18.4.03

Música para ouvidos exigentes
Dicas da Roberta para que ouvidos solitários de quem mora sozinho, como eu, sejam confortados: Matchbox 20, Goo Goo Dolls, Santana, Maná, Diana Krall, Norah Jones, Marcy Gray, Seal, Tears for Fears, Yanni, Vanessa Mae... Quem tiver outras sugestões pode me mandar! Meus ouvidos exigentes agradecem!

Para quem, como eu, curte new age, além dos óbvios Enya e Era, Elbosco é também uma ótima pedida! E eu ainda acrescentaria a essa lista de opções musicais Funk Como le Gusta. Em tempo: assinantes de conteúdo da UOL, podem ouvir tudo isso na Rádio UOL.
Da série "Vale a pena clicar de novo"
Este site é cômico. Vale a pena clicar de novo!
Artificial demais, mas vale a pena assistir
Assisti ontem a Carandiru e a verdade é que não gostei. Achei o filme muito artificial, embora com alguns elementos realmente fantásticos. Já falo deles. Minha crítica vai para o fato de se ter utilizado atores globais. Estragou o filme. Acho que por isso gostei tanto de Cidade de Deus. Outra coisa que acabou artificializando Carandiru é a encenação de pequenos dramas que parecem não ser reais, mas apenas uma solução fraca para atrair a atenção do grande público. Gostem ou não de Rodrigo Santoro (e minha crítica não é a ele -a atuação foi impecável), eu acho que ele ficou ridículo no papel de travesti. Não pelo papel, mas por sua artificialidade.

Do lado bom, muitos elogios. Na verdade, saí do cinema e já anotei no verso do ingresso algumas coisas que me tocaram no filme. Uma delas, que alguém já mencionou aqui, foi a cena dos presos cantando o Hino Nacional. Eu acho que essa cena responde a pergunta-mote do filme ("Aqui dentro ninguém é culpado. Você acredita nisso?"). É quando todos os presos, uns assassinos, outros ladrões ou estupradores, outros traficantes, se transformam de novo em cidadãos, respeitadores de uma coisa central. Confesso que me deu vontade de levantar durante o Hino! E, diga-se de passagem, algumas pessoas ficaram falando bem nessa hora...

Fotografia
Sou um cara muito ligado em fotografia de filmes. Algumas cenas de Carandiru roubaram minha atenção, ainda que singelas. Uma delas foi a de um cachorro e um gato se encarando, logo depois do massacre dos 111. Aliás, acho que o filme não merece nota abaixo da média simplesmente porque serve de documentário do que foi esse massacre injusto e covarde. Eu não li Estação Carandiru, mas devorei Pavilhão 9 - paixão e morte no Carandiru, no qual um preso sobrevivente narra o horror que foi aquele triste dia de 1992. Veja aqui uma série de livros sobre o tema.

Outra cena que me impressionou é a da lavagem da cadeia, com suas escadarias. Pareceu descabida, mas depois do massacre foi justificada com o sangue escorrendo no lugar da água. Genial. Precisa ver pra sentir. Enfim, poderia falar um monte do filme (e já fiz isso, na verdade), mas vou parar com um último comentário: sensacional a sacada da música ao final. Mas eu não vou contar qual para não estragar a surpresa! Tem que assistir, mesmo com atores globais e dramas artificiais.

17.4.03

Fotos!
Como eu tinha prometido, estão prontas e publicadas as fotos da festa que meu primo Michel e eu comemoramos no último domingo no Espaço K. Corre lá e olha! É necessário fazer um rápido cadastro, mas prometo que não dói nada!!

[INTERVALO COMERCIAL] Para quem quiser fotos com essa qualidade e por um precinho camarada pode falar com o Norio! Eu recomendo!

16.4.03

Xadrez
Ótima a dica do Leandro, Geri's Game, animação sobre um velhinho que joga xadrez com ele mesmo e muda de personalidade a cada lado que está do tabuleiro.

15.4.03

Amor à primeira vista?
Fiquei pensando o dia todo hoje sobre a proposta do clube dos solteiros e solteiras procurando uma paixão desesperada e urgentemente (para quem não sabe do que estou falando, leia os quinze comentários deste post). Já digo que não cheguei a nenhuma conclusão... O fato é que estou enchendo a cara de suspiros -dos doces- e suspirando ao lembrar do tema daquele desabafo...

Aconteceu que hoje, em Campinas (fui visitar minha irmã para percorrermos juntos os bairros vizinhos à Unicamp para encontrar um lugar para ela morar!), estava almoçando num shopping quando duas garotas passaram por nós. Olhavam, olhavam, riam... Depois, quando fui sozinho retirar umas fotos, uma delas me abordou, pediu uma foto minha (mas eu não tinha), e o telefone, "pra amiga"... Eu dei (que mal?) e ela ligou, dizendo que o pedido era na verdade pra ela, e perguntando se eu acredito em amor à primeira vista. Eu não sei... Acho melhor não acreditar!

Festa
Já sei que passou da hora, mas eu resolvi comemorar o meu aniversário no domingo passado, com o meu primo. Foi um barato. Na verdade, tivemos a idéia de fazer no Espaço K, lugar que inaugurou recentemente (da Aleinu, Espaço K, dos jovens para eles mesmos, recebe público). E fomos os primeiros a assoprar velinhas lá! A festa foi muito animada e comentada! Amanhã vou buscar as fotos, e colocá-las num hotsite! Aguardem!!!

Televisão
Do meu diário de um solteiro morando sozinho: preciso de uma TV. Não tem nada mais entediante que ficar em casa sem ter o que fazer (eu tenho muito o que fazer, mas só queria me jogar no sofá e ver alguma besteira na telinha!). Fora que estou querendo ver alguns filmes e rever outros. Preciso de um vídeo também, então! Aliás, preciso de várias coisas...! Sem sair muito do assunto, Carandiru está dividindo opiniões. Um amigo assitiu ao filme e "não curtiu", uma amiga viu e "gostou bastante". Ainda não fui ver.

Descanso
Acordei cedinho na segunda-feira, ontem, e fui pra Santos. Além de ir para levar a Paula -minha amiga de anos (desde que entrei na faculdade pela primeira vez, em 1997!), e crítica nas horas vagas- eu merecia, na minha semana do saco cheio (de coisa pra fazer) um descanso diante do mar. Mas fui interrompido por uma ligação quando estava no meio da nova Imigrantes (que tesão de pista!) me convocando para uma reunião às 14h na Paulista... Saco! O descanso durou pouco...

Enfim, de Santos vim pra Paulista, pra reunião que durou oito minutos (...), de lá para outra e outra reunião, e fui dormir em Alphaville. Que noite deliciosa eu tive!!! Nada como, de vez em quando, ter os cuidados da mama!!! Acordei como novo, embora esteja gripado e derrubado com isso. De Alphaville, então, fui hoje a Campinas. Já voltei e daqui a pouco, como não faço a meses, vou para a cama antes da meia-noite.

Quero desejar aos meus amigos e inimigos judeus um Chag Pessach Sameach! Aos meus amigos e inimigos cristãos, boa Páscoa! Interessante como há semelhanças entre as duas festas. E tenho dito.

13.4.03

Fim da guerra?
(OU: notícias que, essas sim, eu gosto de ler)
Acabo de desfazer o abrigo anti-gás e guardar a máscara. O governo (israelense) anunciou que aqui o perigo iraquiano passou. (De alguém muito especial que está em Tel Aviv, e temia pela ameaça iraquiana ao país que não tem nada a ver com o conflito entre EUA e Iraque). Não poderia haver melhor notícia para começar o dia de domingo. Ou, em Israel, para começar a semana!

Escravidão não
Israel é o único país do mundo que retirou um povo negro da África não para torná-los escravos, mas para torná-los homens livres.
(Meir Lau)

12.4.03

Decisão
Para que fique claro, anti-semitismo também é racismo. Que o saibam bem os anti-semitas de plantão, e que saibam também que, no Brasil, país democrático (embora com muitas injustiças), a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei.

Dando uma de atleta
Eu tinha que ir até a Hebraica hoje, pra uma reunião. Fui. Mas fui pedalando! De vez em quando é bom fingir ser atleta!!!
Há um ano
O ano passado foi para mim o de mais experiências, vivências e emoções. E tudo certamente começou mais ou menos nesta época, quando eu estava planejando minha ida para Israel. A viagem mudou algumas vezes de configuração. Eu ia inicialmente participar da Marcha da Vida, que começa em Yom Hashoá (dia do Holocausto) na Polônia, percorre campos de concentração, e vai para Israel em meio às festas de Yom Haatzmaut (dia da Independência). A viagem acabou cancelada, por falta de quórum no meio da segunda Intifada.

A segunda alternativa foi a de participar de um programa que Israel estava oferecendo para jovens judeus de todo o mundo exatamente por conta da situação nada boa por lá (especialmente na economia etc). Eu coloquei, então, um banner na Aleinu, para ajudar a atrair interessados e acabei me tornando um. Não só "um", mas o primeiro, como o Estadão, há exatamente um ano, noticiou. Essa era a idéia e eu participaria dos esforços da Maguen David Adom (Estrela de David Vermelha, o equivalente em Israel da Cruz Vermelha).

Uma terceira mudança acabou se tornando a definitiva: eu iria a Israel para passar três meses (isso acabou mudando de novo, para seis, quando eu já estava lá!), estudar hebraico em um ulpan (curso in loco do idioma) e trabalhar como voluntário em um kibutz, que acabou sendo definido como o En Dor, ao norte do país, perto da cidade de Afula. E assim foi. Dez dias depois da publicação da matéria no Estadão e na manhã seguinte do maior ato pela paz ocorrido em São Paulo -que eu ajudei a organizar e que reuniu 10 mil pessoas vestidas de branco-, eu embarcava rumo a Tel Aviv, com escala em Zurique.

Começariam, então, os melhores dias da minha vida, os mais intensos, os de maiores emoções e descobertas etc etc etc. Eu fiz um "diário" (entre aspas porque não escrevia todos os dias, afinal tinha uma vida para viver!) contando, com a ajuda das mais de duas mil fotos que fiz nos seis meses, cada momento que passei na terrinha. Então, assim como fazem os jornais, vou contando de vez em quando alguns lances dessa viagem, um ano depois. Não posso deixar de contar que eu morro de saudades de Israel, das pessoas que lá conheci, dos lugares a que fui, do trabalho (nos jardins!) que eu tinha no kibutz, do ulpan, de tudo. Só vivendo, estando lá para saber. Vou contando...!
Necessidade
Preciso me apaixonar desesperada e urgentemente!!!

11.4.03

Dentro ou fora?
Do meu diário de um solteiro morando sozinho: pilotar geladeira é mais difícil que pilotar fogão! Confesso que ando um pouco perdido com a minha cozinha. É que às vezes não sei se guardo determinado alimento dentro ou fora da geladeira. Frutas, por exemplo... Deixo dentro ou fora? E pão, coisas assim? Bom, ainda aprendo... E tem mais: nunca fiz compras para uma única pessoa. Ou compro besteiras de mais ou compro coisas de menos. E aí, quando preciso, nunca tem. Se tem, é besteira -bolos, chocolate, Ruffles, bolachas...-, só! Agora vou ao supermercado, comprar algumas coisas para comer. Alguma dica de rainhas-do-lar mais experientes?

Bom fim-de-semana e Shabat Shalom.
Lixo ou luxo?
Hoje é 11 de abril. Vence aqui em São Paulo a taxa do lixo (ou: TRSD, Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares). Moro sozinho, quase não paro em casa, então acho que não produzo mais que dez quilos diários de lixo. Por isso vou pagar a taxa mínima... Queria saber, dos paulistanos: quanto você vai pagar?
Nuvens de pensamento sobre minha cabeça
Eu sou um cara estressado no trânsito. Sei disso. Mas tem dias, como hoje, em que gosto de fechar a janela do carro, sintonizar o rádio numa Eldorado FM da vida, dirigir como se fosse só um ato mecânico e ficar viajando nos meus pensamentos. Sou um cara que sofre de nostalgia. Não sei se gosto disso. Mas fico pensando na morte da bezerra... Enfim, hoje, olhando pro meu carro, o mesmo de quando eu tirei carta, em 1997, fiquei lembrando das coisas que já se passaram lá dentro (minha auto-censura não permite que eu conte tudo aqui!) e dos lugares para onde já fui com ele.

Na faculdade tudo igual. Nem liguei em ter que mostrar o documento para poder entrar nos prédios das aulas... Estava só caminhando e me lembrando de outras épocas da Metô, com outros colegas, com outra percepção de mundo, com outros sonhos na cabeça... Se eu colocar na balança acho que vou acabar acreditando que, na verdade, fiz um bom negócio em ter trancado a faculdade. Não só porque o curso melhorou de 2000 pra cá, mas porque eu me sinto mais preparado para encarar isso tudo. Estou participando de discussões intelectuais com outros alunos com um nível de preparação bem maior. E me divertindo com isso!

Enfim, vou mergulhar de novo na minha nostalgia. Semana que vem é a do saco cheio 1!

10.4.03

Boicote? Pense bem
Esses dias está rolando em uma das listas das quais participo uma discussão sobre boicotar ou não produtos norte-americanos. Eu acho que não vale a pena. Se deixamos de ir ao McDonald's ou de tomar Coca-Cola, só a economia brasileira será afetada, afinal os donos dessas empresas no Brasil e de suas distribuidoras são brasileiros. Hoje o JT publicou texto interessante a respeito, mostrando que, de fato, é um caminho estúpido para protestar.

Para refletir...
Por que é tão fácil conseguir 1,2 mil pessoas para ficarem peladas no Ibirapuera de graça às 6h da manhã por um capricho de um fotógrafo e é tão difícil reunir mil pessoas para marcharem às 9h30 da manhã, pela vida, pela memória e pelos direitos humanos? Interessante, não?

6ª Marcha da Vida Regional
60 anos do Levante do Gueto de Varsóvia
Domingo, 27 de abril, às 9h30
Av. Eng. Heitor Antônio Eiras Garcia
Diante do Unibanco (Butantã, São Paulo)
Informações: www.marchadavida.org.br


DIVULGUE E PARTICIPE!

9.4.03

Carandiru. Comento em breve! Comprei hoje a revista Bravo! de abril, que tem uma entrevista exclusiva com o Hector Babenco. Vou ler, e depois comento.