30.4.03

Mais um feriado...
Vou ficar em Sampa. E você?

Bom de cama?
Descubra se você é bom de cama porque faz bem a coisa ou porque deita e dorme... Teste aqui. A exemplo da Camila, fiz 11 pontos. Em 16. E vocês? Mandem o resultado pra cá depois, hein?! A idéia é identificar se as caras são de transas ou de qualquer outra coisa...!
Fique em casa
Da série "Filmes que não valem a pena ser vistos, quanto menos comentados (mas eu comento pra que ninguém decida assistir!)": No cair da noite. Dia desses saindo da aula resolvi com duas amigas da faculdade dar um pulo no cinema. Filme por R$ 3 até que vale a pena, mesmo que seja em uma tarde ensolarada de segunda-feira... Preciso dizer que me arrependi? O "filme" (não merece esse nome!) é uma m*. É o tipo de terror barato -eu gosto, e muito, do gênero terror, mas não dos baratos.

Se tem uma coisa que se salva do filme é a atuação do pimpolho Lee Cormie, bastante expressivo no papel da criança apavorada com o tema do filme. Se você acha que é o bastante, vá ver... Eu não aconselho! Uma curiosidade: antes de receber o nome Darkness Falls o filme teve 5 títulos diferentes: The Tooth Fairy, Don't Pee (o melhor!), Fear of the Dark, The Tooth Fairy: The Ghost of Matilda Dixon e The Tooth Fairy: Every Legend Has It's Dark Side.
Luto
Não foi nenhum parente, nenhum amigo ou conhecido. Mas eu estou de luto pelos três israelenses mortos ontem em mais um ataque terrorista perpretado por um assassino suicida palestino. E por todos os inocentes que, desde setembro de 2000 e desde sempre que o terrorismo passou a ser rotina, já morreram.

Itgadál veitkadásh shemê rabá... (*)
Falando em kadish, um romance: Kadish por uma Criança não Nascida.
Violência revisitada
Acabei de ler Rota 66, do Caco Barcellos. É um livro que te leva do começo ao fim em poucas horas, pela forma como são descritos os abusos cometidos pelo grupo de matadores da PM de São Paulo. Trata-se de uma denúncia do jornalista sobre um grupo de PMs que faz da arma ferramenta para promover a morte de, geralmente, inocentes. A leitura vale muito a pena, para que se saiba, se denuncie e não se deixe impune a ação desses bandidos. Além disso, é uma excelente reportagem, feita por um dos mais experientes repórter de Policial que o Brasil tem hoje -e que, lamentavelmente, cobre Internacional em Londres.

Ontem voltei tarde para casa e estava sem o meu carro. Era o rodízio do carro-de-fuga (como eu chamo minha caranga!) e acabei usando o do meu pai. Fato é que eu deixei o dele na garagem e o meu na rua. E perguntei ao porteiro se era perigoso... Ele disse que não, e contou que soube da existência de um mecanismo por meio do qual a polícia recebe propinas para proteger determinados bairros, edifícios, lojas etc. "A polícia passa direto aqui à noite", contou, sugerindo que "alguém" no bairro paga pela ronda. E disse também que o policial que recentemente se suicidou diante das câmeras o fez porque era um desses "protetores" subornados...

Uma das mais incríveis experiências da minha vida
Do meu diário Ani be Israel (eu em Israel), um ano atrás: "30/4/02, 0h22... Estou na cidade de Beitar Illit [na realidade é um assentamento judaico próximo de Jerusalém]. Passei aqui uma das mais incríveis experiências da minha vida: Lag BaOmer entre ortodoxos. Foi minha primeira visita à casa da família do Nahum Sirotsky, que dias antes tinha me recebido em seu apartamento de Ramat Aviv, no norte de Tel Aviv. Lembro-me que fui cheio de medos de como seria recebido, e voltei todo feliz pela vivência que tive. E também dos cinco netos do Nahum, crianças lindas entre 8 e 13 anos, que me ajudavam com o hebraico... Voltaria ali algumas vezes, em shabatot e outras ocasiões.

Maio...
E mais um mês vai chegando ao fim.

29.4.03

Networking
Tem um monte de "vizinhos" linkados aqui. Alguns deles são dos meus novos amiguinhos da Metodista, especialmente da turma do segundo semestre vespertino, uma das mais conectadas e animadas! São esses os blogueiros futuros jornalistas do Brasil: Leandro, Dani, Ester, Andrea e Ely. Esqueci de alguém?!

28.4.03

Vai um aí?!
Vendedores ambulantes nas ruas de São Paulo se tornaram verdadeiros garotos-propaganda. Quem é que já não foi abordado por alguém que tenta vender chicletes com um papo bem-humorado em inglês, ou pelos que colocam um saquinho no retrovisor, com as mais imaginativas mensagens?! Às vezes funciona... Outras não. Hoje uma senhora desdentada tentou me empurrar "caramelos deliciosos de morango". Não me animei muito a comprar depois de ver os não-dentes dela. Sou mau!!!
Massagem nos ouvidos
Ainda sobre dicas de músicas, uma ótima pedida é Lauryn Hill. Os CDs acústicos dela, pela MTV, são uma delícia! Ela fala bastante nesses discos. E tem uma risada contagiante. E, vejam só, canta que é uma beleza! E eu não estou conseguindo dormir. Preciso, mas não consigo.

27.4.03

Emoções
Somos feitos de pequenas emoções. Emoções como a de voltar a falar com um amigo depois de ficar anos sem contato, ou de descobrir que ele está casado e feliz... Emoções como a de chegar a esse amigo por meios curiosos e inacreditáveis... Ou a emoção de ser parte de uma marcha pela vida, ao lado de outras 500, 600 pessoas. Eu fui hoje à Marcha da Vida, me emocionei e me entristeci com quem não foi. Era obrigação sim de todo judeu aparecer lá...

Bom, me emocionei muito hoje com uma coisa aparentemente boba. Bem boba, na verdade. Eu fui um dos voluntários responsáveis pelo transporte para a Marcha. O "meu" ônibus ia sair da Hebraica. Quando as pessoas estavam embarcando uma portadora de Down estava com problemas pra se sentar. Ela ficou mais de 20 minutos na passagem, sentada no chão, não ia nem vinha, e ninguém podia subir. Depois de muita gente tentar fazê-la sentar, eu resolvi ir falar com ela. Consegui colocá-la sentada. Fiquei emocionado. É que eu não tinha noção de que seria capaz sequer de tomar a iniciativa... Quanto mais de resolver a situação.

Fotografia
Também me emocionei quando ouvi o hino israelense, o Hatikvá, tocar hoje no Cemitério do Butantã. Não pelo hino em si, mas pela posição onde eu estava, ao lado das seis tochas lembrando, cada uma, um dos milhões de judeus assassinados no Holocausto. E vendo, atrás do fogo, centenas de pessoas também emocionadas, cantando a mesma canção de esperança (esse é o significado do título).

É pedir demais?
Eu quero a sorte de um amor tranqüilo...
Saideira
Vou dormir, mas quero antes deixar o recado. Amanhã (hoje) tem MARCHA DA VIDA. É obrigação de todo judeu aparecer por lá e caminhar silenciosamente lembrando o triste trajeto feito pelos antepassados que não tiveram a mesma sorte de sobreviver ao Holocausto. Começa às 9h30. Ônibus de vários lugares saindo a partir de 8h30. O da Hebraica eu vou coordenar!

26.4.03

Cabeceira
Sou um cara que, além de amar escrever, curte pra caramba ler. Sempre estou lendo alguma coisa, embora tenha cada vez menos tempo para fazê-lo. E sempre aconselho aos que querem se tornar bons jornalistas a lição que eu aprendi de bons jornalistas: ler é a melhor forma de escrever melhor. Por isso o 23ª idade tem agora a sessão Na minha cabeceira, com os livros que eu estou lendo e que, ao final da leitura, certamente ganharão uma crítica no blog...! Fica no pé da coluna da esquerda...!
Siga aquele táxi
Você já pensou alguma vez como é estranha a forma como conheceu alguém? Alguém que, "do nada", apareceu na sua vida, e em quem você passou a confiar como se já conhecesse há tempos? E você já pensou alguma vez sobre o que essa pessoa talvez faça ali, na sua vida, como se todos nós tivéssemos "papéis" na vida uns dos outros? Pois bem... É mais ou menos sobre tudo isso que trata O novato (The recruit), filme a que fui assistir hoje.

O mais interessante é que eu vi esse filme como se estivesse em um jogo de metalinguagem, com uma pessoa que eu conheci outro dia, pela Internet. Ou que "me conheceu"! Nós mesmos, depois do filme, ficamos brincando com isso, com o fato de como é estranho isso tudo. E de como, na verdade, por mais que conheçamos alguém, não sabemos "a que ele veio", como se, de novo, cada um de nós tivesse um papel no teatro da vida. O engraçado é que tudo aponta para que nos tornemos grandes amigos mesmo!

Muito blá blá blá mas eu ainda não disse o que achei do filme. Bom, eu sou suspeito para falar de filmes policiais, que adoro, mas também o seria para falar de muitas outras coisas que também adoro... Então simplesmente digo que gostei, e que recomendo. É o tipo de filme que mexe com o desejo íntimo de todos nós de ser um espião ou algum agente secreto! E, com isso, de ter carros modernos e caros, apartamentos hiper equipados, ser primeiro aluno de algum MIT da vida... Sonhar não custa nada, não é? Mas eu me contento em brincar de tentar descobrir os mistérios das pessoas que conheci "do nada"!

A mídia na mira
No dia que vi Chicago não entrei em detalhes no meu comentário sobre o filme. Uma coisa que me chamou a atenção é o fato de que como a imprensa é criticada, com a menção à fácil manipulação dos jornalistas para se chegar a um fim desejado. Na verdade assim é ou pode ser. Jornalistas podem facilmente se tornar marionetes de causas compradas. Vai da ética e do profissionalismo de cada um agir com imparcialidade e saber a importância que a profissão -a do quarto poder- tem.
"Fiz várias fotos"
Do meu diário Ani be Israel (eu em Israel), um ano atrás: "26/4/02, 1h33... Hoje tive um dia de turista. Fomos [eu estava com o Roberto, que me recebeu no aeroporto e me hospedou em casa nos primeiros dias em Tel Aviv] passear até Yaffo, entramos no museu de Etzel, na casa de Ben Gurion, e visitamos um local com a 'torre da fé', com uma vista linda de Tel Aviv. No caminho paramos para tomar uma cerveja. Estava muito quente e já caminhávamos há bastante tempo. Ao sair, a garçonete nos chamou a atenção: tínhamos dado menos grana que o total da conta! Mas foi sem querer, então corrigimos e ainda demos uma gorjeta (tesher)".
Chegou o fim-de-semana
Shabat Shalom, antes que eu me esqueça. E domingo tem Marcha da Vida. Tem que participar.

25.4.03

Kio? Kiu? Kia? Kie? Kiam? Kial?(*) Esperanto, oras bolas!
Você sabe o que é o esperanto? Bom, é (ou foi) uma tentativa de socializar o idioma, de criar uma língua comum a todos os habitantes do planeta Terra. Logicamente não funcionou. Ou "ainda" não funcionou... O fato é que existe até blog nessa língua, que quer estar para o mundo assim como o inglês está (ou deveria estar...) para nós hoje... Se você entrar lá não vai entender quase nada ("quase" porque o idioma tem uma pontinha de latinidade, parece!), mas fica a informação inútil como curiosidade...! E, aqui, você pode até aprender umas regras gramaticais esperantistas, se não tiver mais nada pra fazer...! Eu tenho: ir pra aula, já!

(*) O quê? Quem? Como? Onde? Quando? Por quê?

24.4.03

Luto, no último dia de Pessach
Não quero falar muito. Apenas me entristeço com a notícia de mais um ataque terrorista em Israel, depois de um período considerável de calma por lá. Acabou a guerra no Iraque, agora os assassinos terroristas palestinos voltaram a atuar... Uma pessoa morreu e 13 ficaram semi-mortas (feridas, como eu chamo) no ataque. Sem comentários.