A realidade que imita a arte
Tem uma cena no filme Minha vida sem mim na qual a mocinha, que vai morrer no final (mas disso sabemos desde o começo), está na casa de um sujeito. Ele não tem nada além de pilhas de livros, onde se sentam num momento de constrangimento. Nem geladeira ele tem, o que me faz lembrar de algo...!
Enfim, decidem ouvir música no carro dele -nem som o cara tem em casa... E, música alta, só eles dois, olhares trocados, ela diz: "Se você não me beijar agora, vou gritar", como quem diz: "Vamos acabar com essa palhaçada?". E ela grita. E ele a beija. E em seguida ele repete: "Se você não me beijar agora, vou gritar". E ela a beija -ia ficar ridículo o cara gritando.
Shabat Shalom, folks.
Baseado em fatos reais...
Diretamente de 31.78/35.22, mais conhecida como Jerusalém, escrevo para quem quiser ler - um pouco da vida e do dia-a-dia de um sujeito perdido em Israel.
20.3.04
18.3.04
A realidade que não imita a arte
Tem um filme, do qual não me lembro o nome, que tem o De Niro no papel principal. Pra variar, ele é um mafioso, desses que amamos. E ele tem um pupilo, de cujo nome não me lembro, que está apaixonado por uma garota. De Niro ensina ao rapaz algumas lições que, infelizmente, só funcionam mesmo na telona norte-americana.
Uma delas, uma das poucas (senão a única) das quais me lembro bem, ensina que o rapaz deve sempre abrir a porta do carro para a garota entrar -como um cavalheiro desses que raramente se vê hoje em dia... Ele deve dar a volta por trás do carro, como explica De Niro, e observar se a garota, de dentro do carro, destrava a porta para ele. Se o fizer, é um sinal: ela está a fim do rapaz.
Como é maravilhosamente romântico o cinema norte-americano...
Tem um filme, do qual não me lembro o nome, que tem o De Niro no papel principal. Pra variar, ele é um mafioso, desses que amamos. E ele tem um pupilo, de cujo nome não me lembro, que está apaixonado por uma garota. De Niro ensina ao rapaz algumas lições que, infelizmente, só funcionam mesmo na telona norte-americana.
Uma delas, uma das poucas (senão a única) das quais me lembro bem, ensina que o rapaz deve sempre abrir a porta do carro para a garota entrar -como um cavalheiro desses que raramente se vê hoje em dia... Ele deve dar a volta por trás do carro, como explica De Niro, e observar se a garota, de dentro do carro, destrava a porta para ele. Se o fizer, é um sinal: ela está a fim do rapaz.
Como é maravilhosamente romântico o cinema norte-americano...
17.3.04
Felicidade
Pode não ser nada disso para você. Mas a minha fórmula de felicidade, se é que isso existe, está bem próxima de coisas como voltar da faculdade à noite e não ligar o computador -em vez disso me entregar a um bom livro como O velho e o mar, de Ernest Hemingway, fascinante, viciante. E, ao adormecer, escutar quinze minutos de música numa FM até que o rádio desligue sozinho, no horário previamente programado. Ao acordar, ouvir notícias na AM e depois mais música na FM. Levantar da cama e, em vez de ligar o computador, ir até a padaria, a pé, comer pão na chapa e tomar café-com-leite.
São coisas pequenas, que fazem um dia terminar bem e o outro começar melhor ainda.
Pode não ser nada disso para você. Mas a minha fórmula de felicidade, se é que isso existe, está bem próxima de coisas como voltar da faculdade à noite e não ligar o computador -em vez disso me entregar a um bom livro como O velho e o mar, de Ernest Hemingway, fascinante, viciante. E, ao adormecer, escutar quinze minutos de música numa FM até que o rádio desligue sozinho, no horário previamente programado. Ao acordar, ouvir notícias na AM e depois mais música na FM. Levantar da cama e, em vez de ligar o computador, ir até a padaria, a pé, comer pão na chapa e tomar café-com-leite.
São coisas pequenas, que fazem um dia terminar bem e o outro começar melhor ainda.
16.3.04
Blog?
Para quem entende espanhol, o Terra.es criou um especial a respeito de blogs. Vale a pena ler, com depoimentos de quem faz e tem.
Para quem entende espanhol, o Terra.es criou um especial a respeito de blogs. Vale a pena ler, com depoimentos de quem faz e tem.
Cultura
Podia ser uma propaganda dessas da Mastercard! Teatro: 50 reais. Museu: 20 reais. Livro: 40 reais. Cinema: 15 reais. Exposição: 15 reais. Concerto: 70 reais. É verdade que existem muitas coisas boas e baratas, algumas grátis, até. Mas a maioria dos produtos culturais no Brasil, país de pobres, país de desigualdades sociais gritantes, é muito cara e, por isso, inacessível. Quem é que pode pagar tudo isso para passar duas, três horas consumindo cultura? Quem é que pode se dar o prazer de entrar numa livraria e levar um, dois títulos para casa, a esses preços?
Tem coisas que só com Mastercard. E dá-lhe juros, depois.
Podia ser uma propaganda dessas da Mastercard! Teatro: 50 reais. Museu: 20 reais. Livro: 40 reais. Cinema: 15 reais. Exposição: 15 reais. Concerto: 70 reais. É verdade que existem muitas coisas boas e baratas, algumas grátis, até. Mas a maioria dos produtos culturais no Brasil, país de pobres, país de desigualdades sociais gritantes, é muito cara e, por isso, inacessível. Quem é que pode pagar tudo isso para passar duas, três horas consumindo cultura? Quem é que pode se dar o prazer de entrar numa livraria e levar um, dois títulos para casa, a esses preços?
Tem coisas que só com Mastercard. E dá-lhe juros, depois.
15.3.04
Sem graça
Quando rimos da tragédia alheia, embora isso aconteça mais do que deveria acontecer, algo está errado. Mesmo quando rimos da tragédia de quem mora tão longe e vive em uma realidade cultural tão diferente da nossa. É o que eu saí pensando depois de ver Divórcio à moda iraniana no CCBB, outro dia. O documentário explora a luta das mulheres pelo divórcio no país de regime ditatorial. Fazia parte de uma mostra chamada Mulheres em apuros -melhor título não há...
A legislação atrasada do Irã trata a mulher como cidadã de segunda classe. Dá poucos direitos e impõe muitos deveres. O direito ao divórcio é assegurado, mas sob difíceis circunstâncias -geralmente se o marido não aceita, elas não se separam. E, se aceita, o casal, ainda que separado, é obrigado a viver sob o mesmo teto durante um determinado tempo. Essas e outras regras absurdas são abordadas no documentário, produzido por uma cineasta inglesa.
É verdade que há cenas, no acompanhamento de alguns casos julgados por uma corte de Teerã, que fazem rir. Mas é um fazer rir sarcástico. É uma risada da tragédia alheia. Coisas de que rimos por tão ridículas que parecem à sociedade em que vivemos -essa que, se não é igualitária porque paga menos a mulheres do que a homens, por exemplo, pelo menos não prevê chibatadas como pena por "crimes" que sequer merecem ser chamados assim.
Acho que o documentário, que vai passar de novo na quarta-feira, 17 de março, às 20h no Centro Cultural Banco do Brasil, é um alerta ao mundo -muito adequado, em dias de volta do terrorismo internacional praticado por radicais como os que postulam leis assim. Vale a pena ser visto e divulgado. Para que o mundo saiba como a mulher é tratada naqueles regimes ditatoriais...
Frase da semana
Declaramos nossa responsabilidade pelo ocorrido em Madrid, precisamente dois anos e meio depois dos atentados de Nova York e Washington. É uma resposta a sua colaboração com os criminosos, o presidente norte-americano George W. Bush e seus aliados. É uma resposta aos crimes que vocês cometeram no mundo e, mais concretamente, no Iraque e no Afeganistão. Se D-s quiser, outras respostas virão. Vocês querem a vida, nós queremos a morte, o que exemplifica o que disse o profeta Maomé; se vocês não cessarem suas injustiças, o sangue correrá cada vez mais, e esses atentados representam muito pouco em comparação com o que poderia acontecer através do que vocês chamam de terrorismo. Este é um aviso do porta-voz militar da Al-Qaeda na Europa, Abu Dujan Al Afgani (texto completo do vídeo reivindicando a autoria dos atentados em Madrid).
Quando rimos da tragédia alheia, embora isso aconteça mais do que deveria acontecer, algo está errado. Mesmo quando rimos da tragédia de quem mora tão longe e vive em uma realidade cultural tão diferente da nossa. É o que eu saí pensando depois de ver Divórcio à moda iraniana no CCBB, outro dia. O documentário explora a luta das mulheres pelo divórcio no país de regime ditatorial. Fazia parte de uma mostra chamada Mulheres em apuros -melhor título não há...
A legislação atrasada do Irã trata a mulher como cidadã de segunda classe. Dá poucos direitos e impõe muitos deveres. O direito ao divórcio é assegurado, mas sob difíceis circunstâncias -geralmente se o marido não aceita, elas não se separam. E, se aceita, o casal, ainda que separado, é obrigado a viver sob o mesmo teto durante um determinado tempo. Essas e outras regras absurdas são abordadas no documentário, produzido por uma cineasta inglesa.
É verdade que há cenas, no acompanhamento de alguns casos julgados por uma corte de Teerã, que fazem rir. Mas é um fazer rir sarcástico. É uma risada da tragédia alheia. Coisas de que rimos por tão ridículas que parecem à sociedade em que vivemos -essa que, se não é igualitária porque paga menos a mulheres do que a homens, por exemplo, pelo menos não prevê chibatadas como pena por "crimes" que sequer merecem ser chamados assim.
Acho que o documentário, que vai passar de novo na quarta-feira, 17 de março, às 20h no Centro Cultural Banco do Brasil, é um alerta ao mundo -muito adequado, em dias de volta do terrorismo internacional praticado por radicais como os que postulam leis assim. Vale a pena ser visto e divulgado. Para que o mundo saiba como a mulher é tratada naqueles regimes ditatoriais...
Frase da semana
Declaramos nossa responsabilidade pelo ocorrido em Madrid, precisamente dois anos e meio depois dos atentados de Nova York e Washington. É uma resposta a sua colaboração com os criminosos, o presidente norte-americano George W. Bush e seus aliados. É uma resposta aos crimes que vocês cometeram no mundo e, mais concretamente, no Iraque e no Afeganistão. Se D-s quiser, outras respostas virão. Vocês querem a vida, nós queremos a morte, o que exemplifica o que disse o profeta Maomé; se vocês não cessarem suas injustiças, o sangue correrá cada vez mais, e esses atentados representam muito pouco em comparação com o que poderia acontecer através do que vocês chamam de terrorismo. Este é um aviso do porta-voz militar da Al-Qaeda na Europa, Abu Dujan Al Afgani (texto completo do vídeo reivindicando a autoria dos atentados em Madrid).
14.3.04
Bocejo


Tenho usado muito o MSN. Gosto mais do que do ICQ, por diversas razões. Uma delas, que pode parecer (e é!) besta, é aquele monte de carinhas que podemos usar para demonstrar sentimentos. Às vezes, bastam elas para demonstrar como você se sente, como bastam as reticências para demonstrar que você não está com saco de responder ao que a outra pessoa disse. Toda uma teoria do mundo moderno e internético. Tem uma carinha lá, a que eu chamo de "do bocejo", que é ótima. Chega a ser engraçada a carinha de sono depois do bocejo. Parece comigo nas noites que eu passo pendurado no MSN! Enfim, não importa.
Importa que eu queria entender, e até hoje ninguém conseguiu me explicar, qual é a razão de bocejarmos quando outra pessoa boceja ao nosso lado (ou mesmo quando um cachorro boceja, ou alguém na TV boceja, ou quando falamos -ou lemos!- sobre bocejo). Já reparou? Acho que até as imagens aí no alto fazem a gente bocejar...! Qual a "mágica"? Está aí um assunto interessante para um dia "interessante" como o de hoje: domingo chuvoso!
E aí, você bocejou quantas vezes lendo este post?!
Tenho usado muito o MSN. Gosto mais do que do ICQ, por diversas razões. Uma delas, que pode parecer (e é!) besta, é aquele monte de carinhas que podemos usar para demonstrar sentimentos. Às vezes, bastam elas para demonstrar como você se sente, como bastam as reticências para demonstrar que você não está com saco de responder ao que a outra pessoa disse. Toda uma teoria do mundo moderno e internético. Tem uma carinha lá, a que eu chamo de "do bocejo", que é ótima. Chega a ser engraçada a carinha de sono depois do bocejo. Parece comigo nas noites que eu passo pendurado no MSN! Enfim, não importa.
Importa que eu queria entender, e até hoje ninguém conseguiu me explicar, qual é a razão de bocejarmos quando outra pessoa boceja ao nosso lado (ou mesmo quando um cachorro boceja, ou alguém na TV boceja, ou quando falamos -ou lemos!- sobre bocejo). Já reparou? Acho que até as imagens aí no alto fazem a gente bocejar...! Qual a "mágica"? Está aí um assunto interessante para um dia "interessante" como o de hoje: domingo chuvoso!
E aí, você bocejou quantas vezes lendo este post?!
13.3.04
Assinar:
Postagens (Atom)
