porque não existe cidade no mundo com tanta alegria de viver por metro quadrado.
No Rio, você sai para comprar um cigarro e na esquina, subitamente o cigarro se transforma num chope, subitamente a esquina se transforma numa pizzaria no Leblon, e quando você se da conta está contando confidências para uma pessoa que você nunca tinha visto antes, com a bolsa cheia de números de telefone.
E mesmo os cariocas dizem que São Paulo tem muito mais opções de divertimento. Ok, aqui o número de lugares para se ir impressiona, a quantidade de gente que freqüenta a noite também, mas a questão é que, no Rio, não é necessário ser de noite nem se estar em algum "lugar" para se divertir. O perigo pode estar em qualquer calçada, banca de jornal ou farmácia. Basta você encontrar um conhecido que outro já aparece, e daqui a pouco alguém vem com a idéia de se tomar alguma coisa logo ali; e a próxima vez que você olha no relógio já são quatro da manhã e você está num galpão dançando funk.
Comigo, pelo menos, é sempre assim: vou a trabalho e o trabalho já é uma curtição, pois a reunião de negócios tem vista para o mar. Depois sempre tem alguma festinha já que, no Rio, basta alguém levar uma bebida e ligar o rádio para se ter uma festinha. E, como há o hábito de cada um levar a sua garrafa, todo mundo acaba se esbaldando junto. Na hipótese bastante provável da festinha virar festa porque um chama o outro e o outro sempre chama mais um prepare-se para atingir índices inéditos de divertimento. Porque, no Rio, uma festa só acaba quando dá policia. Sendo que a música só abaixa mesmo quando o aniversariante -no Rio sempre tem um aniversariante-, para justificar a algazarra, é quase levado em cana.
Sou do Rio, moro em São Paulo, e amo São Paulo. Mas, desculpem-me, os paulistas têm muito o que aprender com os cariocas em matéria de divertimento. No Rio, não tem VIP nem famoso, não tem "in" nem "out", não tem cafonas nem bem-vestidos. Lá, está todo mundo igual, nu nas praias, seminu ao redor delas. Sem pudor de se divertir e sem vergonha de se exceder. Os cariocas sabem pagar mico com categoria. Porque todo mundo é da malandragem.
1.11.02
Uma hora a mais
Começa na madrugada do sábado 2 para o domingo 3 o horário brasileiro de verão, o que significa que deveremos adiantar o relógio em uma hora. Quer ler um pouco sobre o HBV? Clique aqui se você tiver Acrobat Reader instalado. Eu gosto e aprovo a medida. Gosto especialmente porque escurece mais tarde, e temos uma hora a mais do que o normal para nos sentir "seguros" na rua!
Começa na madrugada do sábado 2 para o domingo 3 o horário brasileiro de verão, o que significa que deveremos adiantar o relógio em uma hora. Quer ler um pouco sobre o HBV? Clique aqui se você tiver Acrobat Reader instalado. Eu gosto e aprovo a medida. Gosto especialmente porque escurece mais tarde, e temos uma hora a mais do que o normal para nos sentir "seguros" na rua!
31.10.02
Cinema nacional por UM REAL
Não é sempre que temos a oportunidade de assistir a bons filmes nacionais a preço de banana. A rede Cinemark vai promover na próxima segunda-feira, dia 4 de novembro, o 3º PROJETA BRASIL CINEMARK, em 16 cidades brasileiras. Ao todo 19 filmes serão exibidos, em comemoração ao Dia do Cinema Nacional. Imperdível! Importante: os ingressos serão vendidos já a partir de amanhã, sexta!
Não é sempre que temos a oportunidade de assistir a bons filmes nacionais a preço de banana. A rede Cinemark vai promover na próxima segunda-feira, dia 4 de novembro, o 3º PROJETA BRASIL CINEMARK, em 16 cidades brasileiras. Ao todo 19 filmes serão exibidos, em comemoração ao Dia do Cinema Nacional. Imperdível! Importante: os ingressos serão vendidos já a partir de amanhã, sexta!
Preciso de ajuda
Aos especialistas e blogueiros de plantão, preciso de um help... Como eu coloco lista de links, possibilidade de comentar meus posts, aquela bandeira do ICQ que diz se estou online, altero a foto, enfim... Mudo a cara do meu BLOG?!?!?! Agradeço colaborações enviadas por email, endereço acima!
Aos especialistas e blogueiros de plantão, preciso de um help... Como eu coloco lista de links, possibilidade de comentar meus posts, aquela bandeira do ICQ que diz se estou online, altero a foto, enfim... Mudo a cara do meu BLOG?!?!?! Agradeço colaborações enviadas por email, endereço acima!
Caso de polícia
Falei há pouco que a polícia brasileira me assusta, me ameaça. É verdade. Eu explico: quando estive em Israel, passei por uma situação bastante embaraçosa. Peguei carona no kibutz onde estava, En Dor, a caminho de Afula, a cidade mais próxima, de onde pegaria uma condução para Tel Aviv e, de lá, para Jerusalém, onde ia finalmente passar o feriado de Yom Kipur. Bom, por azar, acabei sendo deixado nove quilômetros antes do meu primeiro destino.
Estava ligando para chamar um táxi que me tiraria do meio da estrada quando dois policiais israelenses pararam, sem que eu notasse, desceram da viatura apontando armas para mim e, então, me pediram documentos e explicações. Tenho certeza de que se fosse no Brasil, eles teriam atirado antes. E depois, perguntado... O desfecho é ainda mais "raro": me deram carona para o local onde eu precisava ir.
Dia desses eu estava zapeando na TV e assisti, acho que na Gazeta, a cenas terríveis: policiais militares agredindo torcedores em um estádio de futebol, acuando as torcidas a ponto de fazer ceder um muro de proteção e provocar a queda de dezenas de pessoas. Dantesco! Animal! Está certo que essas torcidas são verdadeiras escolas de crime... Vão para os jogos para badernar em vez de torcer. Mas não é essa a atitude que se espera de uma polícia pró-ativa, eficaz. Isso é atitude de ladrão!
Falei há pouco que a polícia brasileira me assusta, me ameaça. É verdade. Eu explico: quando estive em Israel, passei por uma situação bastante embaraçosa. Peguei carona no kibutz onde estava, En Dor, a caminho de Afula, a cidade mais próxima, de onde pegaria uma condução para Tel Aviv e, de lá, para Jerusalém, onde ia finalmente passar o feriado de Yom Kipur. Bom, por azar, acabei sendo deixado nove quilômetros antes do meu primeiro destino.
Estava ligando para chamar um táxi que me tiraria do meio da estrada quando dois policiais israelenses pararam, sem que eu notasse, desceram da viatura apontando armas para mim e, então, me pediram documentos e explicações. Tenho certeza de que se fosse no Brasil, eles teriam atirado antes. E depois, perguntado... O desfecho é ainda mais "raro": me deram carona para o local onde eu precisava ir.
Dia desses eu estava zapeando na TV e assisti, acho que na Gazeta, a cenas terríveis: policiais militares agredindo torcedores em um estádio de futebol, acuando as torcidas a ponto de fazer ceder um muro de proteção e provocar a queda de dezenas de pessoas. Dantesco! Animal! Está certo que essas torcidas são verdadeiras escolas de crime... Vão para os jogos para badernar em vez de torcer. Mas não é essa a atitude que se espera de uma polícia pró-ativa, eficaz. Isso é atitude de ladrão!
Contatos imediatos de primeiro grau
Viram só?! Agora, clicando lá no alto em "Contact", vocês podem me mandar emaill! Isso é que é interatividade, né?!
Viram só?! Agora, clicando lá no alto em "Contact", vocês podem me mandar emaill! Isso é que é interatividade, né?!
Plim, plim
Espaço comercial... Hoje, depois de doze dias no Brasil e seis meses em Israel, resolvi tomar vergonha na cara e atualizar o site da Aleinu. Coloquei lá uma matéria sobre o Sharon, em que ele diz que não vai se encontrar com o Arafat, e outra sobre o novo clipe da Madonna, polêmico. Além disso, finalmente, atualizei as notinhas do site... Confiram e... Metam o pau!!!
Espaço comercial... Hoje, depois de doze dias no Brasil e seis meses em Israel, resolvi tomar vergonha na cara e atualizar o site da Aleinu. Coloquei lá uma matéria sobre o Sharon, em que ele diz que não vai se encontrar com o Arafat, e outra sobre o novo clipe da Madonna, polêmico. Além disso, finalmente, atualizei as notinhas do site... Confiram e... Metam o pau!!!
Ameaçado...
Desde que voltei de Israel, há doze dias, tenho me sentido ameaçado. É isso mesmo, não é exagero... Sinto-me ameaçado pela polícia brasileira, que não respeita os cidadãos que deveria proteger; ameaçado pelo trânsito, caótico e perigoso (tá certo que isralense dirige mal! Mas eles são conscientes e não guiam feito loucos); ameaçado pelas pessoas que não entendem que, para mim, o lugar ideal para se viver está lá, entre o Líbano, a Jordânia, o Egito e a Síria (esqueci de alguém?!).
Sinto-me ameaçado quando saio de casa para comprar pão, mesmo sabendo português (e não estando em uma terra onde a comunicação é complicada por uma gama incrível de idiomas). As ruas escuras de São Paulo me ameaçam, as caras das pessoas nos ônibus me ameaçam...
Será que estou com mania de perseguição?! Ou vocês entenderam o que eu sinto?
Desde que voltei de Israel, há doze dias, tenho me sentido ameaçado. É isso mesmo, não é exagero... Sinto-me ameaçado pela polícia brasileira, que não respeita os cidadãos que deveria proteger; ameaçado pelo trânsito, caótico e perigoso (tá certo que isralense dirige mal! Mas eles são conscientes e não guiam feito loucos); ameaçado pelas pessoas que não entendem que, para mim, o lugar ideal para se viver está lá, entre o Líbano, a Jordânia, o Egito e a Síria (esqueci de alguém?!).
Sinto-me ameaçado quando saio de casa para comprar pão, mesmo sabendo português (e não estando em uma terra onde a comunicação é complicada por uma gama incrível de idiomas). As ruas escuras de São Paulo me ameaçam, as caras das pessoas nos ônibus me ameaçam...
Será que estou com mania de perseguição?! Ou vocês entenderam o que eu sinto?
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