13.3.03

Baterias descarregadas
Quarta-feira é foda. Meu dia começa às seis horas, quando eu acordo pra ir à faculdade -onde as aulas começam às 7h30- e fico por lá até 22h50. Chego em casa esgotado. E vou dormir quando minhas obrigações me deixam, mas geralmente não antes de 2h, 3h da matina... Hoje notei que a bateria do meu celular também fica estafada, como eu...!! Enfim, o fato é que esta quarta (que já virou "ontem") foi incrivelmente cansativa e ao mesmo tempo empolgante.

Cansativa principalmente por conta do trânsito, que parece estar cada vez pior. Passei quatro horas em engarrafamentos hoje. Tive que ir de São Bernardo para Pinheiros, para uma entrevista de trabalho; de lá para Santo Amaro (perto do Borba Gato...), para um frila; de lá para São Bernardo de novo, para a aula... Depois fui visitar um leitor do Rudge Ramos Jornal, que ligou fazendo uma denúncia. Quero transformar a reclamação dele na minha primeira pauta investigativa, que deve ir ao ar na TV Canbras (a TVA do ABC) e -tomara- fazer algumas cabeças rolar...

Depois voltei para a faculdade, para a última jornada de aulas do dia. Faro para começar (bem) e depois, enquanto o professor de Oficina de Jornalismo dava assistência a outro grupo, o meu começou um papo sobre jornalismo e eu dei um depoimento apaixonado sobre essa profissão que eu escolhi aos treze anos e da qual não penso em desistir! Foi um papo legal sobre investigação, Internet e comodismo, opções, lead e outras coisas! Essa foi a parte empolgante do dia! Amo jornalismo e amo falar de jornalismo!

Também fiz uma breve enquete para saber em quem o pessoal do meu grupo nessa turma votou para presidente. O Lula ganhou entre eles, mas o Serra teve alguns votos também! E foi legal porque o pessoal sabia muito bem porque tinha votado em um ou em outro. Quer dizer: soube defender seu ponto-de-vista, com uma clara politização. Isso é muito legal, embora raramente visto no jovem brasileiro.

Não tenho forças e meu celular está apitando. Vou colocar o celular na cama e me ligar na tomada para carregar!

O amor, sempre ele
Termino com uma frase que encontrei por aí, que creditaram ao genial Nelson Rodrigues, o anjo pornográfico(*). Se é dele não sei. Mas eu concordo. De onde resultam as tragédias amorrosas? Resultam, precisamente, do fato de que ninguém escolhe certo, mas escolhe, quase sempre, errado.

(*)"Sou um menino que vê o amor pelo buraco
da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci
menino, hei de morrer menino. E o buraco
da fechadura é, realmente, a minha ótica
de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo
pornográfico
". Nelson Rodrigues

11.3.03

Em compensação...
Quem faz críticas também deve saber elogiar. E, quando é o caso, não penso duas vezes antes de tecer palavras elogiosas em relação a algum serviço bem prestado. Como estava precisando de Internet rápida (estou abandonando o Speedy...), fiz uma pesquisa e descobri que existem duas outras opções: o Vírtua (da Net, que assinamos aqui em casa), e o AJATO (da TVA). O Vírtua é muito caro: além de exigir que a pessoa seja assinante também da TV, cobra mensalidade, taxa de instalação e um valor alto pela compra do aparelho que faz o serviço funcionar. Inviável...

Então liguei para o AJATO e o que me alegrou, além do fato de que é bem mais em conta, foi o atendimento. Pela primeira vez fui tão bem atendido pelo telefone. Fiquei impressionado. A atendente (cito o nome dela?! Acho que sim, ela merece: Camila) me explicou tudo com muita calma, lembrou do meu direito de consumidor de reclamar dos serviços e abrir mão deles depois de um determinado período, negociou condições, deixou o cliente dela satisfeito... Enfim, sou o mais novo assinante do AJATO! E nem precisei virar assinante da TVA para isso!
"Algo mais?!"
Já critiquei a Telefónica aqui mil vezes, mas é que não consigo deixar de fazê-lo. Será que as pessoas responsáveis pelo telemarketing da empresa não se dão conta de que a forma de atendimento deles é irritante?! Todas as vezes que eu ligo (seja para coonseguir um telefone ou uma informação de mudança de prefixo no 102, seja para solicitar ou reclamar de algum serviço), tenho que ouvir os robôs deles com aquelas falas pré-programadas... Está certo que estamos na era da revolução da informação e da informática, mas seria tão bom ser atendido por pessoas, e não por máquinas...

Enfim, o fato é que eu preciso instalar Internet de alta velocidade (Speedy ou coisa equivalente, se existir -alguém sabe se existe?) e o local onde quero instalar não está disponível. Mas além de não darem qualquer previsão, ainda te deixam totalmente na mão... Que empresa trata assim seus clientes? O pior: quando elas percebem que o cara está bem p*to da vida e que a culpa é delas, disparam um "algo mais?"... Grrrr...
Denúncia
Está no Estadão de hoje: Fome Zero ainda não doou um só grão de alimento. A proposta do governo Lula de combater a miséria e a fome no país e muito linda, mas a verdade é que até agora nada se fez nesse sentido. O resumo da capa do jornal conta que o cheque de R$ 50 mil que a modelo Gisele Bündchen doou para o programa ainda está engavetado, porque não existe uma conta onde possa ser depositado... E, pior: 4 mil toneladas de alimento estão esperando distribuição. Se demorar muito vai acabar estragando... Onde estão os petistas de plantão agora pra cobrar do governo uma atitude decente? Como eu sempre digo, prometer qualquer um sabe! Fazer que é bom, nem todos...

10.3.03

Regras
Parecem mesmo verdadeiras essas novas normas de reportagem para o Oriente Médio. Do jeito que a mídia tem tratado o assunto do conflito entre Israel e palestinos (que, pouco a pouco, vai caindo em desuso por conta do Iraque), não me assustaria encontrar isso em qualquer maual de redação de um grande jornal (como o Estadão, que está aqui apenas sendo o 'bode expiatório' da minha crítica -não à toa). O texto é original do Aish. Vale a pena ler e refletir, principalmente quem faz imprensa marrom ou descompromissada com a ética e a verdade.
Argumento
Que melhor argumento pode haver a favor da derrubada de Saddam Hussein que aqueles de cidadãos iraquianos que, atualmente, vivem longe do controle brutal do regime daquele país? Entrevistas realizadas no final do ano passado mostram como o povo do Iraque -ou aqueles que podem falar- são favoráveis à derrubada de Saddam.

A questão toda é apenas a de reconhecer que o regime sadanista é uma ameaça para todo o mundo moderno. E que a guerra que os EUA querem (e vão) fazer contra o Iraque tem como objetivo derrubar essa ameaça.

Extratos:
Gostaria de encontrar o próximo presidente iraquiano e fazer-lhe perguntas duras, sem temer pela minha vida. — Ahmad Al-Rikaby

Queremos uma polícia que respeite e obedeça a lei. — Abbas Al-Bayati

Quero voltar, não armado para atirar em qualquer um, mas para alcançar as mentes dos iraquianos com uma caneta na mão e ensiná-los no que o mundo se transformou tecnologica, economica e politicamente. — Sadiq Al-Mossawi

No final das contas somos nós, o povo do Iraque, que devemos pressionar pela democracia. — Hussain Sinjari
E o ano vai começar!
Depois de Carnaval e outros atrasos, finalmente dois mil e três vai começar. E com ele, a expectativa e a torcida para que seja um bom ano... Sério que estou muito animado com a faculdade e tudo mais! Parece estranho dizer isso tudo na primeira metade de março, mas é que só agora eu sinto que, de fato, as coisas vão começar a funcionar como devem. Sou só eu?! E, para o "ano novo", tenho grandes novidades! Mas ainda vou fazer mistério!!! Surpresa...!

9.3.03

Danem-se
(Da série Poesia numa Hora Destas?!) Vem, alma minha já que tão vizinha está do nosso ninho a ventura que cá dela se sente a vinha... Vem, vem - e danem-se os cacófatos! (Verissimo)
Direito de resposta

Como bem notou a Camila, a Revista da Folha publicou a carta que enviei em resposta ao comentário salgado e desnecessário da colunista Barbara Gancia sobre o livro que o premiê israelense, Ariel Sharon, teria em sua cabeceira. O comentário foi publicado há duas semanas.

Cômico foi como eu descobri que a carta tinha sido publicada: ao voltar de uma festa às quatro da manhã de hoje, tinha uma mensagem no meu ICQ de um desconhecido que dizia "Olá, achei interessante sua resposta na Revista da Folha!". Incrível o poder da Internet.

O tempo voa
No mais, hoje tive a despedida de solteiro de um amigão meu, que cresceu comigo e foi um dos responsáveis pelo meu crescimento espiritual. Na festa fiquei lembrando das nossas viagens com a turminha (que estava toda lá!), da nossa infância... É dúbio o sentimento que temos quando um amigo querido se casa. Ao mesmo tempo que nos enchemos de orgulho e felicidade, não podemos evitar a sensação de que o tempo passou voando e um ciúme bobo daqueles anos que não voltam mais! Edu e Rê, parabéns!

7.3.03

Lavando a alma
Chove torrencialmente em Sampa... E enquanto escuto música israelense e o barulhinho gostoso da chuva lá fora, meus pensamentos passeiam pelos planos (os responsáveis pela minha "quase empolgação"), e pelo meu mais novo sonho de consumo. Algumas coisas vão mudar radicalmente na minha vida! A verdade é que preciso começar a encarar o dinheiro com outros olhos. E cuidar mais de mim. Shabat Shalom a todos!

6.3.03

Que dia...
Que dia, o de hoje! Fui cedo pra faculdade e, pela quarta semana consecutiva, o professor de economia internacional faltou... Ainda não sei que cara tem esse sujeito! Na volta, para almoçar com a minha irmã aniversariante, o carro (que durante o feriado andou só com o cheiro da gasolina) aqueceu, superaqueceu e quase fundiu no meio da Av. dos Bandeirantes... Acabou sendo levado para a oficina, não dava para rodar com ele... Tive que tomar um táxi para chegar ao almoço. Acabei perdendo a aula da tarde e, por essas e outras, uma das minhas prediletas, à noite: Comunicação Visual... Agora estou sem carro. E preciso chegar na festa da minha irmã, na Vila Olímpia... Alguém está pensando em passar por Higienópolis mais tarde?!
Já morei em tanta casa que nem me lembro mais
Estava pensando dia desses, provavelmente no banho ou no carro, que são os lugares mais produtivos de que se tem notícia, sobre os lugares onde já morei. A música do Legião Urbana me soa muito familiar! Nasci no Sumaré. Daquele apartamento, me lembro de muito pouco, como as faixas coloridas que cruzavam a sala -estilo da época (anos setenta...!).

Com alguns poucos anos, mudei para uma casa no Morumbi, onde deixávamos a luz acesa quando saíamos, para que pensassem que tinha gente em casa. Tinha nessa casa um enorme jardim, e uma piscina onde uma vez eu afoguei uma tartaruga -pobrezinha! Eu pensava que ela era adepta à água. Mas estava errado e descobri isso um pouco tarde, quando a irmã dela ficou sozinha no mundo. Essa casa, na verdade, era um verdadeiro zoológico! Tínhamos coelhos, gato, cachorro...

Quando fiz seis anos, mudamos para um apartamento no Morumbi, de onde tenho minhas melhores memórias. Lá eu cresci, virei pré-adolescente, adolescente e aborrecente! Era tímido pra caramba e isso me afastava das pessoas no colégio! Foram bons anos, em que eu não tinha medo nenhum de andar no parapeito do oitavo andar... Coisas de criança, sabe como é! Foi quando eu morava ali, contudo, que meus pais se separaram. Mas foi também onde eu aprendi a dirigir, aos 12 anos. Morei lá até 1993.

Antes, em 1992, tínhamos comprado um terreno em Alphaville. A casa que estávamos construindo ia demorar quase dois anos para ficar pronta. Nesse meio tempo moramos durante um ano no Itaim Bibi, em 1993, em um apartamento que tinha ele todo o tamanho do meu quarto no Morumbi! Foi um sufoco. Mas tenho grandes memórias desse ano, especialmente no colégio! Foi também o ano em que eu fui assaltado pela primeira vez, na esquina de casa. Tinha 14 anos.

Entre dezembro de 1993, quando venceu o contrato do apê no Itaim, e março de 1994, vivemos na casa de uma amiga da mamãe no Parque São Domingos, perto da Anhangüera. A casa ainda não estava pronta... Desse período lembro apenas de ter levado um fora de uma garota que dizia que não poderia mais ficar comigo porque "os pais não deixavam"!!!!! Foi logo depois da minha viagem de formatura da oitava, um barato!

Finalmente em março de 1994 mudamos para a casa de Alphaville, que pronta não estava, mas já se podia morar nela. Eu fiquei muito pouco tempo: exatamente há nove anos, no aniversário da minha irmã (que é hoje!), houve uma briga em família e meu pai me obrigou a morar com a minha avó. Eu estava indo mal no colégio e a distância era a maior culpada. Fui pra perto. Mas só fiquei lá uns dois meses, antes de voltar a Alphaville.

O colegial passou e no final de 1996 passei na faculdade. Alphaville, se já era longe do Paraíso, de São Bernardo do Campo era uma viagem. Eu ainda não tinha carro, então morei durante seis meses em uma república, no primeiro semestre de 1997. Dividia um apartamento com três sujeitos: um mineiro que se dizia bissexual e tinha um namorado, um santista mais velho que eu que ainda estava no colegial, e um cara do sul que fazia pós em comunicação. Não deu muito certo, embora aquele apartamento, se falasse, teria ótimas histórias pra contar!

Quando ganhei meu carro e comecei a trabalhar, em Moema, voltei a morar em Alphaville e viajava todos os dias. Isso foi até 1998, quando quase morri em um quase acidente no meio da Castelo Branco (cochilei dirigindo...). Resolvi, por essas e outras razões, mudar de lá e um primo meu ofereceu um flat, na Frei Caneca, onde fiquei dois meses. De lá não voltei pra Alphaville: fui morar com meu pai, em Higienópolis.

De fato, desde então, 1998, não saí mais de lá. Apenas durante seis meses em 2002 morei em um kibutz, o En Dor, lá em Israel. No kibutz tive dois quartos, vale dizer! Comecei morando com um argentino deprimido e mudei para um outro quarto, onde acabei vivendo com uma argentina que me amava! A festa acabou, voltei ao Brasil e desde então vivo de novo em Higienópolis. Diga lá! Vale ou não uma canção?!
Como se não bastasse
Tenho agora uma página pessoal, que ainda está em construção. Estou colocando lá, além de algumas informações pessoais e profissionais minhas, alguns dos textos e fotos que eu andei fazendo nesses meus... nove anos (!) de carreira como jornalista! Ainda não sei o que vou colocar na página inicial, que está muito vazia. Por isso, aceito sugestões. Aliás, críticas e elogios sobre o "conjunto da obra" são muito bem-vindos! Podem usar uma das cinco formas de contato disponíveis lá! E, antes que eu me esqueça, qualquer semelhança com o blog não é pura coincidência...!

5.3.03

Vergonha na cara
Atualizei a Aleinu com um artigo e duas matérias muito interessantes (não porque eu as escrevi ou ajudei a escrever, mas porque seus temas são atuais e polêmicos): violência e a mulher israelense, em memória ao dia internacional delas! Entra lá e confere! Tem também notinhas novas e a agenda de março atualizada! Enfim, as coisas como devem ser...
Fotos, fotos, fotos!
Tem fotos novas no meu fotolog e no meu álbum de amigos!! Os links estão aí à esquerda!