Kibutz, assentamento, religiosos e brasileiros vazios
Eize sof ha shavua!! Que fim-de-semana! Percorremos, em poucos dias, um
kibutz, um assentamento religioso e uma festinha entre brasileiros que estão por aqui em Israel. O
kibutz: En Dor, onde passei cinco meses em 2002. O assentamento: Beitar Illit, onde vive a família do Nahum, que já virou
saba sheli (meu avô!). A festinha: um mini e bem modesto encontro entre alguns poucos brazucas que vivem ou estão de passagem pela Terrinha.
Começo do fim, para contar o que ainda ferve no meu sangue. Fomos a
Pizgat Ze'ev, um bairro de Jerusalém que fica no meio do nada, encontrar um monte de gente que eu já tinha visto cá ou lá. Se esse encontro (que cada um deu o nome que lhe conveio) valeu alguma coisa, foi ter visto a
Catia e o
Dudu, dois amigos meus do Rio que fizeram
aliah e chegaram na quinta-feira. Bem-vindos!!! De resto, só o sangue fervendo... E mais nada. Tenho uma foto, mas a câmera ficou lá, de refém, com toda a minha bagagem e a do Marcus... Então colo
aqui a do Gustavo.
Antes, estávamos -Nahum, Marcus e eu-, em
Beitar Illit. Foi a minha sétima visita ao assentamento, no meio da Cisjordânia, onde mora a família mais receptiva e carinhosa de Israel (dá de mil a zero em "alguns" brasileiros...). Dormimos lá, passamos o
Shabat, aprendemos muito e no final teve até um show de dança israeli feito pelo Marcus, que pôs todo mundo a bailar!! Até a mãe religiosa arriscou voltar à juventude a rabiscar alguns passos! E nem precisa dizer que as crianças foram uma graça, como sempre. Em poucas palavras, "
o"
Shabat.
A noite anterior passamos perto de Afula, em
En Dor, onde eu pude, por um lado, alegrar-me por rever o pessoal de lá (quem não debandou), por visitar a minha família adotiva e por mostrar onde foi a minha casa por cinco meses ao Marcus, que veio comigo. E, por outro, me choquei ao ver a falência do socialismo retratada por prateleiras vazias no supermercado, uma visível depressão nas pessoas e a comida paga no refeitório comunitário... Isso fica pra outro relato. O que me chateou mesmo é constatar que aquela música que o Lulu Santos canta é verdadeira:
nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia.
Em resumo: neste fim-de-semana estive com pessoas que prometem mais do que querem cumprir, revi amigos de quem muito gosto, ouvi asneiras preconceituosas de uma gaúcha de mente limitada, visitei religiosos que me receberam de braços abertos, vi um
kibutz que já não é o mesmo e me entristeci com algumas atitudes. Não foram, de fato, os melhores dias da minha vida... Amanhã a vida continua e eu vou fazer o que mais preciso: voltar ao
Kotel. Se alguém quiser me ver pela Internet, pode tentar, lá pelas dez, onze da manhã no Brasil, me ver no muro... É só entrar
aqui e torcer pra me ver!