19.2.04

VERÍSSIMO
'Gracas a Deus' Pense em acucar na taca, em dancar no terraco com uma moca sem jaca.

Pense no rebulico dos muculmanos, nos acudes e nos acoreanos e em acucenas sem vico.

E quem confiaria seu dinheiro a um banco suíco?

Faca como eu faco e grite sem embaraco:

"Que maravilha é a cedilha".


Da série 'Poesias numa Hora Destas?!', do domingo passado.
Seis milhões de judeus vivos


Dentro de exatos dois meses, no dia 19 de abril, será Yom HaShoá, o dia do Holocausto, em que se relembra os seis milhões de judeus mortos em campos de concentração nazistas na Segunda Guerra Mundial.

Existe um site que quer reunir seis milhões de visitas até lá. Se você é judeu dê uma passada no site -a contagem é automática, basta entrar. Se você não é judeu, passe essa mensagem a alguém que seja. A idéia não é acumular números, mas provar que existem tantos judeus vivos quanto foram os mortos na Shoá.

"If we reach the goal of reaching six million before the Holocaust Remembrance Day, we will fulfill and give back to G-d what He gave to us: 6 million Jews who are alive today who remember those who perished".

Trata-se, enfim, de manter a chama acesa. Ainda que seja só uma chama virtual. Não importa.
Shimon
Prometi, conto. Foi sensacional. Peres tem um humor incomum entre israelenses e brincou diversas vezes -como quando disse, respondendo a um deputado que sugeriu que "D-s é brasileiro", que ainda que seja mesmo brasileiro, está em Jerusalém. "Esperemos o Messias chegar".

O encontro foi tão inesperado que eu precisei pedir para tirarem uma foto minha com ele, improvisada. Coisa rara, estava sem a minha Mavica, que sempre quebra galho. Tinha ido encontrar um grupo de políticos brasileiros e de representantes de entidades judaicas no Centro Cultural Brasil-Israel, um apartamento no centro de Tel Aviv que serve para ensinar português a israelenses fascinados pelo idioma das novelas da Globo (O clone e Laços de família são sucessos aqui).

Peres pediu para retirarem todos os títulos ao dirigirem-se a ele. "Podem me chamar apenas de 'Shimon'", disse. Do alto de seus 80 anos, sendo o único líder israelense que participou da criação do Estado ainda vivo e em atividade política, fez previsões sobre o conflito ("a crise atingiu seu ápice e precisa ser resolvida com a fórmula de dois estados para dois povos", "Israel deve mudar o traçado da cerca pois a questão não é o direito de erguê-la, mas a linha que vem seguindo") e elogiou o governo brasileiro.

Escrevi para o JB a respeito, mas pelo que vi na edição online do jornal, parece que não saiu. Talvez na versão impressa. Se alguém tiver notícia da publicação dessa notícia, é favor avisar! O iG publicou Nahum.

Grandes desprazeres -série fotografia
Este saiu no Observatório da Imprensa e tem a ver com o que vive-se aqui e com algo de que o mundo pouco fala e finge que não vê. Mulher palestina "encena" foto, mostrando como a mídia manipula (ou se deixa manipular) conforme seus interesses.

Semana que vem centenas de estudantes judeus de Israel e da Europa vão se manifestar contra o terrorismo palestino em Haia, onde o Tribunal de Justiça vai julgar o caso "muro". Israel mandou o que sobrou do ônibus em que se explodiu o homem-bomba no final de janeiro. Que o mundo abra os olhos e veja as imagens reais, não as montadas.

18.2.04

Ápice
Raspa de fôrma de bolo de chocolate tem um sabor especial. É melhor que o bolo pronto, quentinho, cheiroso. Passei o dedo na fôrma desta minha viagem a Israel hoje, e o sabor foi maravilhoso. Encontro inesperado (nem tinha levado câmera) com o Shimon Peres, o maior líder israelense ainda vivo e em atividade. Foi emocionante.

Logo mais conto mais. Fechei matéria com o JB a respeito e preciso escrever.

17.2.04

Dia cheio, dia jornalístico
Tive um dia cheio. Mas foi bem divertido. E jornalístico. Estive vendo as possibilidades de estudo na Tel Aviv University -o que me ajudou a reforçar minha decisão pela Hebrew University of Jerusalem. Estive no escritório do porta-voz do Exército, onde um dia pretendo trabalhar... Estive com uma pessoa que manda notícias gravadas em português sobre Israel. E estive depois, com ela, em uma aula na Universidade Aberta com um jornalista do Yediot Acharonot, um dos principais jornais daqui. Trocamos idéia e já incluí mais um curso nos meus planos...

Se tudo se concretizar como eu estou pensando, serão cinco meses de ulpan Etzion, aprendendo hebraico, sete meses de árabe, trabalhando ao mesmo tempo em algo que me ajude com o hebraico, dois meses de ulpan kaitz (de verão) da universidade, dois anos (espero que seja menos tempo) de equivalências e três de pós. Depois, o curso de jornalismo...! E depois o Exército!

Mas aprendi que em Israel o futuro é tão imprevisível como o presente. O sensato é aproveitar cada segundo. Sem planejar muito.

E já estou melhor da gripe. Ótimo. Voar (faltam 7 dias) gripado no ar condicionado do avião não seria uma boa.

Vanilla Sky
Is it all about beauty? What about the consequences? Open your eyes.

16.2.04

Mudo
Eyes wide open
Always hoping for the sun
And she'll sing her song to anyone
that comes along

Fragile as a leaf in autumn
Just fallin' to the ground
Without a sound

(Norah Jones - Seven Years)

Estou de olhos fechados ouvindo a música ashuv ve ashuv, over and over again... Não quero dizer nada. Pra não atrapalhar a canção.
In loco
Já tinha visto A lista de Schindler no Brasil, logo do lançamento, quando eu era pequeno demais para ainda não dar lá muita importância para toda a temática do filme. Já se vão 11 anos! Lembro que alugamos a fita e a assistimos em casa, na casa da minha mãe, jogados no sofá e no tapete e comendo pipoca. Dormi em vários trechos, confesso. Nem me lembrava mais que o filme é em preto e branco.

Ontem, depois de cansar da internet, fui comer algo. Passei pela sala e o Nahum estava assistindo o filme. Era o último trecho, a partir do fim da guerra. Legendas em hebraico, desnecessárias em cenas como aquela na qual o rabino prepara a entrada do Shabat, acendendo as velas sob olhares tortos dos alemães. Ou a do kadish rezado pelos parentes sobreviventes. Fico arrepiado só de lembrar.

Assisti daquele ponto em diante, até o final. E chorei com Yerushalaim shel zahav sendo entoada enquanto os "judeus de Schindler" caminhavam sem rumo, depois da pergunta de um deles, diante de um alemão, de "para onde vamos agora?". Depois, já em cores, no cemitério onde Schindler está enterrado, aqui em Israel, as pedras sendo colocadas em seu túmulo pelos sobreviventes.

Dá uma outra sensação ver o filme aqui. Uma outra emoção. Fiquei pensando, entre lágrimas minhas e do Nahum, que soluçava sem querer me deixar perceber, que hoje podemos assistir a esse tipo de filme tranqüilos, de certa forma, de que aquilo não se repetirá. Tranqüilos de que temos um Estado forte para nos proteger e assegurar essa tranqüilidade.

15.2.04

Es muß sein!
A quantidade de coincidências (chama-las-ei assim, chamem-nas como quiserem!) que aconteceram nessa viagem em Israel é imensa. Gente que conheci só porque estava com vontade de comer bagel, mesmo depois de ter decidido que naquele bagel não ia mais. Gente que conheci só porque carregava uma bandeira do Brasil nas costas -coisa que nunca, nunca faço. Gente que conheci porque gosto de jazz e não de heavy metal. Gente que conheci porque perdi o ônibus e peguei o seguinte. Gente que conheci porque fui ver um filme brasileiro numa universidade de Tel Aviv. Gente que conheci porque acordei atrasado num albergue, escutei um cara falar espanhol e puxei papo...

Não sei mais porque comecei a dizer isso, mas já está dito. Vou deixar aqui. Vai que por alguma coincidência, ou porque Es muß sein, tem que ser assim, algo acontece...! Nunca se sabe... Não teria graça se soubéssemos!

Adendo
É fácil me conhecer. Precisa do seguinte: 1) ler meu blog de cabo a rabo, ou pelo menos alguns posts, como esse; 2) assistir a Albergue espanhol quatro vezes, até cansar; 3) ver, uma vez só, e sozinho, My life without me; 4) ler com lapiseira na mão A insustentável leveza do ser, de Milan Kundera, duas vezes. Pronto. Sou muito transparente!

Mas convém me conhecer pessoalmente.

14.2.04

Mezeg avir
Chove torrencialmente em Tel Aviv -acho que em todo o país, para falar a verdade! Venta muito, muito mesmo, a ponto de derrubar as folhas das árvores. Não dá coragem de sair de casa...! A previsão para hoje à noite é de neve em Jerusalém... E eu estou em Tel Aviv, pena. Vou perder o "show"! Ano passado eu já tinha voltado para o Brasil quando nevou em Jerusalém. O The Jerusalem Post publicou lindas fotos da cidade de ouro recolorida, branquinha!

13.2.04

Nostalgia, aqui me tens de regresso
Faltam nada menos que 11 dias para eu voltar para o Brasil. E nada mais que 21 semanas para eu fazer aliah. Incrível como, de certas perspectivas, o tempo parece relativo. E é mesmo. Estou curtindo um momento nostalgia duplo -o de ao mesmo tempo estar morrendo de saudade dos meus amigos e da minha família no Brasil por estar há quase dois meses longe e por saber que em quatro meses estarei longe "de vez".

Por isso, aceito qualquer demonstração de carinho na minha volta, o que inclui festas surpresas de recepção no aeroporto, às 6 e meia da manhã da quarta-feira de cinzas, aparecerem sem avisar na minha casa na Vila Olímpia para tomar um café (não, isso é muito israelense: uma cerveja, sei lá!), convites para cinemas, festas, baladas, passeios etc. Enfim, só não vale me deixarem em casa em nenhum fim-de-semana!!

Durante a semana, contudo, serei todo dedicado à Universidade Metodista de São Paulo -afinal volto só por isso, racionalmente (emocionalmente pelo que acabei de dizer...). Preciso, embora estejam tentando me atrapalhar por lá quanto podem, acabar esse curso até o dia 23 de junho, de qualquer forma. E dia 15 de julho, se D-s quiser, começa minha vida israelense...!

Enfim, acompanhem comigo a contagem. Onze dias pra chegar, 153 para partir! E Shabat Shalom, nesta sexta-feira 13!

Pequenos prazeres -série virtuais
Lembro-me como se fosse hoje quando a diretora da revista para a qual eu trabalhava, nos idos de 1998, me chamou na sala dela para mostrar a descoberta que tinha feito -coisa que eu, notívago navegante de internet, desconhecia, também. Ela me mostrava o Google.

Colocou o nome dela, o do marido dela, editor da revista, e descobriu várias coisas. Era o primeiro sistema de buscas em que podíamos, dizia ela, achar informações sobre nós mesmos. Coloquei meu nome e chegaram vários resultados, me impressionando e assustando. E ainda não existiam recursos como a busca de imagens, de sites referentes etc etc etc...

Daquele dia em diante, até hoje, não uso outro sistema de busca! E estou bem satisfeito. Li dia desses esta notícia na BBC Brasil. Não podia dar outra!

12.2.04

[com acentos]
Viver é preciso, contar também é preciso
Comecei a ler A insustentável leveza do ser há mais de ano e meio. Parei a leitura porque só ler era pouco. Comecei de novo, com lapiseira na mão, marcando os trechos que me tocavam. Mas rabisquei todas suas páginas! Depois, esqueci o livro em Israel, e ele passou meses aqui, fechado, até voltar para o Brasil -onde eu não tinha tempo para ler. Só voltando para Israel consegui recomeçar a leitura, de novo, do zero, do instante em que Tomas está diante da janela observando a parede do prédio vizinho. Em Jerusalém, nesta semana, avancei bastante na leitura. Mas tinha deixado a lapiseira em casa. Terei que recomeçar esse pedaço de quase duzentas páginas. Não faz mal.

Como já disse, gosto de ler Milan Kundera (também) porque ele se coloca no texto, fazendo parte da narração como analista, como opinador, como se discutisse com o leitor, em voz baixa, os caminhos que cada personagem deve tomar. Às vezes interrompe a história por duas páginas só para dizer o que acha, como se aquele personagem, aquele relato não tivessem nascido dele. Como ele mesmo diz, não nascem de ventres maternos os personagens. São cria dele. Mesmo assim, os questiona, como se fossem personagens de sua vida, e não de sua obra.

Gostaria de poder escrever sobre a minha vida com o mesmo talento com que Kundera escreve sobre a vida de seus personagens. Mas não consigo. Consigo apenas vivê-la, o mais intensamente possível. Mesmo assim, descubro que todo esse possível é ainda pouco. Falta muito para eu poder dizer que curto a vida adoidado.

Voltei de uma semana maravilhosa em Jerusalém. Foi uma semana de questionamentos, de ver coisas que me puseram minhocas na cabeça, de aprender a partir da experiência de outros que vieram na minha frente e de conhecer gente diferente -desde um venezuelano que mora em Londres e já trabalhou, durante dois anos, em uma prisão, a uma israelense que tem 18 anos, já mergulhou fundo nas drogas e hoje, "limpa" há 22 meses, diz que a cidade onde mora é o melhor lugar do mundo para se viver.

Estive no ulpan onde pretendo estudar cinco meses de hebraico a partir de julho. Visitei a universidade onde pretendo estudar História do Oriente Médio a partir de 2007. Conversei com gente que fez aliah há um mês, um ano, uma década, uma vida. Descobri que terei que aprender árabe no matter what -e a idéia de verdade me anima (já até pensei quando arrumarei tempo aqui para ter aulas)!

Fui apresentado a uma mulher que confiou nos meus sonhos e nos meus ideias e prometeu, com testemunha, investir na concretização deles. Conversei longamente com o ex-cônsul israelense em São Paulo e ouvi coisas sensacionais dele -desde a opinião de que a Sochnut deveria parar de mandar gente para Israel agora, até a de que Arafat deverá, para sair bem na foto e da sua vida, se dar conta logo de que só a negociação vai levar à criação de um Estado palestino. Estive com meus amigos que moram em Jerusalém.

Senti o chão tremer, até. E agora, pensando em tudo isso, sinto que foi como se tivesse sido um tremor interno, como se alguém tivesse me chacoalhado para me fazer olhar ao redor, naquele microcosmo maravilhoso e múltiplo chamado Jerusalém, a cidade que escolhi para viver, e me dar conta de que acho que sei, sim, o que estou fazendo. Ainda que eu não saiba, lamentavelmente, contar a respeito como o Kundera conta.
[sem acentos, so pra variar]
Despedida
Hoje, acho (as coincidencias talvez nao me deixem...), volto para Tel Aviv. De la escrevo com mais calma, e com acentos... Mas estah tudo muito bem. Estou passando por uma fase de questionamentos, de duvidas, de indagacoes. Eh uma fase saudavel, pela qual todos passamos e, verdade seja dita, melhor que todos nos passemos, mesmo. So quem se questiona pode ter certeza de que estah no caminho certo -ou de que tem que mudar o caminho. Ainda nao sei qual eh o meu caso, mas aqui e Israel essas coisas se resolvem a cada segundo, mesmo.

Sobre as coincidencias, estou lendo (ainda, ainda...) Milan Kundera, A insustentavel leveza do ser. Adoro esse livro. Leio, releio, rabisco, marco varias paginas. Adoro a forma como o Kundera constroi o romance, fazendo parte constante dele. E enquanto lia, comendo bagels de cafe-da-manha, parecia que estava em uma cena ali descrita. Dificil explicar, teria que colocar todo o trecho do livro aqui e a internet eh cara. Mas me sentia, ao passo que lia, um personagem que sente a insustentavel leveza do ser.

Aviso se volto a Tel Aviv. Se as coincidencias me deixarem, volto hoje. Se nao deixarem, e espero que nao deixem, fico ate amanha.

11.2.04

[sem acentos]
Terremoto
Eh, teve um terremoto em Israel, que na verdade foi um tremor de terra. Registrou 5 graus na escala Richter, mas so provocou rachaduras. Eu o senti, mesmo. Mas, como disse uma amiga, pareceu que alguem tinha batido uma porta. E foi tudo. Estive hoje no meu futuro ulpan, tambem! Amei tudo, tudo mesmo! Estou otimo, fora a chuva! Escrevo mais quando nao estiver cercado de olhares invejosos de gente querendo usar o mesmo micro que eu estou usando agora. Amanha volto a Tel Aviv, a noite, e escrevo com calma de la.

9.2.04

[sem acentos]
Tudo bem
Rapidamente, afinal a fila para usar o micro eh grande, estah tudo bem, muito bem. Caminhei bastante hoje (ai, meu joelho...), estive na Esplanada das Mesquitas cercado de olhares nada simpaticos (conto mais em outra oportunidade), encontrei o ex-consul de Israel em Sao Paulo e fui visitar uma amiga russa que estah de visita em Israel... Teve bem mais, mas poucas linhas nao sao suficientes. Volto logo. Nao morram de saudade!!!

8.2.04

[sem acentos]
Toc, toc, toc
Tem outra cena em Albergue espanhol na qual Xavier tenta se inscrever para o Erasmus, o programa de intercambio entre paises europeus. Ele vai na universidade onde estudou para juntar a papelada e acaba fazendo um verdadeiro tour pela burocracia. Hoje, aqui na Hebrew University of Jerusalem, onde definitivamente pretendo estudar, me senti naquela cena! Ja bati em diversas portas e entrei em mais de uma dezena de salas diferentes, falei com uma porcao de pessoas, juntei um monte de folhetos, informacoes, numeros de telefones, emails e nomes... E a verdade eh que nao resolvi muita coisa!

Tudo que descobri eh que aqui as regras sao um pouco diferentes das da Universidade de Haifa. Precisarei aprender "apenas" arabe e hebraico para poder ser admitido no Departamento de Historia do Oriente Medio. Persa, turco, frances e alemao sao idiomas opcionais dependendo da area desejada para pesquisa! Isso significa que as coisas sao melhores por aqui. So que pelo que andei averiguando, em conversas pelos corredores com as pessoas, nao eh facil aprender arabe para quem nao tem nenhuma base (meu caso)...

Estive tambem no Hillel daqui. Por acaso, alias. Estava saindo de uma das salas e vi uma placa indicando Beit Hillel. Fui ate la e encontrei o presidente mundial do Hillel, Avraham Infeld! E o diretor do Hillel Yerushalaim, Eli, me levou para conhecer um pouco a universidade. Eh o velho negocio: am echad, um so povo!

Daqui a pouco volto para o centro da cidade...