30.9.03

Aleinu, a revista mais jovem da comunidade judaica
Ou: "propaganda é a alma do negócio"

Projeto "Hands" é lançado em São Paulo
O projeto "Hands", com a participação
de dezenas de personalidades, foi lançado
em São Paulo, para ajudar o Ten Yad. A
entidade, ganhadora de dois prêmios
"Bem Eficiente" e detentora do ISO 9000,
serve refeições a pessoas que não têm
comida.
(do Michel, aqui)

"Sofri na pele o anti-semitismo"
Ao ir numa festa com uma amiga,
a jovem Karen, de 19 anos, sofreu
na pele o anti-semitismo ao se
declarar judia. Ela enfrentou algo
que está presente no dia-a-dia:
o preconceito.
(da Clarissa, aqui)

Boa leitura!
Virgindade
(Da série "ninguém perguntou")
Hoje, 30 de setembro, faz oito anos desde que eu... hmmm... errr... ããã... que eu transei pela primeira vez. Oito anos, caramba! Depois de tanto tempo eu posso contar, né? Minha primeira vez, com a garota que eu namorava na época (não vou contar quem, embora quase todo mundo saiba...!) foi numa danceteria! Os hormônios, ah!, os hormônios...!

Desculpem, senhores e senhoras caretas...!
"Otimista e idealista"
Encontrei dia desses, na poeira de uma estante, o livro do Mino Carta, O castelo de âmbar, sobre o qual eu assisti na semana passada um Roda Viva com o autor. Lembro que quando eu ganhei o livro -autografado- comecei a ler mas não consegui avançar muito. Agora estou encarando com outros olhos essas páginas e essa história, e me pus a ler de novo. É que soube de algo que não sabia antes...

Fato é que fui à dedicatória, escrita pelo Mino Carta, o Mino Carta. Li, nos garranchos: Para o Gabriel, otimista e idealista, com a esperança de que continue assim, mesmo depois de visitar O castelo de âmbar, com o abraço do Mino Carta. Puxa! "Otimista e idealista"...! E nem faz tanto tempo assim... A dedicatória tem data: 13 de dezembro, 2001. Será que eu mudei tanto, depois de tão pouco tempo?

"Otimista e idealista"...! E nas palavras do Mino Carta...! Ótimo... Ele volta pra minha cabeceira...!

28.9.03

De passagem
Eu fui lá na escola onde estudamos, mas não era mais a mesma coisa: os alunos, as professoras não eram os mesmos. Eu estive no quarto onde pela primeira vez nos entregamos um ao outro, mas já não era mais a mesma coisa: você não estava lá, nem seu cheiro, nem nada... Eu visitei os lugares que visitamos juntos, mas sem você nada mais era igual...

A vida está passando diante de mim e a sensação que eu tenho é que eu estou apenas observando, como se estivesse diante de uns trilhos mas nunca tomasse o trem... Sinto falta das pessoas que passaram pela minha vida. E não é saudade. É uma sensação estranha de que eu as afastei de mim...

Eu sei que sou nostálgico. Não queria que fosse assim. Me faz mal ir à casa da minha mãe. Menos mal que ela foi vendida, enfim...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma...
A vida não pára.

(Paciência, Lenine)

24.9.03

O ministério da saúde adverte...
Podia ser uma campanha, mesmo!!! Espia só!
Não é fácil...
Se você quisesse ia ser tão legal...
Acho que eu seria mais feliz do que qualquer mortal

(Marisa Monte)

23.9.03

O valor da vida
Um dos princípios do judaísmo é a valorização da vida. A coisa é tão séria que é permitido até mesmo aos ortodoxos passar por cima de outras leis tidas como muito importantes, como o respeito ao Shabat ou o jejum em Yom Kipur, para salvar uma vida. É por isso, por exemplo, que em 1973, na guerra de Yom Kipur, os soldados israelenses deixaram as sinagogas para combater pelo país.

Bom, tudo isso pra contar uma notícia que está no Estadão de hoje: Israel e Hezbollah negociam troca de presos. Pode parecer apenas mais uma negociação diplomática, mas quem ler a notícia vai entender do que eu falo...

Israel está considerando libertar 400 presos árabes, entre eles 200 palestinos, em troca de: 1) libertação pelo Hezbollah do empresário israelense Elhanan Tannenbaum; 2) entrega dos corpos de três soldados desaparecidos depois de seqüestrados pelo mesmo Hezbollah; e 3) informações sobre o paradeiro do piloto Ron Arad, desaparecido no Líbano em 1986.

Para quem não pegou a mensagem: Israel vai colocar nas ruas 400 potenciais terroristas (se não fossem, não estariam na cadeia) apenas para ter a tranqüilidade de salvar uma vida e obter a informação sobre o paradeiro de outras quatro.

E depois dizem que Israel é opressora e tudo mais. Não é Israel que ata explosivos ao corpo de seus cidadãos e os mandam para se explodir matando o maior número possível de inocentes. Não é Israel que dá cheques de US$ 25 mil para as famílias dos suicidas terroristas, como recompensa e prêmio... Tem coisas que eu não entendo, mesmo.
Para onde caminha o nosso telejornalismo?
A crise no telejornalismo brasileiro é uma velha senhora que nasceu com a TV, cresceu durante o período da ditadura militar no país e está na sua melhor idade nos dias de hoje.

Quando o cineasta Jorge Furtado filmou O homem que copiava, ou quando fez o curta Ilha das Flores, sua crítica ia direto a essa velha senhora.

Colocar uma galinha no final do filme, fora de contexto, como se fosse o personagem principal da trama pareceu estranho para quem viu O homem... Mas Furtado explica bem a razão do que fez: "A inclusão da galinha é também uma crítica à mania que a imprensa tem de supervalorizar matérias com bicho (nos anos oitenta, era quase uma regra do Jornal Nacional terminar com matérias sobre bichos)."

No livro O povo fala, um cineasta na área de jornalismo da TV brasileira, João Batista de Andrade faz a mesma crítica. Ele menciona, a exemplo de Furtado, os editoriais do Jornal Nacional que "festejavam o dia em que nascia algum animal exótico no zoológico"...

Muito se fala com relação à inclusão digital. Pouco se diz, contudo, do perigo que está por trás de deixar o cidadão sem acesso livre à boa informação, da falta de democratização da informação, mesmo nos dias de hoje, melhor idade da velha senhora.

E é disso que se tratam as críticas dirigidas por exemplo ao apreentador Gugu Liberato, do SBT, que maquiou ou permitiu que maquiassem personagens para caber em entrevistas bombásticas...

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Esse é o início de um artigo que estou
escrevendo sobre o assunto. Aceito sugestões!
Fotos!
Tem fotos novas, da balada de sábado na Klass (oferecimento BaladasSP!) e do churrasco no domingo, no meu álbum!

Sobre a balada, como eu já disse um dia, é foda se sentir o mais velho do local...

E tem uma foto inédita, de Israel, no meu Flog...

Update, 10h: coloquei mais fotos, tiradas hoje (terça) na Metô! No álbum.

22.9.03

O papel do jornalista, afinal...
Hoje estive em uma externa (jargão jornalístico para uma saída para gravação de reportagem). A pauta era a alfabetização de idosos. Fomos, então, a um centro em São Bernardo que oferece aulas gratuitas a pessoas simples, "de idade". Eu fui como aspone, não fiz muita coisa além de dirigir o carro que levou a equipe e de tirar algumas fotos durante as gravações.

Mas algo ali me incomodou bastante: uma das entrevistadas, claramente emocionada, deu seu depoimento sobre as razões de só estar estudando depois de tantos anos e explicou à repórter, postada com o microfone diante dela, como a vida dela está mudando agora que sabe ler e escrever. Vi uma lágrima correr dos olhos dela.

A repórter, contudo, passiva, terminou seu trabalho e deixou a senhora ali, emocionada, secando o rosto de choro, com as lembranças daquilo que fez a lágrima brotar. Eu fiquei pensando, então, que papel é o nosso, afinal! Despertamos emoções mas não podemos ajudar as pessoas a lidar com elas. Ficamos passivos diante da lágrima dos outros.

Não sei me expressar bem. Mas aquela cena me incomodou. Queria ter podido ajudar a velha senhora, mas sei que não poderia fazer muito, mesmo. E sei que a repórter ali também não poderia fazer muito. Então, qual é o nosso papel, afinal?!

Em tempo: escrevi hoje, antes mesmo de começar a elaborar uma linha de pesquisa para o meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), a dedicatória que vai abrir o livro. Morram de curiosidade! Só depois de publicadas essas linhas serão conhecidas!
Parabéns, viu?!
Hoje é dia do amante...

E eu vou pra aula!