Um dia...
Algumas palavras falam mais que mil imagens. Especialmente dependendo de como elas chegam até você.
Baseado em fatos reais...
Diretamente de 31.78/35.22, mais conhecida como Jerusalém, escrevo para quem quiser ler - um pouco da vida e do dia-a-dia de um sujeito perdido em Israel.
31.3.03
Bomba, bomba
Uma bomba explodiu hoje de manhã. Mas não foi no Iraque, nem em Israel. Também não foi nenhum homem-bomba ou carro cheio de explosivos. Aconteceu dentro da minha faculdade, no banheiro que fica ao lado de uma das salas onde tenho aula. O local, aparentemente, ficou destruído. Ninguém tem idéia de quem pode ter sido, se um aluno, ex-aluno, funcionário insatisfeito ou alguém mais, digamos assim, politicamente motivado. Não se sabe nada, além do fato de que a partir de agora a segurança vai ficar ridícula na Metodista e os alunos e professores serão obrigados a andar com um crachá no pescoço... Não foi a primeira vez que aconteceu algo "estranho" nos corredores na Metô...
Uma bomba explodiu hoje de manhã. Mas não foi no Iraque, nem em Israel. Também não foi nenhum homem-bomba ou carro cheio de explosivos. Aconteceu dentro da minha faculdade, no banheiro que fica ao lado de uma das salas onde tenho aula. O local, aparentemente, ficou destruído. Ninguém tem idéia de quem pode ter sido, se um aluno, ex-aluno, funcionário insatisfeito ou alguém mais, digamos assim, politicamente motivado. Não se sabe nada, além do fato de que a partir de agora a segurança vai ficar ridícula na Metodista e os alunos e professores serão obrigados a andar com um crachá no pescoço... Não foi a primeira vez que aconteceu algo "estranho" nos corredores na Metô...
Não faça confusão!
Quer seja curto ou comprido,
Quer seja fino ou mais grosso,
É um órgão muito querido,
Por não ter espinhas nem osso.
De incalculável valor,
Ninguém tem um a mais,
E desempenha no amor,
Um dos papéis principais.
Quando uma dama lhe toca,
Ei-lo a pular com fervor,
Se for um rapaz, estremece,
Se for velho, tem menos vigor.
O seu nome não é tão feio,
Pois tem sete letrinhas só,
Tem um R e um A no meio,
Começa em C e acaba em O.
Nunca se encontra sozinho,
Vive sempre acompanhado,
Por outros dois orgãozinhos,
Junto de si, lado a lado.
O nome destes, porém,
Não gera confusões,
Tem sete letras também,
Tem L e acaba em ÕES.
Pra acabar com o embalo,
E com as más impressões,
Os órgãos de que eu falo...
São o coração e os pulmões!
Quer seja curto ou comprido,
Quer seja fino ou mais grosso,
É um órgão muito querido,
Por não ter espinhas nem osso.
De incalculável valor,
Ninguém tem um a mais,
E desempenha no amor,
Um dos papéis principais.
Quando uma dama lhe toca,
Ei-lo a pular com fervor,
Se for um rapaz, estremece,
Se for velho, tem menos vigor.
O seu nome não é tão feio,
Pois tem sete letrinhas só,
Tem um R e um A no meio,
Começa em C e acaba em O.
Nunca se encontra sozinho,
Vive sempre acompanhado,
Por outros dois orgãozinhos,
Junto de si, lado a lado.
O nome destes, porém,
Não gera confusões,
Tem sete letras também,
Tem L e acaba em ÕES.
Pra acabar com o embalo,
E com as más impressões,
Os órgãos de que eu falo...
São o coração e os pulmões!
"Presente"
A situação em Israel tem estado bem calma nos últimos dias. Um amigo meu, que voltou de lá na semana passada, contou que, embora a guerra entre EUA e Iraque esteja ali tão perto, as pessoas continuam com sua vida normal e as tensões estão bastante baixas. Eu diria tudo isso novamente, mas no passado. Ontem mais um atentado terrorista suicida aconteceu em Israel, em Natania (cidade cujo nome, em hebraico, significa "D-s deu"). Pelo menos trinta pessoas ficaram feridas (e eu chamo feridos de semi-mortos, porque quem se fere em uma explosão suicida tem seqüelas para sempre). Foi o terceiro pigua (ataque terrorista, em hebraico) do ano, e o primeiro desde o que matou 17 israelenses em Haifa no começo de março.
O pior da notícia foi a revelação, por parte do grupo terrorista Jihad Islâmica, que assumiu a autoria do atentado, que a explosão tinha sido "um presente para o povo iraquiano". Mais: de acordo com a mesma fonte dentro da organização terrorista que fez essa declaração, alguns dos homens-bomba do grupo "já estão no Iraque para preparar ataques contra soldados norte-americanos" (no sábado um carro-bomba explodiu matando quatro soldados dos EUA no sul do Iraque). Ou seja: por um lado, vemos que a coisa vai começar a melar. Por outro, nos entristecemos com a verdade de que vai ser difícil haver paz naquela região. Se pelo menos não se misturasse as coisas...
Fico aqui, de longe, triste e preocupado.
A situação em Israel tem estado bem calma nos últimos dias. Um amigo meu, que voltou de lá na semana passada, contou que, embora a guerra entre EUA e Iraque esteja ali tão perto, as pessoas continuam com sua vida normal e as tensões estão bastante baixas. Eu diria tudo isso novamente, mas no passado. Ontem mais um atentado terrorista suicida aconteceu em Israel, em Natania (cidade cujo nome, em hebraico, significa "D-s deu"). Pelo menos trinta pessoas ficaram feridas (e eu chamo feridos de semi-mortos, porque quem se fere em uma explosão suicida tem seqüelas para sempre). Foi o terceiro pigua (ataque terrorista, em hebraico) do ano, e o primeiro desde o que matou 17 israelenses em Haifa no começo de março.
O pior da notícia foi a revelação, por parte do grupo terrorista Jihad Islâmica, que assumiu a autoria do atentado, que a explosão tinha sido "um presente para o povo iraquiano". Mais: de acordo com a mesma fonte dentro da organização terrorista que fez essa declaração, alguns dos homens-bomba do grupo "já estão no Iraque para preparar ataques contra soldados norte-americanos" (no sábado um carro-bomba explodiu matando quatro soldados dos EUA no sul do Iraque). Ou seja: por um lado, vemos que a coisa vai começar a melar. Por outro, nos entristecemos com a verdade de que vai ser difícil haver paz naquela região. Se pelo menos não se misturasse as coisas...
Fico aqui, de longe, triste e preocupado.
29.3.03
Lágrimas ao som de piano
Antes de entrar no cinema para assistir ao filme O Pianista, de Roman Polanski, eu estava caminhando pelo shopping Iguatemi, onde as pessoas, curiosamente reunidas ao redor de um piano, pareciam nem se lembrar que uma guerra está acontecendo, hoje mesmo, do outro lado do mundo. Escrevo agora ao som do piano de Wladyslaw Szpilman, o pianista que dá nome ao longa. Quando o filme estava rolando, a cena se repetiu: dentro do Gueto de Varsóvia, durante a Segunda Guerra Mundial, Szpilman tocava para algumas pessoas que pareciam ignorar o que estava acontecendo lá fora -e que, ironicamente, lhes aconteceria também.
O filme não deve ser assistido por quem tem coração fraco. Não foi à toa que diversas pessoas saíram durante a projeção. Eu fiquei até o fim, ainda que muito emocionado e chorando bastante, diante de uma história real, trágica, triste, mas ao mesmo tempo tocante. Lembro-me de quando as filmagens começaram. Até escrevi a respeito. Polanski, que levou o Oscar de melhor diretor na semana passada, pedia então paciência aos moradores de Varsóvia, onde as cenas foram rodadas, dando mais precisão à história do pianista, que morreu em 2000. Enfim, é um filme que vale a pena ser assitido. Quando saí, fiquei pensando como há pessoas que ainda podem negar que o Holocausto tenha ocorrido...
Reclamação
Em tempo, a sala (pelo menos essa) do Iguatemi está péssima. Além de parecer totalmente abandonada, com cadeiras rasgadas e quebradas, está suja e tem um grave problema de isolamento acústico: quando as pessoas saem de outra sala e passam no corredor ao lado falando, atrapalham quem ainda está assistindo a algum filme. Acho que os R$ 12 que se paga no segundo cinema mais caro de São Paulo deveriam ser investidos para reformas do local... Amanhã mesmo vou escrever ao Estadão reclamando...
Antes de entrar no cinema para assistir ao filme O Pianista, de Roman Polanski, eu estava caminhando pelo shopping Iguatemi, onde as pessoas, curiosamente reunidas ao redor de um piano, pareciam nem se lembrar que uma guerra está acontecendo, hoje mesmo, do outro lado do mundo. Escrevo agora ao som do piano de Wladyslaw Szpilman, o pianista que dá nome ao longa. Quando o filme estava rolando, a cena se repetiu: dentro do Gueto de Varsóvia, durante a Segunda Guerra Mundial, Szpilman tocava para algumas pessoas que pareciam ignorar o que estava acontecendo lá fora -e que, ironicamente, lhes aconteceria também.
O filme não deve ser assistido por quem tem coração fraco. Não foi à toa que diversas pessoas saíram durante a projeção. Eu fiquei até o fim, ainda que muito emocionado e chorando bastante, diante de uma história real, trágica, triste, mas ao mesmo tempo tocante. Lembro-me de quando as filmagens começaram. Até escrevi a respeito. Polanski, que levou o Oscar de melhor diretor na semana passada, pedia então paciência aos moradores de Varsóvia, onde as cenas foram rodadas, dando mais precisão à história do pianista, que morreu em 2000. Enfim, é um filme que vale a pena ser assitido. Quando saí, fiquei pensando como há pessoas que ainda podem negar que o Holocausto tenha ocorrido...
Reclamação
Em tempo, a sala (pelo menos essa) do Iguatemi está péssima. Além de parecer totalmente abandonada, com cadeiras rasgadas e quebradas, está suja e tem um grave problema de isolamento acústico: quando as pessoas saem de outra sala e passam no corredor ao lado falando, atrapalham quem ainda está assistindo a algum filme. Acho que os R$ 12 que se paga no segundo cinema mais caro de São Paulo deveriam ser investidos para reformas do local... Amanhã mesmo vou escrever ao Estadão reclamando...
Integração
Muito bom o show MPB-BPM, que rolou em sua 3ª edição ontem no SESC Pompéia e fica "em cartaz" até hoje (vai ter uma apresentação às 20h30 na choperia), a um preço módico: R$ 10, e R$ 5 para estudantes com carteirinha. Vale muito a pena conferir o trabalho que 17 músicos, brasileiros e escoceses, fizeram com uma série de instrumentos. Em uma hora e meia (acho que o formato hoje vai ser diferente, por ser na choperia) eles executam doze trabalhos integrando os acordes tão diferentes de harpa e sanfona, violino e bateria, sintetizadores e piano, guitarra e sanfona, rabeca e teclados... Bom, posso ficar rasgando seda horas, mas só quem for conferir vai saber do que estou falando! Eu vou ficar esperando o CD sair, se é que vai sair! Acho que vale muito a pena ficar sempre de olho na programação do SESC, que traz eventos culturais maravilhosos, como esse.
Serviço
SESC Pompéia
R. Clélia 93
11 3871-7700
0800 118220
Muito bom o show MPB-BPM, que rolou em sua 3ª edição ontem no SESC Pompéia e fica "em cartaz" até hoje (vai ter uma apresentação às 20h30 na choperia), a um preço módico: R$ 10, e R$ 5 para estudantes com carteirinha. Vale muito a pena conferir o trabalho que 17 músicos, brasileiros e escoceses, fizeram com uma série de instrumentos. Em uma hora e meia (acho que o formato hoje vai ser diferente, por ser na choperia) eles executam doze trabalhos integrando os acordes tão diferentes de harpa e sanfona, violino e bateria, sintetizadores e piano, guitarra e sanfona, rabeca e teclados... Bom, posso ficar rasgando seda horas, mas só quem for conferir vai saber do que estou falando! Eu vou ficar esperando o CD sair, se é que vai sair! Acho que vale muito a pena ficar sempre de olho na programação do SESC, que traz eventos culturais maravilhosos, como esse.
Serviço
SESC Pompéia
R. Clélia 93
11 3871-7700
0800 118220
28.3.03
Shabat Shalom
Não tenho muito mais pra dizer hoje... Daqui a pouco vou pro Sesc! E amanhã vai ter o 1º Campeonato de Virada de Cerveja do Espaço K.
Não tenho muito mais pra dizer hoje... Daqui a pouco vou pro Sesc! E amanhã vai ter o 1º Campeonato de Virada de Cerveja do Espaço K.
27.3.03
C.A.S.A.
Do meu diário de um solteiro morando sozinho: não tenho muito a dizer, além de que minha casa pode agora ser chamada assim. Ontem minha mame (ai, sempre a mame!) deu uma passadinha pelo apê, enquanto eu estava na faculdade, e deu uma boa limpada e arrumada por aqui! A questão é que o apê está tão em ordem que eu não tive coragem de não arrumar minha cama hoje!!! Está quase como eu quero que fique, falta apenas comprar um móvel e uma TV!
Promoções
Já arrumei companhia pro MPB + BPM e uma sortuda que levou as cinco entradas do Hopi Hari! Fica pra próxima!
Do meu diário de um solteiro morando sozinho: não tenho muito a dizer, além de que minha casa pode agora ser chamada assim. Ontem minha mame (ai, sempre a mame!) deu uma passadinha pelo apê, enquanto eu estava na faculdade, e deu uma boa limpada e arrumada por aqui! A questão é que o apê está tão em ordem que eu não tive coragem de não arrumar minha cama hoje!!! Está quase como eu quero que fique, falta apenas comprar um móvel e uma TV!
Promoções
Já arrumei companhia pro MPB + BPM e uma sortuda que levou as cinco entradas do Hopi Hari! Fica pra próxima!
26.3.03
MPB + BPM
Acabei de ganhar dois ingressos para um espetáculo de Música Popular Brasileira (MPB) e British Popular Music (BPM) que vai rolar sexta-feira no SESC Pompéia. Alguém quer ir comigo? O espetáculo, criado em conjunto por músicos brasileiros e britânicos, por meio de um fórum virtual, contará com a participação de Simone Soul (bateria e percussão), Alfredo Bello (contrabaixo e eletrônica), Lincoln Antonio (piano e teclados), Renata Mattar (voz e sanfona), Thomas Rohrer (flauta, sax e rabeca) e Fernando Catatau (guitarra) pelo lado brasileiro, e os escoceses Stuart Brown (bateria e percussão), Chris Mack (voz e guitarras), Alyth McCormack (canto), David Paul Jones (piano), Alan Bryden (DJ e eletrônica), Chris Stout (violino e rabeca), Hazel Morrison (voz e percussão) e Catriona McKay (harpa celta). Dia 28 de março às 21h.
Passaporti
Ainda tenho aquelas cinco entradas grátis para o Hopi Hari. Quem quer?? Elas são válidas apenas até o dia 5 de abril... Essas eu provavelmente não vou usar!
Acabei de ganhar dois ingressos para um espetáculo de Música Popular Brasileira (MPB) e British Popular Music (BPM) que vai rolar sexta-feira no SESC Pompéia. Alguém quer ir comigo? O espetáculo, criado em conjunto por músicos brasileiros e britânicos, por meio de um fórum virtual, contará com a participação de Simone Soul (bateria e percussão), Alfredo Bello (contrabaixo e eletrônica), Lincoln Antonio (piano e teclados), Renata Mattar (voz e sanfona), Thomas Rohrer (flauta, sax e rabeca) e Fernando Catatau (guitarra) pelo lado brasileiro, e os escoceses Stuart Brown (bateria e percussão), Chris Mack (voz e guitarras), Alyth McCormack (canto), David Paul Jones (piano), Alan Bryden (DJ e eletrônica), Chris Stout (violino e rabeca), Hazel Morrison (voz e percussão) e Catriona McKay (harpa celta). Dia 28 de março às 21h.
Passaporti
Ainda tenho aquelas cinco entradas grátis para o Hopi Hari. Quem quer?? Elas são válidas apenas até o dia 5 de abril... Essas eu provavelmente não vou usar!
Cancelar é mais difícil que assinar
Do meu diário de um solteiro morando sozinho: cancelar qualquer serviço é muito mais difícil do que assinar... Em tempos de atendimento telefônico e internético, as coisas só pioram. Quando você liga pra assinar, é tudo muito rápido, em dois minutos você já está passando seus dados para o cadastro e o número do cartão de crédito. Quando quer cancelar, te fazem um verdadeiro interrogatório: "porque cargas d'água o senhor decidiu cancelar nossos serviços?", "o senhor sabe que o nosso portal tem serviços mais em conta?", "o senhor não quer assinar apenas o nosso conteúdo?"... NÃO!!! Só quero cancelar, e sem mais delongas, por favor... Eu que pago o telefone aqui... "OK... O senhor pode anotar o número do protocolo de cancelamento, então?". Posso, mas pra que isso?!
Do meu diário de um solteiro morando sozinho: cancelar qualquer serviço é muito mais difícil do que assinar... Em tempos de atendimento telefônico e internético, as coisas só pioram. Quando você liga pra assinar, é tudo muito rápido, em dois minutos você já está passando seus dados para o cadastro e o número do cartão de crédito. Quando quer cancelar, te fazem um verdadeiro interrogatório: "porque cargas d'água o senhor decidiu cancelar nossos serviços?", "o senhor sabe que o nosso portal tem serviços mais em conta?", "o senhor não quer assinar apenas o nosso conteúdo?"... NÃO!!! Só quero cancelar, e sem mais delongas, por favor... Eu que pago o telefone aqui... "OK... O senhor pode anotar o número do protocolo de cancelamento, então?". Posso, mas pra que isso?!
Um elogia...
Como contei, tive o privilégio, ainda que tardio (depois de cinco anos em cartaz), de assistir à peça Einstein, lá na Metodista. Um feliz professor do curso de RTV trouxe o ator Carlos Palma para três apresentações hoje, seguidas de debates. Vi a última delas e achei primorosa. Mais que a peça, contudo, que traz um ator "encarnado" de Albert Eintein, com trejeitos, fala e carisma do cientista, o debate foi ótimo.
Tive chance de fazer três perguntas. Quis saber como ele tinha montado o personagem, mesmo com distâncias física e espacial tão grandes, e com a responsabilidade de representar uma personalidade tão importante, não apenas como cientista, mas como humanista. Ele contou como foi o trabalho de montar seu Einstein, da influência que teve de pessoas mais velhas de sua família (o pai e o tio) para o papel etc. Depois perguntei se ele tinha tido a oportunidade de conhecer Israel e se tinha procurado a comunidade judaica para criar o personagem.
Nesse ponto, Palma teceu inflamados elogios à comunidade judaica e à nossa "organização". Contou que para o colégio Iavne, fez uma apresentação que teve que agendar meses antes, para que os professores tivessem tempo de bolar atividades multi-disciplinares tendo como base a peça. Contou do respeito que tem pelos judeus. Fiquei muito contente por ouvir as palavras, junto a outras cerca de 50 pessoas que estavam lá. É muito bom saber que há pessoas com tamanha admiração pelo povo judeu.
Palma está nos palcos com outra peça além de Einstein, do canadense Gordon Wiseman: Perdida, uma comédia quântica. Ambas estão em cartaz no Teatro João Caetano (R. Borges Lagoa 650, próximo ao Metrô Santa Cruz - telefone (11) 5573-3774). Tem desconto para ambas, ao preço de R$ 8 cada. E para quem quer ler mais sobre Einstein, um site legal.
... e outro mete pau...
Infeliz foi o comentário do Rubens Ewald Filho, na narração do Oscar, no último domingo. Quem acompanhou (eu não pude assistir porque estava sem televisão no meu apê!) sabe que o filme O Pianista levou duas estatuetas (melhor diretor, para Roman Polansky, que é judeu, e melhor roteiro adaptado). Pois bem, Rubens disse que "como a maioria dos membros da academia é composta por judeus, não se deveria ficar surpreso por filmes de diretores judeus serem premiados". Infeliz e desnecessário...
Enfim, eu ainda não vi esse filme, mas estou querendo muito. O site já deixa com gosto na boca. Tem também o trailer e fotos das cenas do filme. A história, baseada em fatos reais, é a de Wladyslaw Szpilman, um pianista judeu polonês que escapa da deportação de sua família para um campo de concentração e consegue sobreviver confinado nas ruínas do gueto de Varsóvia.
Como contei, tive o privilégio, ainda que tardio (depois de cinco anos em cartaz), de assistir à peça Einstein, lá na Metodista. Um feliz professor do curso de RTV trouxe o ator Carlos Palma para três apresentações hoje, seguidas de debates. Vi a última delas e achei primorosa. Mais que a peça, contudo, que traz um ator "encarnado" de Albert Eintein, com trejeitos, fala e carisma do cientista, o debate foi ótimo.
Tive chance de fazer três perguntas. Quis saber como ele tinha montado o personagem, mesmo com distâncias física e espacial tão grandes, e com a responsabilidade de representar uma personalidade tão importante, não apenas como cientista, mas como humanista. Ele contou como foi o trabalho de montar seu Einstein, da influência que teve de pessoas mais velhas de sua família (o pai e o tio) para o papel etc. Depois perguntei se ele tinha tido a oportunidade de conhecer Israel e se tinha procurado a comunidade judaica para criar o personagem.
Nesse ponto, Palma teceu inflamados elogios à comunidade judaica e à nossa "organização". Contou que para o colégio Iavne, fez uma apresentação que teve que agendar meses antes, para que os professores tivessem tempo de bolar atividades multi-disciplinares tendo como base a peça. Contou do respeito que tem pelos judeus. Fiquei muito contente por ouvir as palavras, junto a outras cerca de 50 pessoas que estavam lá. É muito bom saber que há pessoas com tamanha admiração pelo povo judeu.
Palma está nos palcos com outra peça além de Einstein, do canadense Gordon Wiseman: Perdida, uma comédia quântica. Ambas estão em cartaz no Teatro João Caetano (R. Borges Lagoa 650, próximo ao Metrô Santa Cruz - telefone (11) 5573-3774). Tem desconto para ambas, ao preço de R$ 8 cada. E para quem quer ler mais sobre Einstein, um site legal.
... e outro mete pau...
Infeliz foi o comentário do Rubens Ewald Filho, na narração do Oscar, no último domingo. Quem acompanhou (eu não pude assistir porque estava sem televisão no meu apê!) sabe que o filme O Pianista levou duas estatuetas (melhor diretor, para Roman Polansky, que é judeu, e melhor roteiro adaptado). Pois bem, Rubens disse que "como a maioria dos membros da academia é composta por judeus, não se deveria ficar surpreso por filmes de diretores judeus serem premiados". Infeliz e desnecessário...
Enfim, eu ainda não vi esse filme, mas estou querendo muito. O site já deixa com gosto na boca. Tem também o trailer e fotos das cenas do filme. A história, baseada em fatos reais, é a de Wladyslaw Szpilman, um pianista judeu polonês que escapa da deportação de sua família para um campo de concentração e consegue sobreviver confinado nas ruínas do gueto de Varsóvia.
25.3.03
Latest news
Consegui que retirassem o cartaz, finalmente. Mais que isso, recebi emails de toda a universidade pedindo desculpas e prometendo ações rápidas. É que hoje de manhã mandei carta para todos os setores da Metodista dos quais pude encontrar os emails, para os professores e para alguns dos alunos colegas meus.
Mesmo conseguindo meu objetivo -que deveria ser o objetivo de qualquer um que quer ver os direitos humanos preservados-, ainda tive que aturar um desaforo dos funcionários do Departamento Financeiro: ao passar diante da sala deles, me chamaram e disseram que tinha "algo" para mim. Era o cartaz, dobrado, e uma cópia da legislação brasileira referente ao racismo. Como se eu, como judeu, como jornalista, e como cidadão ligado, não a conhecesse...
Missão cumprida
Agora vou tocar minha vida: tenho daqui a pouco a peça Einstein, seguida de debate. Depois conto.
Consegui que retirassem o cartaz, finalmente. Mais que isso, recebi emails de toda a universidade pedindo desculpas e prometendo ações rápidas. É que hoje de manhã mandei carta para todos os setores da Metodista dos quais pude encontrar os emails, para os professores e para alguns dos alunos colegas meus.
Mesmo conseguindo meu objetivo -que deveria ser o objetivo de qualquer um que quer ver os direitos humanos preservados-, ainda tive que aturar um desaforo dos funcionários do Departamento Financeiro: ao passar diante da sala deles, me chamaram e disseram que tinha "algo" para mim. Era o cartaz, dobrado, e uma cópia da legislação brasileira referente ao racismo. Como se eu, como judeu, como jornalista, e como cidadão ligado, não a conhecesse...
Missão cumprida
Agora vou tocar minha vida: tenho daqui a pouco a peça Einstein, seguida de debate. Depois conto.
Indignação
Usar a suástica nazista no Brasil é crime. Passível de reclusão que pode ir de dois a cinco anos e multa. Pois bem. Hoje estava andando pelos corredores da Universidade Metodista de São Paulo, uma instituição acadêmica, que deveria prezar pela manutenção dos direitos humanos, quando me deparei, dentro da sala do Departamento Financeiro (e não em um local público qualquer) com um desses cartazes de pacifistas burros (esse tipo de pacifista é burro) que comparava Bush a Hitler.
Quem fez o cartaz não tem a menor idéia do que foi o nazismo. Quem colocou lá, menos ainda. Pois bem. Pedi para tirar, explicando que é crime. Fui alvo de sarro! Voltei mais tarde, pedi novamente, e fui ignorado... Pois bem. Saquei a minha câmera, tirei duas fotos e, se isso não for resolvido até amanhã, vou tomar atitudes mais drásticas. Ser contra a guerra, contra Bush, contra o governo desse ou daquele pais é admissível. Fazer uso de um símbolo que faz qualquer ser pensante e com um pouco de memória se lembrar da barbárie que foi o nazismo, não. Vou brigar contra isso.
Usar a suástica nazista no Brasil é crime. Passível de reclusão que pode ir de dois a cinco anos e multa. Pois bem. Hoje estava andando pelos corredores da Universidade Metodista de São Paulo, uma instituição acadêmica, que deveria prezar pela manutenção dos direitos humanos, quando me deparei, dentro da sala do Departamento Financeiro (e não em um local público qualquer) com um desses cartazes de pacifistas burros (esse tipo de pacifista é burro) que comparava Bush a Hitler.
Quem fez o cartaz não tem a menor idéia do que foi o nazismo. Quem colocou lá, menos ainda. Pois bem. Pedi para tirar, explicando que é crime. Fui alvo de sarro! Voltei mais tarde, pedi novamente, e fui ignorado... Pois bem. Saquei a minha câmera, tirei duas fotos e, se isso não for resolvido até amanhã, vou tomar atitudes mais drásticas. Ser contra a guerra, contra Bush, contra o governo desse ou daquele pais é admissível. Fazer uso de um símbolo que faz qualquer ser pensante e com um pouco de memória se lembrar da barbárie que foi o nazismo, não. Vou brigar contra isso.
24.3.03
Assim as coisas aconteceram...
Quer entender com bom humor a razão da guerra dos EUA contra o Iraque?! Só clicar aqui!
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