O fim do fim-de-semana
O fim-de-semana está chegando ao fim mas ainda tenho muito que fazer... Na quinta um amigão meu, amigo-irmão, o Marcus, carioca da gema (que critica tudo dos paulistas -sotaque, vocabulário, hábitos- mas eu não ligo!!) veio pra Sampa pra me ver, ver minhas fotos e ficarmos de papo! Fomos na Festa G6, bem legal, onde eu revi uma galera que ainda não tinha encontrado desde que voltei de Eretz.
Fomos também ao cinema ver Códigos de Guerra, o tipo de filme que eu não gosto (mas precisei ver pra saber que não gosto...!). Ontem comemos no Outback com a Lu, o David e a Grazi. À noite, o Marcus foi pra Hebraica pra maratona que teve lá (ele é fanático por dança israeli -eu também, mas não danço!). Depois saí com o Michel-primo. Fomos ao bom e velho Pirajá, sempre uma boa idéia. Depois voltei pra Hebraica onde fiquei vendo a galera dançar e de papo com o Marcus, a Lu e o David. E vim dormir às 3h30 da matina... capotado!
E não acabou, ainda tenho o picnic de aniversário da Lilian Gordinha!!! Lá vou eu! E também espero me encontrar com uma pessoa capaz de fazer o tempo parar...!
Pombo
Na quinta, antes de ir pra festa, resolvi aparar minha barba (essa que faz parte do meu novo visual fashion-israeli), quando esbarrei no meu cabelo e fiz uma cagada nele... Bom, a culpa, pra todos os efeitos, é do Barbeiro Pombo, aquele que caga na sua cabeça... Mas fui eu mesmo! E já deixo avisado: se tirar sarro leva porrada! (Até agora a galera tem gostado, dá pra acreditar?!).
Nostalgia
Tambem na quinta, o meu dia mais ativo desde que cheguei de Israel, fui para o colégio onde passei dez anos da minha vida, convidado para falar aos alunos do segundo colegial sobre minha profissão, o jornalismo. Dois outros ex-alunos também foram falar da carreira deles. Foi bem legal, me diverti com a experiência! E pude ajudar a alguns indecisos a escolher por essa carreira maluca! Agora estou escrevendo a respeito pro jornalzinho da escola! No fim, demos uma volta pelo colégio, relembramos de vários momentos daqueles dez longos anos, vimos alguns dos nossos professores -que continuam lá-, eu revi uma colega de sala que agora é professora, e ganhamos uma caixa de bombons!
Baseado em fatos reais...
Diretamente de 31.78/35.22, mais conhecida como Jerusalém, escrevo para quem quiser ler - um pouco da vida e do dia-a-dia de um sujeito perdido em Israel.
10.11.02
9.11.02
Não aos cachorros em shoppings!
Estava dia desses no Shopping Pátio Higienópolis quando me pararam pra responder uma pesquisa. Adoro pesquisas. É uma forma de reclamar e ser ouvido, porque quem faz tem interesse real em saber sua opinião. Bom, lá pela décima folha na prancheta da mocinha, ela me pergunta se sou a favor da entrada de cachorros no shopping... NÃO! E lanço aqui um movimento para proibir a entrada de caninos e felinos em locais como esse...!!! Para quê tem a rua?! Uma coisa é verdade: pelo menos dentro do finérrimo shopping, as madames apanham as 'cacas' de seus floflós e fifis... Esse Brasil... Só em um país que não oferece segurança nas ruas tem essa de cachorro em shopping! Cada uma...
Estava dia desses no Shopping Pátio Higienópolis quando me pararam pra responder uma pesquisa. Adoro pesquisas. É uma forma de reclamar e ser ouvido, porque quem faz tem interesse real em saber sua opinião. Bom, lá pela décima folha na prancheta da mocinha, ela me pergunta se sou a favor da entrada de cachorros no shopping... NÃO! E lanço aqui um movimento para proibir a entrada de caninos e felinos em locais como esse...!!! Para quê tem a rua?! Uma coisa é verdade: pelo menos dentro do finérrimo shopping, as madames apanham as 'cacas' de seus floflós e fifis... Esse Brasil... Só em um país que não oferece segurança nas ruas tem essa de cachorro em shopping! Cada uma...
5.11.02
Vestibular aos 23...
Esqueci de contar que hoje fui à Metodista para me "destrancar". Quando lancei a Aleinu, em dezembro de 2000, tive que escolher entre abrir mão do meu emprego (que me sustentava), da minha idéia (a Aleinu) ou da faculdade (que, tristemente, naquela época -e hoje não é muito diferente- não me servia pra nada...). Escolhi o óbvio e tranquei o curso no... último semestre... Enfim, hoje, a surpresa: vou ter que fazer vestibular de novo, só pra validar a rematrícula... Oy-vay-voy!
Esqueci de contar que hoje fui à Metodista para me "destrancar". Quando lancei a Aleinu, em dezembro de 2000, tive que escolher entre abrir mão do meu emprego (que me sustentava), da minha idéia (a Aleinu) ou da faculdade (que, tristemente, naquela época -e hoje não é muito diferente- não me servia pra nada...). Escolhi o óbvio e tranquei o curso no... último semestre... Enfim, hoje, a surpresa: vou ter que fazer vestibular de novo, só pra validar a rematrícula... Oy-vay-voy!
Morrendo de rir
Também do Edu recebi esse site, so cute! Sem muitos comentários! Apenas clique nos cavalos (precisa ter som instalado!). Estou morrendo de rir!
Também do Edu recebi esse site, so cute! Sem muitos comentários! Apenas clique nos cavalos (precisa ter som instalado!). Estou morrendo de rir!
Buididipi
Hoje estava escutando na JovemPan que a música gravada em espanhol por Las Ketchup e regravada em português pela banda Rouge é, na verdade, uma versão estragada de uma outra música, que eles puseram no ar na rádio (não me lembro o nome). Enfim, recebi hoje do Edu esse site, muito engraçado, com uma animação e a letra original da baladinha! Confiram e boas risadas!
Hoje estava escutando na JovemPan que a música gravada em espanhol por Las Ketchup e regravada em português pela banda Rouge é, na verdade, uma versão estragada de uma outra música, que eles puseram no ar na rádio (não me lembro o nome). Enfim, recebi hoje do Edu esse site, muito engraçado, com uma animação e a letra original da baladinha! Confiram e boas risadas!
Excelente retrato
Acabo de voltar do cinema, da maratona de cinco filmes nacionais aos quais assisti hoje: Abril Despedaçado (Walter Salles, 2001), A Paixão de Jacobina (Fabio Barreto, 2002), Caramuru - A Invenção do Brasil (Guel Arraes, 2000), Avassaladoras (Mara Mourão, 2002) e Cidade de Deus (Fernando Meirelles, 2002).
Não vou falar de todos, mas de um em especial, do qual eu acabo de voltar -e o que mais me tocou: Cidade de Deus. É um retrato triste e cruel da realidade de violência patrocinada pelo tráfico nas favelas do Rio, corrupção da polícia, nível de organização do crime etc. E falar em retrato é bastante apropriado, porque a película conta, baseada em fatos reais, a história de um garoto que consegue a vaga de fotógrafo no Jornal do Brasil graças ao que ocorre na favela que leva o nome do filme.
Acho que Cidade de Deus me encantou porque usou "atores reais", gente de verdade, e não fabricada pelas telas da Globo. Por isso acredito que o filme, que vai merecer ganhar todos os prêmios a que concorrer, representa um divisor da produção nacional. Percebeu-se, enfim, que colocar atores da Globo para viver personagens que devem retratar a realidade como ela é (e não com "peças" encenadas e, geralmente, fracas) não funciona. Acaba ficando muito artificial.
Nos últimos dias pude assistir também a outro filme que conseguiu retratar bem a realidade carioca. Sexta-feira vi com a Denise Ônibus 174, documentário sobre o seqüestro do coletivo que leva o número do título. A ação de um bandido, ex-menino-de-rua que esteve na chacina da Candelária em 1993, e criminoso com diversas passagens pela polícia, resultou na desastrada morte de uma das reféns graças também à incompetência da polícia brasileira. O fato ocorreu no Jardim Botânico em junho do ano passado, e não foi raro ouvir pessoas, na saída, comentando que lembravam do ocorrido. Brasileiro tem memória curta. Mas não é tão curta assim!
Acabo de voltar do cinema, da maratona de cinco filmes nacionais aos quais assisti hoje: Abril Despedaçado (Walter Salles, 2001), A Paixão de Jacobina (Fabio Barreto, 2002), Caramuru - A Invenção do Brasil (Guel Arraes, 2000), Avassaladoras (Mara Mourão, 2002) e Cidade de Deus (Fernando Meirelles, 2002).
Não vou falar de todos, mas de um em especial, do qual eu acabo de voltar -e o que mais me tocou: Cidade de Deus. É um retrato triste e cruel da realidade de violência patrocinada pelo tráfico nas favelas do Rio, corrupção da polícia, nível de organização do crime etc. E falar em retrato é bastante apropriado, porque a película conta, baseada em fatos reais, a história de um garoto que consegue a vaga de fotógrafo no Jornal do Brasil graças ao que ocorre na favela que leva o nome do filme.
Acho que Cidade de Deus me encantou porque usou "atores reais", gente de verdade, e não fabricada pelas telas da Globo. Por isso acredito que o filme, que vai merecer ganhar todos os prêmios a que concorrer, representa um divisor da produção nacional. Percebeu-se, enfim, que colocar atores da Globo para viver personagens que devem retratar a realidade como ela é (e não com "peças" encenadas e, geralmente, fracas) não funciona. Acaba ficando muito artificial.
Nos últimos dias pude assistir também a outro filme que conseguiu retratar bem a realidade carioca. Sexta-feira vi com a Denise Ônibus 174, documentário sobre o seqüestro do coletivo que leva o número do título. A ação de um bandido, ex-menino-de-rua que esteve na chacina da Candelária em 1993, e criminoso com diversas passagens pela polícia, resultou na desastrada morte de uma das reféns graças também à incompetência da polícia brasileira. O fato ocorreu no Jardim Botânico em junho do ano passado, e não foi raro ouvir pessoas, na saída, comentando que lembravam do ocorrido. Brasileiro tem memória curta. Mas não é tão curta assim!
4.11.02
Falar é fácil
Para os lulistas e petistas de plantão, está hoje na Folha de S. Paulo (link válido apenas para assinantes Folha ou UOL):
PT foge das propostas que fez na oposição
Ao longo do governo Fernando Henrique Cardoso, a bancada do PT no Congresso apresentou propostas que, depois da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, constrangem a cúpula do partido. São propostas que diminuiriam arrecadação ou aumentariam gastos, como reajuste salarial dos servidores públicos de quase 70% e salário mínimo de R$ 240. Agora, a dois meses da posse de Lula no Palácio do Planalto, a cúpula do PT já procura administrar a nova realidade do partido, que passou de estilingue a vidraça(...)
É... Falar é fácil. Agora é que eu quero ver! Prometer e iludir 15 milhões de pessoas qualquer bonequinho montado pelo Duda Mendonça faz. Só quero ver como é que Lula-lá-longe e seus "companheiros" (sim, porque Lula tem companheiros, não ministros e assessores) vão se virar... Tenho que recorrer à Pequena Fábula Marítima: E (o polvo) morreu na praia. Quem manda se deixar ser iludido, também?!
Vejo vocês no cinema!
Para os lulistas e petistas de plantão, está hoje na Folha de S. Paulo (link válido apenas para assinantes Folha ou UOL):
PT foge das propostas que fez na oposição
Ao longo do governo Fernando Henrique Cardoso, a bancada do PT no Congresso apresentou propostas que, depois da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, constrangem a cúpula do partido. São propostas que diminuiriam arrecadação ou aumentariam gastos, como reajuste salarial dos servidores públicos de quase 70% e salário mínimo de R$ 240. Agora, a dois meses da posse de Lula no Palácio do Planalto, a cúpula do PT já procura administrar a nova realidade do partido, que passou de estilingue a vidraça(...)
É... Falar é fácil. Agora é que eu quero ver! Prometer e iludir 15 milhões de pessoas qualquer bonequinho montado pelo Duda Mendonça faz. Só quero ver como é que Lula-lá-longe e seus "companheiros" (sim, porque Lula tem companheiros, não ministros e assessores) vão se virar... Tenho que recorrer à Pequena Fábula Marítima: E (o polvo) morreu na praia. Quem manda se deixar ser iludido, também?!
Vejo vocês no cinema!
Retratos de momentos divididos
Esse era o nome de um dos blogs que eu tinha antes de viajar pra Israel, em abril, e que me foi roubado... Lá eu publicava fotos (adoro fotos!) com amigos. Como eu tinha comprado uma câmera digital, no fim do ano passado, fiz um montão de retratos...! Bom, como sou um cara insistente, voltei a publicar as fotos! Dessa vez não em um blog, mas no site da MSNPhotos, bem legal. Enfim, chega de blá, blá, blá e vamos às fotos!
Esse era o nome de um dos blogs que eu tinha antes de viajar pra Israel, em abril, e que me foi roubado... Lá eu publicava fotos (adoro fotos!) com amigos. Como eu tinha comprado uma câmera digital, no fim do ano passado, fiz um montão de retratos...! Bom, como sou um cara insistente, voltei a publicar as fotos! Dessa vez não em um blog, mas no site da MSNPhotos, bem legal. Enfim, chega de blá, blá, blá e vamos às fotos!
3.11.02
Desculpe o transtorno...
Com as dicas do Edney Souza, um blogueiro que sabe muito do assunto, estou fazendo mudanças no BLOG DO GABO. Coloquei um sisteminha de comentários (mas ainda não está 100%, faltam ajustes) e estou cuidando também de fazer outras mudanças. Pelo menos por enquanto vocês podem colocar a boca no trombone e dizer o que pensam das coisas que eu escrevo! Desculpem o transtorno!
Com as dicas do Edney Souza, um blogueiro que sabe muito do assunto, estou fazendo mudanças no BLOG DO GABO. Coloquei um sisteminha de comentários (mas ainda não está 100%, faltam ajustes) e estou cuidando também de fazer outras mudanças. Pelo menos por enquanto vocês podem colocar a boca no trombone e dizer o que pensam das coisas que eu escrevo! Desculpem o transtorno!
Reflexões fúteis de uma manhã de domingo
Disseram-me que "a vida deveria ser de trás pra frente"..."A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então trabalharíamos 40 anos até ficarmos novos o bastante pra poder aproveitar a aposentadoria. Aí curtiríamos tudo, tomaríamos bastante álcool, faríamos festas e nos prepararíamos pra faculdade. Iríamos pro colégio, teríamos várias namoradas, viraríamos criança... Daí não teríamos nenhuma responsabilidade, nos tornaríamos depois um bebezinho de colo, voltaríamos pro útero da mãe, passaríamos nossos últimos nove meses de vida flutuando.... E tudo terminaria com um ótimo orgasmo!!!!!! Não seria perfeito?" Que cute!
Disseram-me que "a vida deveria ser de trás pra frente"..."A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então trabalharíamos 40 anos até ficarmos novos o bastante pra poder aproveitar a aposentadoria. Aí curtiríamos tudo, tomaríamos bastante álcool, faríamos festas e nos prepararíamos pra faculdade. Iríamos pro colégio, teríamos várias namoradas, viraríamos criança... Daí não teríamos nenhuma responsabilidade, nos tornaríamos depois um bebezinho de colo, voltaríamos pro útero da mãe, passaríamos nossos últimos nove meses de vida flutuando.... E tudo terminaria com um ótimo orgasmo!!!!!! Não seria perfeito?" Que cute!
2.11.02
Lula-lá... Lá longe!
Acho que eu ainda não li algo tão verdadeiro e bem colocado, embora seja uma fábula (adoro fábulas e adoro metáforas bem feitas!) sobre o Lula (ou "a" Lula) desde sua eleição... Segue, então, chupado do Página/18, Pequena Fábula Marítima... Divirtam-se! E entendam como quiserem!
A Lula convenceu o polvo de que o polvo devia seguir a Lula. Lula também é polvo, disse a Lula. A Lula sabe do que o polvo precisa. Os outros não. Os outros são tubarão (a Lula não era muito boa no uso do plural). A Lula disse que o oceano era um aquário, uma prisão dos tubarão, e que o céu estava longe também por culpa dos tubarão. A Lula prometeu que colaria o céu na superfície do oceano, e que as estrelas seriam de todos. A Lula até usava um pequeno broche, muito singelo, com uma estrelinha desenhada.
O polvo não teve medo de ser feliz ("a coragem venceu o medo") e seguiu a Lula até a praia. Aqui é o céu e aqui não é molhado, disse a Lula. Olha que bonito. Olha que mundo. Tem flores, montanhas e arco-íris. E tudo isso é de você. O polvo chorou de emoção. Contou até quatro e pulou fora d’água. Arrastou-se pela areia tão maravilhado que demorou alguns minutos pra perceber que não conseguia respirar. Que era impossível viver naquele mundo tão lindo. E morreu na praia.
Acho que eu ainda não li algo tão verdadeiro e bem colocado, embora seja uma fábula (adoro fábulas e adoro metáforas bem feitas!) sobre o Lula (ou "a" Lula) desde sua eleição... Segue, então, chupado do Página/18, Pequena Fábula Marítima... Divirtam-se! E entendam como quiserem!
A Lula convenceu o polvo de que o polvo devia seguir a Lula. Lula também é polvo, disse a Lula. A Lula sabe do que o polvo precisa. Os outros não. Os outros são tubarão (a Lula não era muito boa no uso do plural). A Lula disse que o oceano era um aquário, uma prisão dos tubarão, e que o céu estava longe também por culpa dos tubarão. A Lula prometeu que colaria o céu na superfície do oceano, e que as estrelas seriam de todos. A Lula até usava um pequeno broche, muito singelo, com uma estrelinha desenhada.
O polvo não teve medo de ser feliz ("a coragem venceu o medo") e seguiu a Lula até a praia. Aqui é o céu e aqui não é molhado, disse a Lula. Olha que bonito. Olha que mundo. Tem flores, montanhas e arco-íris. E tudo isso é de você. O polvo chorou de emoção. Contou até quatro e pulou fora d’água. Arrastou-se pela areia tão maravilhado que demorou alguns minutos pra perceber que não conseguia respirar. Que era impossível viver naquele mundo tão lindo. E morreu na praia.
Semana no cinema
Antes de dormir, só mais um postzinho... A programação da 26ª Mostra BR de Cinema está imperdível. Está nos últimos dias, é verdade, mas ainda dá tempo de aproveitar! Assistimos "Ônibus 174" sobre o mal-sucedido seqüestro do coletivo no Jardim Botânico (Rio) em junho do ano passado. Recomendo. Mas prepare-se para sair com stress! E confira as próximas sessões. Vou passar a semana no cinema!
Antes de dormir, só mais um postzinho... A programação da 26ª Mostra BR de Cinema está imperdível. Está nos últimos dias, é verdade, mas ainda dá tempo de aproveitar! Assistimos "Ônibus 174" sobre o mal-sucedido seqüestro do coletivo no Jardim Botânico (Rio) em junho do ano passado. Recomendo. Mas prepare-se para sair com stress! E confira as próximas sessões. Vou passar a semana no cinema!
Tem gente que sabe se divertir!
Recentemente um amigo meu -carioca, é claro!- me mandou texto enaltecendo a qualidade dos conterrâneos dele de saberem se divertir. Concordo com cada linha! Acho mesmo que o carioca tem uma facilidade imensa de, sem muito drama, sair e se esbaldar! Falei disso e de muito mais "ontem-hoje", com a Dê, pessoa que também não faz drama pra se divertir! Divido o texto com vocês antes de cair na cama... Já está claro lá fora! PUTZ!!!
O RIO DE JANEIRO CONTINUA LOUCO
por Fernanda Young
Estive dois dias no Rio e, chegando de volta a São Paulo, isso me fez pensar. O fato é que não consigo ir ao Rio sem retornar contundida, resfriada, ressacada. Mas a sensação é sempre de que valeu a pena, porque lá você se diverte, e se diverte muito, mesmo que não seja essa a sua intenção. O divertimento persegue você pelas ruas cariocas, e não há como se esconder dele. Porque não existe cidade no mundo com tanta alegria de viver por metro quadrado.
No Rio, você sai para comprar um cigarro e na esquina, subitamente o cigarro se transforma num chope, subitamente a esquina se transforma numa pizzaria no Leblon, e quando você se da conta está contando confidências para uma pessoa que você nunca tinha visto antes, com a bolsa cheia de números de telefone.
E mesmo os cariocas dizem que São Paulo tem muito mais opções de divertimento. Ok, aqui o número de lugares para se ir impressiona, a quantidade de gente que freqüenta a noite também, mas a questão é que, no Rio, não é necessário ser de noite nem se estar em algum "lugar" para se divertir. O perigo pode estar em qualquer calçada, banca de jornal ou farmácia. Basta você encontrar um conhecido que outro já aparece, e daqui a pouco alguém vem com a idéia de se tomar alguma coisa logo ali; e a próxima vez que você olha no relógio já são quatro da manhã e você está num galpão dançando funk.
Comigo, pelo menos, é sempre assim: vou a trabalho e o trabalho já é uma curtição, pois a reunião de negócios tem vista para o mar. Depois sempre tem alguma festinha já que, no Rio, basta alguém levar uma bebida e ligar o rádio para se ter uma festinha. E, como há o hábito de cada um levar a sua garrafa, todo mundo acaba se esbaldando junto. Na hipótese bastante provável da festinha virar festa porque um chama o outro e o outro sempre chama mais um prepare-se para atingir índices inéditos de divertimento. Porque, no Rio, uma festa só acaba quando dá policia. Sendo que a música só abaixa mesmo quando o aniversariante -no Rio sempre tem um aniversariante-, para justificar a algazarra, é quase levado em cana.
Sou do Rio, moro em São Paulo, e amo São Paulo. Mas, desculpem-me, os paulistas têm muito o que aprender com os cariocas em matéria de divertimento. No Rio, não tem VIP nem famoso, não tem "in" nem "out", não tem cafonas nem bem-vestidos. Lá, está todo mundo igual, nu nas praias, seminu ao redor delas. Sem pudor de se divertir e sem vergonha de se exceder. Os cariocas sabem pagar mico com categoria. Porque todo mundo é da malandragem.
Recentemente um amigo meu -carioca, é claro!- me mandou texto enaltecendo a qualidade dos conterrâneos dele de saberem se divertir. Concordo com cada linha! Acho mesmo que o carioca tem uma facilidade imensa de, sem muito drama, sair e se esbaldar! Falei disso e de muito mais "ontem-hoje", com a Dê, pessoa que também não faz drama pra se divertir! Divido o texto com vocês antes de cair na cama... Já está claro lá fora! PUTZ!!!
O RIO DE JANEIRO CONTINUA LOUCO
por Fernanda Young
Estive dois dias no Rio e, chegando de volta a São Paulo, isso me fez pensar. O fato é que não consigo ir ao Rio sem retornar contundida, resfriada, ressacada. Mas a sensação é sempre de que valeu a pena, porque lá você se diverte, e se diverte muito, mesmo que não seja essa a sua intenção. O divertimento persegue você pelas ruas cariocas, e não há como se esconder dele. Porque não existe cidade no mundo com tanta alegria de viver por metro quadrado.
No Rio, você sai para comprar um cigarro e na esquina, subitamente o cigarro se transforma num chope, subitamente a esquina se transforma numa pizzaria no Leblon, e quando você se da conta está contando confidências para uma pessoa que você nunca tinha visto antes, com a bolsa cheia de números de telefone.
E mesmo os cariocas dizem que São Paulo tem muito mais opções de divertimento. Ok, aqui o número de lugares para se ir impressiona, a quantidade de gente que freqüenta a noite também, mas a questão é que, no Rio, não é necessário ser de noite nem se estar em algum "lugar" para se divertir. O perigo pode estar em qualquer calçada, banca de jornal ou farmácia. Basta você encontrar um conhecido que outro já aparece, e daqui a pouco alguém vem com a idéia de se tomar alguma coisa logo ali; e a próxima vez que você olha no relógio já são quatro da manhã e você está num galpão dançando funk.
Comigo, pelo menos, é sempre assim: vou a trabalho e o trabalho já é uma curtição, pois a reunião de negócios tem vista para o mar. Depois sempre tem alguma festinha já que, no Rio, basta alguém levar uma bebida e ligar o rádio para se ter uma festinha. E, como há o hábito de cada um levar a sua garrafa, todo mundo acaba se esbaldando junto. Na hipótese bastante provável da festinha virar festa porque um chama o outro e o outro sempre chama mais um prepare-se para atingir índices inéditos de divertimento. Porque, no Rio, uma festa só acaba quando dá policia. Sendo que a música só abaixa mesmo quando o aniversariante -no Rio sempre tem um aniversariante-, para justificar a algazarra, é quase levado em cana.
Sou do Rio, moro em São Paulo, e amo São Paulo. Mas, desculpem-me, os paulistas têm muito o que aprender com os cariocas em matéria de divertimento. No Rio, não tem VIP nem famoso, não tem "in" nem "out", não tem cafonas nem bem-vestidos. Lá, está todo mundo igual, nu nas praias, seminu ao redor delas. Sem pudor de se divertir e sem vergonha de se exceder. Os cariocas sabem pagar mico com categoria. Porque todo mundo é da malandragem.
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