24.4.03

Em falta
Eu sei que Pessach acaba amanhã (vai até ter uma pizzada no Espaço K, à noite, que eu não vou perder!). Mas hoje fui tentar comprar matzá, o "pão ázimo" que podemos comer durante a semana de Pessach, e não encontrei. E olha que eu fui no supermercado do "gueto", o Pão de Açúcar de Higienópolis. "Está em falta", me disse o gerente... Pena. Pelo menos ainda tenho algumas aqui, que a Rô me trouxe! Mesmo com a sujeirada que faz, eu adoro!

Hoje depois da minha prova de Linguagem Jornalística tive um intervalão entre as aulas -o professor da primeira da noite não viria. Então estava de bobeira na casa do meu pai. Daí, como ele mora perto do shopping (cinco minutos a pé, contando o tempo do elevador!), resolvi descer e ir ao cinema. Vi sozinho Chicago, o grande premiado do Oscar esse ano. Em breves palavras, para não escrever outro daqueles tratados, gostei, embora musicais não sejam o meu forte. Lembro que dormi em Moulin Rouge! Mas prometo escrever um pouco mais sobre o que achei do filme, em breve!

Que mais? Amanhã, quinta, às 18h, a Fabi vai com o pessoal da sala da Metô na rádio Energia 97 para acompanhar ao vivo o programa Estádio 97. Ela me prometeu que, se conseguisse entrar no ar, mandaria um beijo pra mim pelas ondas do rádio! Quero só ver! Vou ficar escutando! Quem está em São Paulo e quiser ouvir, basta sintonizar em FM 97,7. Pela Internet, aqui, para ouvir e ver o estúdio!

23.4.03

Arriscar é preciso, viver não é preciso
O tema do último Jornalismo em Ação (veículo produzido pelos futuros arautos da Metodista) é a profissão-perigo do jornalista. Qualquer bom repórter tem histórias de riscos (grandes ou pequenos) que já correu no exercício da busca ou investigação da notícia. Um bom texto a respeito desse tema saiu hoje no Estadão, Repórteres e ditaduras, assinado por Ethan Bronner, do The New York Times. Ele conta sua experiência como correspondente internacional no Oriente Médio e mostra a dificuldade que os regimes não-democráticos da região (à excessão de Israel) impõem aos newspaper men. Vale a leitura e a reflexão.
"Viver é vencer obstáculos"
Do meu diário Ani be Israel (eu em Israel), um ano atrás: "22/4/02, 13h24... Estou também muito emocionado pelo ato de ontem [esse]. Foi lindo ver 10 mil pessoas unidas em uma só voz e em um único anseio. Estou contente pelo apoio que recebi quando resolvi partir para essa empreitada".

"22/4/02, 15h16... É tão estranho pensar que quando eu acordar de novo não terei mais um celular, um computador com conexão direta à net, um carro... Imagino que vai fazer falta, viciado nessas coisas como eu sou! Mas eu supero!!! Recado da : 'esquece Internet, pensa só em você!' Eu estou indo pra Israel, que lindo!!! Não vejo a hora de descer no Ben Gurion, olhar Israel, curtir 'aquele' momento...".

22.4.03

Retrospectiva
Hoje faz um ano desde que eu embarquei pra Israel. Caramba, o tempo passa voando... Parece que foi ontem que estava no portão de embarque 16 do aeroporto de Cumbica, todo emocionado e com um aperto no coração pelas surpresas que me esperavam lá na Ásia...! Para lembrar, nada melhor que ver fotos, as "oficiais" ou as minhas.
O retorno, enfim
Escrevo da Metodista, onde estou curtindo uma espera pelo fim do rodízio. Tive aula de rádio hoje e estou voltando ao meu dia-a-dia normal, graças a D-s! Não suporto esses feriados de ocasião, que destróem nossa rotina e, de fato, não servem nem pra descansarmos e nem pra colocarmos as coisas em dia. Ou será que eu estou precisando organizar meu tempo? Acho que sim...

Enfim, estou feliz da vida com a minha volta às aulas! E com toda a carga de provas, trabalhos, gravações de programas de rádio e de TV e matérias pra escrever e entregar... Fazer o quê? É a vida que eu escolhi, afinal... Mamãe sempre dizia que queria me ver médico! Em tempo: acabei não indo à exposição (meus coleguinhas são muito ocupados e adiaram...!) e nem tendo prova (vai ser amanhã!).

21.4.03

Amanhã
O programa para amanhã de manhã vai ser visitar, enfim, a exposição Os guerreiros de Xi'an, na Oca. Estou super curioso! Depois, tenho prova na faculdade, sobre o livro Rota 66, do Caco Barcellos. Eu "entrevistei" o Caco certa vez em um programa da Rede Vida, ao vivo e pela televisão. Eu e uma amiga minha. Fazíamos perguntas de estudante ao experiente repórter. Ganhei o livro autografado, mas emprestei pra algum engraçadinho que se "esqueceu" de devolver... E eu perdi a fita da entrevista, que foi desastrosa! Ficamos como coadjuvantes durante mais de uma hora, com um monte de perguntas que não pudemos fazer: os telespectadores tinham prioridade para perguntar...

Guerreiros de Xi'an e os Tesouros da Cidade Proibida
Onde: Oca (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 2, parque Ibirapuera, tel. 11 3253-7007)
Quando:
Terça a sexta (9h às 21h).
Sábado e domingo (10h às 21h)
Até 18/5.
Quanto: R$ 3,50 e R$ 7
Mais do mesmo
Já começou o caos da volta do feriadão a São Paulo (e provavelmente a todas as grandes capitais brasileiras). Já ouvi os repórteres Jair Rafael e Geraldo Nunes informando sobre as melhores rotas alternativas para fugir dos congestionamentos... A recomendação é voltar depois das 22h. O pior de todo fim de feriadão é o crescimento do número de mortes nas estradas, provocadas pela irresponsabilidade de muitos motoristas.

As pessoas são engraçadas! Chega o feriado e elas se metem em carros para enfrentar estradas congestionadas, chegar tarde em cidades invariavelmente lotadas, com trânsito local intenso, sem vagas em hotéis, com problemas de fornecimento de água ou energia elétrica... Lotam os mesmos pontos que todos os outros turistas, fazem o atendimento em restaurantes piorar por conta da quantidade de gente e a falta de preparo dos garçons...

Enquanto isso as capitais ficam tranqüilas, sem fila nos cinemas, com vagas à vontade nas ruas e, aparentemente, até mesmo menos poluídas... Então acaba o feriado e todos se metem de novo nos carros para enfrentar voltas que duram entre três e cinco vezes mais do que deviam durar! Isso para trabalhar no dia seguinte...! Que gente estranha somos nós!

Telefones úteis hoje
AutoBan: 0800 55 55 50
ViaOeste: 0800 701 55 55
Dersa: 0800 55 55 10
Ecovias: 0800 19 78 78
Nova Dutra: 0800 173536
Passeio ao futuro
(OU: Brincar de futurista não custa nada!)
Seis anos antes tínhamos feito um pacto. E naquele dia o pacto estava sendo cumprido à risca, de acordo com todas as regras trocadas em conversas de ICQ e por email. Em linhas gerais, se não fôssemos casados até determinada idade, ou se até lá não estivéssemos em uma relação séria -o que poderia incluir namoro ou noivado-, então nos casaríamos. Assim estava escrito e assim estava sendo feito.

Na época do pacto não acreditávamos naquilo. Parecia brincadeira inspirada em filme, só. E acho que era isso, mesmo. Mas virou sério. E naquele dia, o dia de cumprir o pacto, sentíamos como se finalmente aquela ocasião tivesse chegado, depois de longa espera. Era mil vezes mais intenso do que sente o universitário que chega ao fim do curso, o jornalista ao ver sua matéria publicada, ou o engenheiro diante da obra terminada. Enfim, não importava mais nada, apenas a maravilhosa sensação de que, enfim, nada mais poderia acabar com aquilo. Nem outras relações, nem planos de viagens, nem nada. Era real e estava acontecendo.

Lembro como se fosse hoje o que eu senti. Estava inquieto desde que percebemos que, enfim, estava já na hora de cumprir o pacto. No dia do casamento, durante os últimos preparativos, quando eu já não a via há mais de 40 horas, não pensava em outra coisa senão no "sim" que diria e ouviria mais tarde e no copo que eu despedaçaria na chupá. Aliás, despedacei com vontade, como se depositasse naquele ato todo o sentimento guardado nos longos seis anos de espera.

Estávamos enfim juntos.
Fim de festa
Abro a janela e não gosto do que vejo. A cidade, que durante toda a semana esteve iluminada por fortes e quentes raios de sol, está vazia e desanimada. A cara da poluição volta a assustar. As ruas, de tão desertas, remetem a uma cidade de filmes de faroeste: abandonada. O concreto frio dos prédios que meu olhar alcança ajuda a compor o cenário. Vejo pouquíssimo verde. Não há sons. Apenas alguns ocasionais, distantes. De dentro do apartamento vem o insistente tic-tac do relógio, avisando o passar das horas. Está chegando ao fim o feriado.

Velha infância
Você é assim,
Um sonho pra mim
E quando eu não te vejo
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito


Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo é o meu amor...


E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância


Seus olhos, meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só


Você é assim,
Um sonho pra mim
Quero te encher de beijos


Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito
Insucessos
Prefiro não explicar por que passei de estranhamente desejado para exageradamente carente. Deixa pra lá...

20.4.03

Conta pra mim...
E então, quando é o seu aniversário?
Chegando e quase saindo
Foi ótimo o dia que passei em Campos do Jordão, depois de um bom tempo longe de lá. A última viagem que eu fiz deixou muita saudade, bem como as muitas que tinha feito na minha infância. Tratei de fazer uma sessão nostalgia com o Michel, a Roberta e o Ricardo hoje, indo a alguns lugares aos quais costumávamos ir quando éramos pequenos. Até tomamos leite tirado da vaca na hora! E passeamos no Horto Florestal, pertinho da fronteira com o sul de Minas Gerais. Curtimos um almoço demorado, chocolates Montanhês e o cair da tarde que traz aquele frio gostoso de Campos! O fato é que chega de frio! Daqui a algumas horas, se eu não perder o horário de novo, vou pro Guarujá, tentar pegar uma praia.

Gostos meus
Gosto do que faço. Amo, aliás. Sou o cara mais realizado do mundo trabalhando com o que trabalho, o jornalismo. Gosto de morar sozinho, o que me acontece, por acaso, desde que a guerra dos EUA contra o Iraque começou. Gosto de chocolate e estou me lambuzando com um, trazido de Campos. Gosto muito de música israelense. Aliás, é difícil ter alguma música que eu não gosto. Sou bastante eclético, de forró a... quase tudo! Gosto de dizer pra uma pessoa que estou apaixonado por ela e não vê-la desaparecendo da minha vida no dia seguinte...

Xaveco, como dizemos
Alguém aqui pode me explicar porque as mulheres sempre reagem da mesma forma a uma paquera, ou xaveco, como dizemos em São Paulo? A atitude de ignorar a cantada, por mais despretensiosa ou menos idiota que seja é constante! Afinal, me contem: o que as mulheres querem?

19.4.03

Rumo ao frio
Acordei atrasado, ainda tenho que arrumar a mala, mas o que importa é que estou indo viajar! Volto à noite!

18.4.03

Frio na espinha
Do meu diário de um solteiro morando sozinho: moro em um apartamento de não mais de 50 metros quadrados que fica no 18º andar de um prédio bem localizado. Mesmo assim ontem ao deitar, depois de trancar a casa e apagar as luzes, senti um frio na espinha quando ouvi uns barulhos que pareciam vir da sala, de gente andando... Será que minha casa também é habitada por fantasmas?
Música para ouvidos exigentes
Dicas da Roberta para que ouvidos solitários de quem mora sozinho, como eu, sejam confortados: Matchbox 20, Goo Goo Dolls, Santana, Maná, Diana Krall, Norah Jones, Marcy Gray, Seal, Tears for Fears, Yanni, Vanessa Mae... Quem tiver outras sugestões pode me mandar! Meus ouvidos exigentes agradecem!

Para quem, como eu, curte new age, além dos óbvios Enya e Era, Elbosco é também uma ótima pedida! E eu ainda acrescentaria a essa lista de opções musicais Funk Como le Gusta. Em tempo: assinantes de conteúdo da UOL, podem ouvir tudo isso na Rádio UOL.